Sexta, 17 de Novembro de 2017

Cesta básica familiar ficou 2,49% mais cara

7 ABR 2010Por 23h:30
Pesquisa elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac) apontou que a cesta básica familiar ficou 2,49% mais cara em março, em relação ao mês anterior. O custo total dos 44 produtos que compõem o pacote fechou o mês a R$ 1.006,22, enquanto em fevereiro, eram necessários R$ 981,74 para a mesma compra
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O valor representa o comprometimento de 39,46% do total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.550,00) para atender uma família composta por cinco pessoas. Mais da metade dos produtos, 26, apresentaram alta de preços, outros 12 queda e seis mantiveram seus valores inalterados.
No grupo alimentação, que contém 32 produtos, o levantamento verificou alta de 2,61%, alavancada principalmente pelos hortifrútis, como o tomate (28,58%); a abobrinha (14,92%); a laranja (12,40%) e o mamão (11,43%). No mesmo grupo, tiveram altas expressivas ainda, o arroz (5,92%); a carne (5,77%); a farinha de trigo (5,11%) e os ovos (4,81%).

Tiveram decréscimo a cenoura, que embora esteja no grupo de hortifrútis, por conta da recuperação na produtividade, gerou maior oferta e redução de preço, que fechou o mês 10,14% menor. Há ainda o óleo (-3,77%); manteiga (-2,22%); queijo (-1,25%); frango (-0,94%) e doces (-0,72%).
Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão francês, pão doce, sal, banana e peixe.

Também inflacionaram os produtos do grupo higiene pessoal, que registrou variação positiva de 1,70%. Apresentaram alta: papel higiênico e absorvente com 3,57%, sabonete (3,12%) e lâmina de barbear (0,82%). O dentifrício caiu 2,14%.
 
Cesta alimentar
Já o Índice da cesta básica alimentar, composta por 15 itens para a alimentação diária de um adulto, apresentou alta de 5,62% em relação ao mês de fevereiro, custando R$ 227,44, enquanto no mês anterior eram necessários R$ 215,34 para a mesma compra. A pesquisa constatou que o trabalhador recebendo um salário mínimo (R$ 510,00), em março, comprometeu 44,60% do seu vencimento para aquisição da cesta. (AM)

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