Quarta, 22 de Novembro de 2017

Cerrado tem área reduzida em 50% no País até 2008

2 SET 2010Por 20h:48
AGÊNCIA ESTADO, RIO

A cobertura original do Cerrado foi reduzida praticamente à metade no País, de 2.038.953 km² para 1.052.708 km², com área total desmatada de 986.247 km² (48,37%) até 2008. Somente entre 2002 e 2008 foram destruídos 85.074 km2 (4,18% do total). É o que revelou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua pesquisa “Indicadores de Desenvolvimento Sustentável” (IDS), referente ao ano de 2010.
De acordo com levantamento, os estados que apresentaram maior área desmatada no período, em termos absolutos, foram Mato Grosso (17.598 km²), Maranhão (14.825 km²) e Tocantins (12.198 km²). As taxas de desmatamento no bioma são mais altas que as apresentadas para a Floresta Amazônica, o que implica “medidas urgentes de proteção”, diz o IBGE.
Até 2002 houve tendência de aumento de áreas desmatadas do Sul e Sudeste, principalmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já no período de 2002 a 2008, isso ocorreu mais para o Norte e Nordeste. É primeira vez que o IBGE usa dados do Cerrado no IDS.

Floresta amazônica
Apesar da redução do ritmo de desmatamento na Amazônia nos últimos cinco anos, a área total derrubada já representa 15% da floresta original. O processo acentuou-se nas últimas quatro décadas e foi concentrado nas bordas sul e leste da Amazônia Legal, o chamado Arco do Desmatamento.
Segundo o IBGE, após um período de crescimento quase contínuo da taxa de desflorestamento entre 1997 e 2004, quando atingiu um pico, os valores para 2009 indicam que a área desmatada representa um terço do que foi verificado no ano de 2004.

Pastagem
Em 36 anos (de 1970 a 2006), o território usado para pastagens plantadas aumentou duas vezes e meia. As pastagens já existentes, chamadas naturais, caíram 53,4%, no mesmo período. De acordo com a publicação do IBGE, a redução das pastagens naturais e o incremento nas pastagens plantadas indicam uma intensificação da pecuária brasileira, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

Fertilizantes
De acordo com a pesquisa, em 16 anos, o País dobrou a quantidade de fertilizantes usados nas áreas plantadas. Foi de 69,4 quilos por hectare em 1992, para 143,7 quilos por hectare, em 2008. O crescimento revela que embora não tenha ocorrido avanço no uso da terra, ocorreu uma intensificação no tipo de uso. Essa intensificação tem sido feita com excesso de uso de fertilizantes. Isso traz problemas ambientais sérios, como a contaminação dos lençóis freáticos e riscos à saúde dos consumidores e do homem rural.

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