Política

GOVERNO

Centrais se reúnem para negociar mínimo de R$ 580

Centrais se reúnem para negociar mínimo de R$ 580

FOLHA ONLINE

24/01/2011 - 08h28
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Governo e centrais sindicais terão nesta semana a primeira rodada de negociação sobre o valor do salário mínimo no governo Dilma Rousseff. Apesar de ter sido fixado, no fim do governo Lula, em R$ 540, e já estar sendo pago, o valor ainda será revisto.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou que o piso salarial subirá para R$ 545 a partir de 1º de fevereiro. Mas as centrais querem R$ 580.

O governo sabe que será difícil manter os R$ 545 e, por isso, nos bastidores da área econômica já se fala em chegar a R$ 550. No entanto, a ideia é deixar a negociação para o novo Congresso, que começa os trabalhos na semana que vem.

Enquanto isso, o encontro marcado para a quarta-feira com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) será uma tentativa de afago às centrais, que reclamavam da falta de diálogo.

A pauta que será levada pelos representantes dos trabalhadores para o ministro inclui, além do reajuste do salário mínimo, a correção da tabela do Imposto de Renda e a criação de política permanente para aposentados que ganham mais que o piso salarial.

"Definimos sexta-feira em reunião da Executiva que queremos discutir toda a pauta. Não queremos desmembramento", disse Quintino Severo, secretário-geral da CUT.

Segundo ele, se não houver correção da tabela do IR, os ganhos reais obtidos por várias categorias nas negociações salariais em 2010 "não ficarão no bolso dos trabalhadores".

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro lidera com folga corrida pela Presidência da República no Estado

Levantamento do Correio do Estado/IPR foi em 17 cidades, que representam 68% do total da população sul-mato-grossense

13/03/2026 08h10

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro larga na frente no Mato Grosso do Sul

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro larga na frente no Mato Grosso do Sul Agência Brasil

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), lidera com folga a corrida pela Presidência da República em Mato Grosso do Sul, conforme pesquisa de intenções de voto, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR).

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, Flávio Bolsonaro atingiu a marca de 39,80%, enquanto o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alcançou 25,51% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), somou 9,82%.

Mais atrás aparecem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), com 2,55%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 1,79%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 0,51%. Ainda segundo a pesquisa, 5,74% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou anular o voto e 14,29% não sabem ou não quiseram responder.

A pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Sidrolândia, São Gabriel do Oeste, Corumbá, Coxim, Dourados, Maracaju, Rio Brilhante, Bonito, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Essas 17 localidades representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores. Ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

ESPONTÂNEA 

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança também está com Flávio Bolsonaro, com 17,60%, seguido por Lula, com 14,29%, por Bolsonaro, com 2,30%, e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 0,77%.

Mais atrás aparecem Ratinho Jr., com 0,64%, pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), com 0,13%, pelo senador Sergio Moro (União Brasil-PR), com 0,13%, pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), com 0,13%, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com 0,13%. Dos entrevistados, 63,65% não sabem ou não quiseram responder.

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro larga na frente no Mato Grosso do Sul Foram entrevistados 784 eleitores distribuídas pelos 17 maiores municípios do Estado - Fonte: Correio do Estado/IPR

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos à Presidência da República em Mato Grosso do Sul e Lula aparece na frente, com 48,72% dos entrevistados, seguido por Flávio Bolsonaro, com 27,42%, Caiado, com 1,40% e Ratinho Jr., com 1,40%.

Logo depois aparecem Aldo Rebelo, com 0,77%, e Romeu Zema, com 0,51%. Na pesquisa, 6,12% dos entrevistados disseram não rejeitar ninguém, 7,27% afirmaram rejeitar todos e 1,91% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 4,46% não sabem ou não quiseram responder.

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro larga na frente no Mato Grosso do Sul Foram entrevistados 784 eleitores distribuídas pelos 17 maiores municípios do Estado - Fonte: Correio do Estado/IPR

ANÁLISE

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, o resultado indica que Flávio Bolsonaro inicia a disputa com uma vantagem expressiva sobre Lula, abrindo mais de 14 pontos porcentuais de diferença no cenário estimulado. “Esse desempenho sugere forte identificação de parte significativa do eleitorado sul-mato-grossense com o campo político associado ao bolsonarismo”, disse.

Outro ponto relevante apontado por ele é que o campo da direita aparece fragmentado, com candidatos como Ratinho Jr., Caiado e Zema somando juntos cerca de 14%, o que demonstra um potencial de crescimento adicional para o principal candidato desse espectro caso haja convergência política.

“Já o eleitorado identificado com Lula apresenta um patamar consolidado, porém menor que o da liderança, indicando presença relevante da esquerda, mas sem hegemonia no Estado”, ressaltou.

Aruaque Barbosa pontuou que o porcentual de indecisos ou que não quiseram responder (14,29%), somado aos brancos e nulos (5,74%), representa aproximadamente um em cada cinco eleitores ainda fora de uma decisão definitiva, o que revela que o cenário eleitoral ainda possui margem de movimentação ao longo da campanha.

Com relação à rejeição, o diretor do IPR disse que os dados revelam um cenário de forte polarização política, no qual os dois principais polos eleitorais concentram também os maiores índices de rejeição.

“No caso de Lula, a rejeição próxima de metade do eleitorado indica uma barreira eleitoral significativa para crescimento no Estado, dificultando a ampliação de sua base além do eleitorado já consolidado”, argumentou.

Já Flávio Bolsonaro, conforme o diretor do IPR, embora lidere a intenção de voto, também apresenta rejeição relevante (27,42%), característica comum em disputas polarizadas. “Ainda assim, sua rejeição é 21 pontos percentuais menor que a de Lula, o que lhe garante maior espaço potencial de crescimento eleitoral”, falou Barbosa.

Para ele, esse cenário sugere que a disputa presidencial no Estado tende a ser marcada por um eleitorado majoritariamente inclinado ao campo da direita, mas com presença de um núcleo consistente de eleitores da esquerda, reforçando um ambiente político polarizado, porém com vantagem inicial para o candidato bolsonarista.

 “A combinação entre liderança na intenção de voto e menor rejeição relativa coloca Flávio Bolsonaro em posição estratégica favorável no estado neste momento do ciclo eleitoral. Por outro lado, o elevado índice de rejeição de Lula indica que sua estratégia eleitoral dependerá mais da mobilização de sua base consolidada do que da expansão para novos eleitores”, assegurou.

 O diretor do IPR concluiu, ressaltando que o volume de indecisos e votos não definidos mostra que o cenário ainda tem espaço para mudanças ao longo da campanha.

“Especialmente caso ocorram rearranjos entre candidatos do mesmo campo ideológico ou mudanças no ambiente político nacional”, comentou.
 

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