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Caso de menina atropelada desafia moral chinesa

Caso de menina atropelada desafia moral chinesa

IG

23/10/2011 - 21h00
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O caso da pequena Yue Yue, de 2 anos, que morreu na sexta-feira após oito dias internada no hospital vítima de atropelamento, depois do qual ficou sem socorro por sete minutos, exibiu ao mundo uma face cruel que perpassa a sociedade chinesa contemporânea: a carência de valores éticos e morais.

A menina foi atingida por uma van dentro de um mercado na cidade de Foshan, sul da China. Poucos minutos depois, outro veículo atropelou a criança, que permaneceu no chão, apesar de câmeras de segurança terem registrado a passagem de 18 pedestres pelo local. Todos ignoraram a vítima, finalmente socorrida pela catadora de lixo Chen Xianmei.

As imagens logo chegaram à internet. Em uma tarde, o tema estimulou mais de 150 mil posts no Weibo, o microblog estilo Twitter da infosfera chinesa. O vídeo com as fortes imagens do acidente (veja abaixo) – e que expõe o descaso dos pedestres – contabilizou mais de 1 milhão de acessos em um único dia no Youku, espelho do Youtube na China. As reações dos internautas iam de indignação a tentativas de explicar a frieza com que Yue Yue foi tratada. Triste, no entanto, foi o fato de muitos chineses terem expressado que teriam a mesma atitude.

Na quinta-feira, o China Daily, jornal oficial do governo chinês em língua inglesa, trouxe uma enquete na qual 64,8% afirmaram que ajudariam idosos em caso de acidentes ou incidentes na rua. Outros 26,9% disseram que dependeria da situação, enquanto 8% afirmaram que não ajudariam.

Entre as justificativas para o descaso, 7,2% apontaram o fato de não ter nada a ver com a situação, enquanto 5,3% disseram que a falta de conhecimento sobre primeiros socorros seria predominante na decisão de não prestar auxílio. A grande maioria, 87,4%, respondeu que o medo de se envolver em "problemas" os impediria de ajudar as vítimas.

E que problemas seriam esses? Um caso de 2006 é recente na memória dos chineses. Naquele ano, Xu Shuolan, então com 65 anos, caiu e quebrou a bacia ao tentar embarcar em um ônibus na cidade de Nanjing, capital da Província de Jiangsu, perto de Xangai. Um pedestre, Peng Yu, então com 26 anos, auxiliou a mulher e a levou ao hospital, onde esperou pelos parentes da vítima. Como agradecimento, recebeu da idosa um pedido de indenização na Justiça no valor de cerca de US$ 18 mil. Num caso que ficou conhecido por todo o país, a corte exigiu que o rapaz pagasse US$ 6 mil. A alegação de Xu era de que ela havia sido empurrada contra o ônibus pelo homem que a ajudou.

A falta de cuidado com as evidências sobre o incidente e a repetição de casos semelhantes em cortes chinesas provocaram um fenômeno já discutido no país: pouca gente presta auxílio a quem se acidenta ou sofre problemas nas ruas. Por quê? Eles teriam medo de desembolsar grandes quantias em dinheiro, muitas vezes em julgamentos ineficientes.

Um dos motoristas que atropelaram a menina chegou a dar a constrangedora declaração de que, se ela morresse, teria de pagar US$ 1,5 mil. Se sobrevivesse, o valor poderia ser dez vezes maior.

Mas só motivação financeira seria responsável por um comportamento que beira o desumano e choca pela crudeza? Para a jornalista e escritora chinesa Lijia Zhang, autora do livro "A Garota da Fábrica de Mísseis" (publicado no Brasil), há uma questão cultural presente. Na China, existe a crença tradicional em torno do shaoguanxianshi, ou “não se envolva em um problema que não é seu”. Basicamente significa que, desde pequenos, eles aprendem a ter pouca compaixão com estranhos. O cuidado se resume apenas àqueles do próprio círculo, seja ele familiar, de amizade ou de negócios, enumera Lijia. Ela ainda cita o primeiro sociólogo chinês, Fei Xiaotong, que aponta o egoísmo como o principal defeito da sociedade chinesa.

Exploração Sexual

Gerente de casa noturna é preso por exploração sexual de adolescente em MS

Adolescente foi encontrada alojada em quarto do estabelecimento durante fiscalização da Polícia Civil em Inocência; responsável também foi autuado por rufianismo

12/06/2026 15h58

Foto: Policia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, na noite de quinta-feira (11), o gerente da casa noturna Kabanas Night Club, em Inocência, na região leste do Estado. Ele é suspeito de explorar sexualmente de uma adolescente encontrasa no estabelecimento durante uma fiscalização policial.

A prisão ocorreu durante uma operação de fiscalização realizada pela Delegacia de Polícia do município em estabelecimentos investigados por possíveis casos de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante a vistoria em um dos locais fiscalizados, os policiais encontraram uma adolescente hospedada em um dos quartos do estabelecimento. Ao ser identificada, a jovem apresentou documento oficial que comprovou ser menor de 18 anos.

Segundo a Polícia Civil, as diligências realizadas no local apontaram indícios de que a adolescente exercia atividade de prostituição nas dependências da casa noturna, permanecendo alojada em um quarto disponibilizado pelo próprio estabelecimento.

A situação levou os investigadores a concluírem, em um primeiro momento, pela prática do crime de exploração sexual de adolescente.

Além disso, os policiais identificaram elementos que indicavam a ocorrência do crime de rufianismo, em razão da obtenção de vantagem econômica por parte da administração do estabelecimento a partir da prostituição exercida por mulheres maiores de idade que permaneciam no local.

Diante dos fatos, o gerente foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia, onde foi autuado pelos crimes de exploração sexual de adolescente e rufianismo. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele permaneceu detido e está à disposição da Justiça.

A adolescente foi imediatamente retirada da situação considerada de risco e encaminhada à rede de proteção do município, que ficará responsável pela adoção das medidas de assistência e proteção previstas na legislação.

O que é o crime de rufianismo?

Previsto no artigo 230 do Código Penal Brasileiro, o rufianismo (popularmente conhecido como cafetinagem) consiste em tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente dos lucros obtidos ou sendo sustentado, total ou parcialmente, pelos ganhos decorrentes dessa atividade.

Em outras palavras, o crime ocorre quando uma pessoa obtém vantagem financeira a partir da prostituição exercida por terceiros. A legislação prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

Quando a vítima é menor de idade ou se encontra em situação de vulnerabilidade, as consequências penais podem ser ainda mais graves, em razão da incidência de outros crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal.

A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para apurar se há outras pessoas envolvidas no esquema e para identificar eventuais vítimas de exploração sexual no local.

BR-262

Carreta é apreendida na fronteira com material para fabricar 40 toneladas de cocaína

O motorista do veículo foi preso e ação ocorreu em conjunto com equipes de São Paulo

12/06/2026 15h30

Divulgação

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Uma ação conjunta de agentes da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal na região de fronteira entre Corumbá e a Bolívia apreendeu na última quinta-feira (11) uma carreta com 20 toneladas de acetato de etila, ingrediente fundamental para a produção da cocaína. 

Segundo as autoridades aduaneiras, 1 litro do produto é o suficiente para produzir dois quilos de cocaína.

Assim, considerando a proporção média utilizada por traficantes que produzem a droga, estima-se que aproximadamente 40 toneladas poderiam ser produzidas utilizando o material ilícito apreendido. 

Quando o volume do produto foi apreendido, causou "surpresa" para a fiscalização, devido a grande quantidade. 

Segundo os agentes, isso revela "a ousadia do crime organizado na fronteira, onde as apreensões de drogas são rotineiras em ônibus ou no posto aduaneiro, ao final da rodovia BR-262". 

O motorista do veículo foi preso por causa da irregularidade na documentação da carga e apreensão do produto. 

A ação contou com a participação da equipe de análise de risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, da 8ª Região Fiscal em São Paulo, de agentes de vigilância e repressão do órgão federal em Corumbá e da Polícia Rodoviária Federal.

Tráfico internacional

Ainda no início deste mês, a Polícia Federal deflagrou a Operação Mens Occulta, para conter a ação de um grupo criminoso especializado no tráfico internacional de drogas. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Campo Grande. 

Em Corumbá, rota conhecido de tráfico internacional, foram apreendidos 2,9 toneladas de cocaína. 

O grupo criminoso, sediado na cidade de Uberlândia (MG), é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores sem lastro, no período de cinco anos, conforme relatórios de inteligência financeira.

Para lavar o dinheiro do crime organizado, empresas de fachada eram usadas para adquirem bens de luxo, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos. Os policiais apreenderam motos, armas e munições durante a ação.

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