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Nova fase

Casamento traz mudanças para o relacionamento

Casamento traz mudanças para o relacionamento

IG

31/03/2011 - 04h30
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O amor pode ser lindo, pena que viver ao lado de uma pessoa especial não torne necessariamente as coisas mais fáceis. A boa notícia é que um pouco de jogo de cintura e maturidade resolvem boa parte dos problemas. Especialistas debatem as principais mudanças que o casamento traz e como lidar com cada uma delas.

Seu espaço agora é “nosso” espaço


Depois do casamento, em casa, o espaço deixa de ser “seu” para ser “nosso”. É hora de dividir o quarto, a TV e o banheiro. Essa é uma das mudanças mais significativas depois do “sim”, principalmente para os casais que nunca moraram juntos. “Viver a intimidade e preservar a individualidade é como brincar de gangorra. A manutenção do equilíbrio requer esforço das duas partes”, diz a psicoterapeuta Iracema Teixeira, que ainda ressalta: "A individualidade não deve ser confundida com individualismo".

Para casais que nunca moraram juntos, experiências de união – como viagens e finais de semana sob o mesmo teto – podem ser altamente benéficas, garante a psicoterapeuta Iara L. Camaratta Anton, autora do livro “O casal diante do espelho" (Editora Casa do Psicólogo). É uma forma de diluir aos poucos o impacto da divisão de espaço que chega com o casamento.

Divisão de tarefas é obrigação


Na vida a dois, “dividir” é um dos verbos chave que os casais devem conjugar – salvo exceções, mães e pais não estarão por perto para resolver os problemas da casa.

De acordo com a psicoterapeuta Iracema Teixeira, a negociação deve ser clara. “Se o casal quer realmente criar um projeto de convivência, é necessário dividir as tarefas e obrigações. Não cabe mais a ideia de que o homem ajuda na casa, pois ajudar significa não ter compromisso com as tarefas de gerenciamento doméstico”, diz.

Iracema sugere que as divisões sejam feitas com base em critérios, como: a) a divisão de despesas deve ser proporcional aos ganhos; b) a divisão das tarefas deve levar em conta tempo livre e um possível prazer que a pessoa possa ter fazendo aquilo; c) ambos devem ficar com a responsabilidade de manutenção, como tirar a mesa, colocar as roupas sujas no lugar certo, não deixar o banheiro molhado depois do banho, entre outros.

Convivência e dia a dia

Na época do namoro era mais difícil combinar as agendas. Agora, morando na mesma casa, por mais corrido que seja o dia, o encontro todas as noites é certo. A questão que muitos casais se colocam é: vai dar para sentir saudade assim?

Convivência é o maior desafio

Provavelmente não, mas isso pode ser compensado de alguma forma. Os especialistas estimulam os casais a exercerem suas atividades individuais, aquelas que faziam deles pessoas interessantes na época do namoro. “Não existe prazo de garantia nas relações e a qualquer momento o ‘produto pode ser devolvido’. Por isso, é preciso cuidar para mantê-la prazerosa”, diz Iracema.

Segundo o psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Casamento: missão (quase) impossível” (Editora Claridade), outro ponto importante para amenizar a overdose de convivência é não perder o romantismo. “Os casais precisam abrir espaço para namorar, se possível, como nos tempos que em que eram apenas namorados”, diz o psicoterapeuta.

Brigas: Agora não dá mais para ir embora


Problemas fazem parte da rotina dos casais e os contratempos se revelam mais frequentes com a convivência estreita. Discutir sob o mesmo teto é algo que vai acontecer, o único cuidado, na observação de especialistas, é não fazer disso um hábito e, quando acontecer, tentar estabelecer limites e não cruzar a linha da ofensa. “Não agredir aos principais valores de um ou de outro", diz Iara L. Camaratta Anton.

Evitar o embate, no entando, não é o caminho. “É melhor brigar do que deixar essas conversas pendentes. Não raro esses assuntos se tornam infecções encapsuladas que mais tarde revelam-se impossíveis de serem curadas”, diz o psicólogo Ailton Amélio.

Aturar as manias do outro


Zapear os canais de TV nunca foi um problema. Mas agora, que o parceiro faz isso todos os dias, acaba irritando. “Aquilo que era tolerado na fase de namoro costuma não ser mais tão romântico assim”, descreve Ferreira-Santos. E a lista de motivos de discórdia no dia a dia é extensa: desde beber água gelada diretamente na garrafa até a demora no banho, tudo pede tolerância.

A pergunta é: por que não resolveram estas questões antes de se unirem? É verdade que o convívio revela mais de cada um, contudo, alguns acordos podem ser feitos previamente. Enquanto um está assistindo ao seu programa preferido, o outro não toca no controle remoto, por exemplo.

Proximidade com a nova família


Outra mudança que pode atrapalhar o relacionamento dos recém-casados é a nova família, um terceiro elemento no casamento. Ferreira-Santos dá a dica para que os parentes – especialmente do outro – não interfiram na vida a dois: “Há uma tendência enorme de interferência da família. É preciso muita maturidade e paciência para superar esta fase. Proponho que o casal faça um ‘contrato’ que contemple todas estas situações”, diz ele.

Para Iara, o marido “filhinho da mamãe” costuma virar alvo de disputa. "Cabe lembrar que esses conflitos não são unilaterais, são recíprocos, mulheres disputando os homens de suas vidas, filhos, maridos e pais”, diz a psicoterapeuta, que ainda completa: “É preciso um bom grau de autoestima e de amor pelo outro para não entrar nesse tipo de conflito”, garante.

Diálogo

As convenções terminam em 5 de agosto e junto com elas acabará a fase dos... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (22)

22/07/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Simone de Beauvoir - escritora francesa

"Por vezes a palavra representa um modo mais hábil de se calar do que o silêncio”.

FELPUDA

As convenções terminam em 5 de agosto e junto com elas acabará a fase dos sorrisos ensaiados. Os pré-candidatos finalmente vestirão a armadura de candidatos oficiais para disputar o cobiçado “lugarzinho ao sol”. O prêmio? Quatro anos de mandato no Executivo e nos Legislativos, ou oito anos no Senado. Daí em diante, as espadas deixam as bainhas e a guerra será sem munição de festim. Vêm denúncias, traições, fogo amigo e velhos aliados descobrindo que sempre foram adversários. No palco da política, a elegância dura até o primeiro ataque. Depois, cada um salva a própria pele. E sai debaixo!...

Diálogo

No bolso

A Justiça de Campo Grande mandou um recado claro a agressores: violência doméstica também pesa no bolso. Além da condenação criminal, homem terá de pagar R$ 10 mil por danos morais à ex-companheira e indenizar o celular destruído durante as agressões.

Mais

A sentença reforça que a responsabilização civil independe da penal e que o dano moral, nesses casos, é presumido. Um entendimento que fortalece a proteção às vítimas e amplia as consequências para quem insiste em transformar o lar em cenário de violência.

DiálogoJussara Palieraqui Pettengill, comemorando mais um ano de vida hoje - Foto: Regina Aoki

 

DiálogoLuisa Moysés - Foto: Arquivo Pessoal

Lupa

Depois do recesso, a Assembleia Legislativa de MS analisará projeto que promete colocar lupa nas filas da saúde. A proposta cria regras para dar transparência à distribuição de consultas, exames, cirurgias e leitos do SUS. Tudo muito bem detalhado, com rastreabilidade, registros eletrônicos, etc e tal. A iniciativa chega justamente após as investigações sobre supostas interferências na liberação de vagas. Como costuma acontecer, o cadeado aparece quando a porta já foi arrombada.Pode?

Retrato

Os vereadores encerraram o primeiro semestre com número que chama a atenção: das 24.673 indicações encaminhadas à Prefeitura, cerca de 9 mil foram apenas para pedir tapa-buracos. Na média, são quase 1,6 mil solicitações por mês, um retrato fiel das condições da malha viária de Campo Grande. O levantamento mostra que o principal “interlocutor” entre moradores e Executivo continua sendo o asfalto esfarelado. Impressionante! Para não dizer outra coisa...

Desafio

A Comissão de Obras da Câmara levou o secretário da Sisep à mesa para cobrar mais frentes de tapa-buracos, após reclamações da população. O compromisso foi ampliar os serviços em todas as regiões da Capital. Diante do cenário, nem cabe recorrer ao velho ditado de que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Em Campo Grande, água e buracos já convivem naturalmente pelas ruas, tipo “dupla dinâmica”.  Afe!

ANIVERSARIANTES 

Jussara Palieraqui Pettengill,
Tatiana Haas da Fonseca,
Jorge Selem,
Andréa Gregório,
Dr. Guilherme Gobbi Neto,
Maria Fernanda Gregório,
Anselmo Tamanaha,
Gustavo Fontoura Carlana,
José Hipólito Pereira,
Daiany de Albuquerque Proença,
Marco Antônio Vicente de Carvalho,
Ramão Amado Ocampos,
Sidney Nantes da Silva,
Marcelo Santos Porto,
Silvania Beatriz Schuster,
Ida Terezinha Menezes Petinari,
José Mauro Freitas,
Mauro Lúcio Abdalla Júnior,
Arcendino Bertan,
Arthur Galvão Serra,
José Henrique de Souza Nascimento,
Dr. Sirlei Paulo Queiroz,
Igor Zardo e Silva de Abreu,
Patrícia Siqueira Bettoni,
René Kawano,
Dra. Francisca Duarte Nogueira,
João Sebastião do Couto,
Daniela Guimarães Silva,
José Nilton da Silva Santos,
Lucia de Almeida,
Sonia Maria Dias Coelho Benites,
Luiz Kawano,
José Cleto Gonçalves,
Vera Maria Freire Ribeiro,
Oilso Rio Criado,
Laurentino Pavão de Arruda,
Neusa Dias Junqueira,
Zélia Bonfim das Virgens,
Irimar Carvalho Costa,
Carlos Alberto Gusmão,
Evelyn Silveira Pereira,
Silvio Silva,
Jonas Barbosa Garcia,
Maria Coelho,
Carolina Gomes Assis,
Yasmin de Castro Trindade Violin,
Mariana Batista Arruda,
Gilcleide Antunes Barbosa,
Leila Maria Souza,
Marília Oliveira Neves,
Lucila Ramos Rodrigues,
Marines Godoy Falcão,
Gustavo Antonelli Vidal,
Izarina Rezende Marques,
Marilisa Santiago Knapik,
Carmen de Almeida Turini,
Alexandre Souza Soares,
Daniela Souza Soares,
Antônio João Ortiz,
Jeanet Alves Zielasko Garcia,
Waldemira Domiciano Fernandes,
Laura Aju Miyazato,
Antônio Alves dos Santos,
João Jacinto Neves Neto,
José Cabreira,
Walter Dourado de Andrade,
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Kathia Ritsuko Kavanami Suzuki,
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Vanderlei Leandro da Silva,
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Naire Costa Cunha Silva,
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Valter Tenório da Costa,
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Vanda Sousa Campos,
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Wisnton Ramão Albres Garcia,
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Francieli Schmitz,
Anelise Almeida Castro,
Marcelino Fernandes Colino,
Ana Flávia Mambelli,
Mayara Paim Patel,
Célia Regina Bernardo da Silva,
Gilmar Simioli,
Rosa Maria Araujo Silveira,
Cristhina D’elia Luciano,
Nelson Gonçalves Brandão,
Márcia Gonçalves Mastroyannis,
Denise Cristina Adala Benfatti Leite,
Fernando Isa Geabra,
Liz Leide Costa d’Abadia,
Isabela Quevedo Gomes,
Lucinéia Ortega Santa Terra Assuiti,
Luzia Guerra de Oliveira Rodrigues Gomes,
Maize Herradon Ferreira,
Cinthia Noemi Ambe Lopez Nascimento,
Mario Sidnei Corradi,
Fernando Sommer,
Paula Tavares de Godoy Ferrucci,
Maria José Jardim Machado,
Juliane Aquino Brum.

Colaborou com Tatyane Gameiro

festa da diversidade

Karol Conká é atração principal da Parada LGBTQIAPN+ de Campo Grande

Maior festa da diversidade do Estado será neste sábado, a partir das 13h, na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande

21/07/2026 18h28

Karol Conká será atração da Parada LGBTQIAPN+

Karol Conká será atração da Parada LGBTQIAPN+ Foto: Isabele

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A cantora curitibana Karol Conká será a principal atração da 23ª edição da Parada LGBTQIAPN+ , que será realizada neste sábado (25), na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. O evento começa a partir das 13h, com entrada gratuita.

A programação da maior festa de diversisade do Estado reúne artistas locais e coletivos da cena LGBTQIAPN+ sul-mato-grossense.

Após a abertura do palco, se apresentam DJ Hytalo e a cantora Beca Rodrigues, antes da saída do trio elétrico pelas ruas da Capital. 

Na volta, o palco recebe a cantora Geórgia - Anjo Azul, e o músico Silveira.  A programação segue com set da DJ Jubba.

Encerrada a passeata, seguem no palco Ravell, Paolla, apresentações de ballroom, DJ Renê, a Crew Drag CG e o Slam Afroqueer.

O show de Karol Conká fecha a programação principal, seguido por DJ Lady Afroo até o encerramento. O trio elétrico da passeata tem à frente Gustavo Freitas e Gikka.

O evento é realizado pela Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATTMS). A presidente da associação, Cris Stefany, destaca a importância da festa.

"São anos à frente deste evento que é a maior festa de celebração da nossa comunidade. Por isso, convido cada pessoa de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul para caminhar com a gente neste 25 de julho, celebrar quem somos e lembrar por que seguimos ocupando as ruas”, afirma.

Para Thallyson Perez, produtor do evento, a Parada é um dos compromissos mais importantes do calendário cultural do Estado e, neste ano, será realizada no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

“Não é por acaso que a nossa Parada acontece justamente no dia em que celebramos essa data. Ter a Karol Conká, uma mulher negra, no nosso palco principal, é um gesto de representatividade que atravessa as pautas LGBTQIAPN+ e racial ao mesmo tempo. São lutas que caminham juntas, e é isso que a Parada tem a força de mostrar", disse.


O evento é patrocinado pelo Ponto Bar, apoiado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Subsecretaria de Direitos Humanos, e pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado, Cultura, Esporte e Cidadania, Subsecretaria de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+.

No ano passado, a cantora Wanessa Camargo foi a principal atração.

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