Sábado, 18 de Novembro de 2017

Casal grego volta em “Eu odeio o Dia dos Namorados”

27 FEV 2010Por 04h:52
A comediante Nia Vardalos e o ator John Corbett ficaram famosos em 2002, quando protagonizaram a comédia “Casamento grego” – um dos maiores sucessos de bilheteria daquele ano. Desde então, eles procuravam um novo hit. No período, nenhum dos dois emplacou nada e com “Eu odeio o Dia dos Namorados” isso não mudou totalmente. O filme chegou ao DVD para locação. Desprovida de charme ou graça, a comédia foi escrita por Nia, que aqui estreia na direção, mas não demonstra muito talento para a empreitada. Os personagens são caricatos e rasos e as situações exageradas, assim como as atuações. Nia é Genevieve, uma florista que tem uma regra em sua vida: sai com o mesmo homem só cinco vezes. Depois do quinto encontro, nunca mais o vê, acreditando assim evitar sofrimentos e desilusões futuras. Sem contar que não dá chance para levar um fora. Ela diz não precisar de um relacionamento duradouro para ser feliz. Além de vender flores, ela também dá conselhos amorosos – e para esses não cobra nada – a um grupo de malamados que se reúnem numa lanchonete para trocar suas experiências e tentar superar as desventuras. Ela leva essa vida até o dia em que chega ao bairro Greg (John Corbett), um ex-advogado que abre um restaurante. Genevieve e ele começam a sair juntos, seguindo o preceito dos cinco encontros. Quando chegam ao limite, como era de se prever, os dois estão apaixonados, mas ela insiste em seguir sua regra. As idas e vindas do relacionamento entre Greg e Genevieve repetem-se ao longo de um ano. Seus encontros e desencontros na vizinhança marcam a passagem do tempo. Os amigos da moça também tentam encontrar seus amores, mas sempre fazem alguma besteira. Como a garota que exagera com presentes e declarações de amor logo no primeiro encontro, espantando o pretendente. Nia não tira o sorriso do rosto, o que torna sua personagem um tanto irritante, na verdade. A química que a dupla de atores mostrou noprimeiro filme, aqui está diluída. Talvez um diretor com mais experiência, como Joel Zwick, do sucesso “Casamento grego”, conseguisse tirar melhor proveito do par.

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