Ed Carlo foi preso na Operação Gutemberg na última terça-feira (7) e terá seu cargo ocupado pelo médico Rodrigo Silva Quadros
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul nomeou o servidor Rodrigo Silva Quadros como novo coordenador de Regulação e Assistência da Saúde no Estado no lugar de Ed Carlo Burgatt, preso pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta semana na Operação Gutemberg.
Rodrigo estava locado desde 2025 no cargo de Direção Gerencial Superior Especial e Assessoramento no Governo do Estado, com salário de R$ 12,9 mil.
Ele se formou em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em 2001 e chegou a atuar como chefe médico do Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande.
A decisão passou a valer no dia 7 de julho, um dia antes da assinatura da resolução pela Secretária Estadual de Saúde em exercício, Crhistinne Cavalheiro Maymone Gonçalves.
"A SECRETÁRIA DE ESTADO DE SAÚDE, no uso das suas atribuições legais previstas, com fulcro no inciso IV do art. 3° do Decreto n° 14.903, de 27 de dezembro de 2017, no Decreto n° 16.232, de 7 de julho de 2023 e na Resolução SES n° 142, de 27 de dezembro de 2023, Resolve: DESIGNAR o servidor Rodrigo Silva de Quadros, matrícula n. 93560024, ocupante do cargo de Direção Gerencial Superior Especial e Assessoramento, para responder como Coordenador da Coordenadoria de Regulação e Assistência - CRA, com validade a contar de 7 de julho de 2026", consta na publicação do Diário Oficial de MS desta sexta-feira (10).
Operação
Ed Carlo é um dos alvos da Operação Gutemberg, do Gaeco, deflagrada na manhã da última terça-feira (7). Conforme apurado pelo Correio do Estado, ele seria o mediador do esquema, já que se utilizaria do seu cargo para "oferecer" vantagem na regulação hospitalar para prefeitos.
Em troca das vagas, era solicitado que uma empresa parceira fosse contratada pela administração municipal para "fornecimento de livros paradidáticos", uma cortina de fumaça para dividir os lucros do contrato assinado.
Essa empresa seria a Gráfica Alvorada, que está ligada diretamente a Olívia e Rossana Jafar, que foram presas nesta operação e teriam assumido o comando da livraria após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19. Em tese, elas teriam continuado o esquema que já existia desde antes da pandemia.
Além de Rossana e Olívia Jafar e Ed Carlos Burgatt, há a confirmação de que foram presos Felipe Paroschi Jafar, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogerio de Melo e Jéssica Burgatt, filha do coordenador do Core.
Dois investigados estão com mandados de prisão em aberto, sendo ocnsiderados foragidos: Giovani Jafar, filho de Rossana e quarto integrante da família Jafar e o estrategista educacional Heyder Bartz.