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Carro elétrico pode ser oportunidade para criação de montadora brasileira, diz professor

Carro elétrico pode ser oportunidade para criação de montadora brasileira, diz professor

AGÊNCIA BRASIL

08/10/2011 - 17h00
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O desenvolvimento do carro elétrico pode ser a oportunidade ideal para o Brasil criar uma empresa de fabricação de veículos, segundo o professor de engenharia de produção da Universidade de São Paulo (USP) Roberto Marx. O especialista ressalta, entretanto, que é necessária uma articulação para unir pesquisadores e investidores para consolidar um projeto como esse.

“O que está faltando é uma articulação entre empresas fabricantes de motores elétricos, autopeças, baterias, que eventualmente tenham esse interesse. Existe uma série de inciativas pouco articuladas”, destacou o especialista, que também coordena o Laboratório de Estratégias para a Indústria da Mobilidade (Mobilab) da USP.

Os veículos elétricos poderiam, na avaliação de Marx, ser incorporados à matriz brasileira de transportes de forma complementar aos movidos a etanol e bicombustíveis. “É um produto para um nicho, não vai substituir totalmente as demais formas de combustível. Mas ele pode ser interessante para algumas utilidades”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O uso desse tipo de carro estaria associado, em um dos cenários traçados pelo professor, aos transportes públicos. “Um carro elétrico de baixo custo [deve ser usado] como forma de locomoção do indivíduo até o ponto em que ele possa usar algum transporte coletivo.”

O fato de o Brasil não deter a tecnologia para a fabricação dos carros não é, para Marx, um obstáculo intransponível. “A princípio, o Brasil não tem essa tecnologia, mas isso não é um impedimento”. Ele acredita que esse problema poderia ser solucionado, caso houvesse a disposição do governo em incentivar esse modelo.

Nesse caso, o país estaria apto, de acordo com ele, a “desenhar um carro elétrico mais barato, que tenha uma penetração e apelo para um certo tipo de mercado. E que seja desenvolvido por um consórcio de empresas interessadas em vender esse carro aqui”.

A viabilidade da inclusão dos carros elétricos na matriz brasileira de transportes está em estudo pelo governo. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, é possível que o país tenha um projeto piloto para o desenvolvimento desse tipo de veículo.

Especialista na área de energia, o físico da USP, José Goldemberg ressalta que a eletricidade traria benefícios ambientais porque, com a substituição, derivados do petróleo deixariam de ser queimados, como gasolina e óleo diesel.

No entanto, Goldemberg acredita que o Brasil pode conseguir melhores resultados investindo no etanol, combustível para qual a tecnologia de uso já está desenvolvida. “Com os automóveis elétricos você ainda tem um problemas tecnológico que são as baterias”, destacou.

A autonomia das baterias dos carros elétricos apresentados até o momento não excedem 200 quilômetros, o que é, na avaliação dele, é um grande inconveniente. “Você anda 200 quilômetros, o carro para. Aí você precisa de uma estação para recarregar as baterias e leva duas horas para recarregar. Ninguém vai querer um automóvel desse jeito.”

CLIMA

Bloqueio atmosférico intensifica ventos e coloca MS em alerta

Estado terá rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Corumbá já emitiu alerta de perigo para vendaval até domingo

17/07/2026 11h00

Ventos intensos, calor e baixa umidade devem marcar o fim de semana em Mato Grosso do Sul

Ventos intensos, calor e baixa umidade devem marcar o fim de semana em Mato Grosso do Sul Divulgação

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Mato Grosso do Sul deve enfrentar um fim de semana marcado por uma combinação de calor acima da média, baixa umidade e principalmente ventos intensos, resultado de um bloqueio atmosférico sobre a região centro-oeste. A Defesa Civil de Corumbá chegou a emitir um alerta de perigo para vendaval, com previsão de rajadas entre 63 km/h e 100 km/h até domingo (19).

Embora o aviso seja direcionado ao município pantaneiro, a previsão indica que praticamente todo o Estado será influenciado pelo mesmo sistema meteorológico, que deve manter o tempo firme, impedir o avanço de frentes frias e favorecer temperaturas elevadas nos próximos dias.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), um sistema de alta pressão atmosférica dificultará a formação de nuvens de chuva e deve permitir maior incidência de radiação solar, provocando a elevação gradual das temperaturas.

A previsão é de máximas entre 33°C e 38°C em diversas regiões do Estado, caracterizando um período de temperaturas acima da média climatológica para esta época do ano. Paralelamente, a umidade relativa do ar deve cair para índices entre 10% e 30%, valores considerados de atenção e que aumentam os riscos à saúde da população.

Além do calor, outro destaque é a atuação do chamado Jato de Baixos Níveis (JBN), uma corrente intensa de ventos que se forma entre um e três quilômetros de altitude e transporta ar quente da região Norte em direção ao Centro-Oeste e Sul do país.

Segundo o Cemtec, esse sistema deve beneficiar ventos persistentes, com velocidades entre 50 km/h e 70 km/h e rajadas que podem ultrapassar 80 km/h, principalmente nas regiões oeste, sudoeste, centro-sul, sul e sudeste de Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá, onde os efeitos devem ser mais intensos, a Defesa Civil classificou o cenário como de perigo. 

O órgão alerta para risco de queda de árvores e galhos, destelhamento de residências, danos em edificações, estruturas e plantações, além da possibilidade de postes, placas e outros objetos serem derrubados pela força do vento.

Entre as orientações estão permanecer em locais seguros durante as rajadas, evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a postes, muros, outdoors e torres de transmissão e recolher objetos que possam ser lançados pelo vento.

O meteorologista Natálio Abraão explica que o bloqueio atmosférico continuará se fortalecendo sobre o Centro-Oeste e deve permanecer atuando sobre Mato Grosso do Sul até o início de agosto, prolongando o período de tempo seco.

Segundo ele, o calor ganhará intensidade a partir deste sábado (18), com temperaturas de até 37°C em Três Lagoas e máximas próximas de 33°C em Campo Grande na segunda-feira (20).

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VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO

Campo Grande reduz pela metade casos de vírus que atinge bebês e crianças

Número de hospitalizações por doenças respiratórias diminuiu cerca de 49,6% em relação ao mesmo período do ano passado

17/07/2026 10h00

Divulgação/Rafael Bemjamim

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Com a ampliação das imunização e maior cobertura vacinal de gestantes, os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atinge parte das crianças e bebês reduziu pela metade em comparação ao mesmo período do ano passado, em Campo Grande.

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam 49,6% a relação de diferença entre 2025 e 2026 de casos graves da doença com necessidade de hospitalização. 

O vírus respiratório é mais expressivo em bebês e crianças menores de um ano, pois são mais vulneráveis às complicações da infecção, com risco de evolução para quadros graves, como bronquiolite e pneumonia. E de um ano para outro, foi o público que teve maior redução nos casos.

O levantamento da Sesau da semana passada, caracterizada como a Semana Epidemiológica 28 do ano, foram 287 casos registrados do vírus entre os pacientes hospitalizados, e durante o mesmo período do ano passado foram 572.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo aponta que as responsáveis pela redução no número de casos são as estratégias de imunização adotadas para os grupos prioritários, em especial a incorporação da vacina para as gestantes a partir da 28ª semana, quando as mães tomam a dose antes do bebê nascer.

“A redução registrada neste ano é muito significativa e demonstra que as medidas de prevenção já estão fazendo diferença. Quando protegemos as gestantes, protegemos também os bebês nos primeiros meses de vida, justamente o período de maior risco para complicações causadas pelo VSR. Isso reforça a importância da vacinação das gestantes e da ampliação do acesso às tecnologias de proteção para os grupos mais vulneráveis”.

A imunização das gestantes permite que os anticorpos sejam tranferidos para o bebê durante a gravidez, de forma que nos primeiros meses de vida, em que estão mais vulneráveis e expostos ao risco de hospitalização, os bebês garantam a proteção pela transferência.

Segundo a agente de saúde, desde o início da campanha foram aplicadas 6,7 mil doses na Capital.

Além da imunização nas mães, a incorporação de doses como o Nirsevimabe, que são aplicadas diretamente nos bebês, principalmente prematuros e os com condições de saúde que aumentam os riscos de complicações foi muito importante na proteção e queda dos casos.

A dose é um anticorpo monoclonal que previne as graves da doença e diminui os riscos de evolução para bronquiolite e desde feveriro de 2026, foram adminstradas 1.050 doses nas maternidades e unidades de referência no atendimento de bebês da Capital.

Veruska Lahdo ressalta que a queda nas internações ajudaram a diminuir a pressão sobre a rede hospitalar durante o período de maior circulação dos vírus respitatórios que também atingem a outros grupos prioritários e o restante da população.

“São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação. Já no primeiro ano de implementação dessas estratégias, observamos um impacto muito positivo na proteção das nossas crianças”

O cenário acompanha outras regiões do país que também adotaram as estrtégias de prevenção e caracterizam a importância da manutenção da saúde pública, pensando especialmente nos grupos que integram a população prioritária.

A Sesau orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima para buscar a vacinação, bem como para receber outras orientações em casos de dúvidas e ainda para acompanhamento de casos.

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