Segunda, 20 de Novembro de 2017

Carro é encontrado queimado com corpo de corretor

5 ABR 2010Por 21h:44
EDILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ

O corretor de imóveis Ramão Amado de Souza, que seria morador de Campo Grande, foi encontrado morto com o corpo  carbonizado dentro do Gol, placas HSF-3968, de Campo Grande, no interior do Paraguai. O carro foi incinerado na madrugada de sábado na localidade de Santa Rosa del Mbutuy, no Departamento de San Pedro.

Conforme as informações policiais, o corpo de Ramão estava dentro do Gol, a cerca de 500 metros da Ruta 10, uma das mais movimentadas rodovias da região norte do Paraguai. O carro teria sido incendiado com ele dentro por volta das 2h, mas somente na manhã de sábado é que foi localizado pelos agentes da Polícia Nacional.

As quatro portas do Gol estavam travadas, o que dificultou ainda mais a ação dos policiais paraguaios. A promotora de justiça Maria Angélica Isaurralde informou que a vítima foi identificada com a ajuda de familiares e que a mesma trabalhava com a compra e venda de imóveis na região. Existe a suspeita de que no interior do veículo existiam galões de combustíveis, o que teria ajudado na propagação das chamas.

A Polícia Nacional do Paraguai está trabalhando na investigação da morte do brasileiro, mas até ontem à tarde não sabia informar se ele teria sido executado antes de ter o corpo queimado juntamente com o veículo de sua propriedade. Uma das hipóteses levantadas é a de que o crime poderia se tratar de acerto de contas, mas também não existem dados sobre envolvimento da vítima com algum tipo de ilícito na região.

Logo que a Polícia Nacional foi acionada, uma das primeiras hipóteses levantadas para o crime foi a de que poderia se tratar de um atentado praticado pelos membros da facção que se intitula Exército do Povo Paraguaio (EPP). As autoridades desconfiavam que o corpo poderia ser da empresária Nancy dos Santos, moradora em Foz do Iguaçu e que teria sido sequestrada pelo suposto grupo guerrilheiro no momento em que estava no território do país vizinho. Mas, com a identificação do corpo, essa suspeição foi descartada.

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