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POLÍCIA

Carro que atropelou ciclista na BR-359 é encontrado em Coxim

Carro que atropelou ciclista na BR-359 é encontrado em Coxim

TARYNE ZOTTINO

10/05/2012 - 15h10
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Foi localizado o carro que atropelou e matou Valdito Joaquim da Silva, de 49 anos, na noite de ontem (09), na rodovia BR-359, em Coxim (MS). Segundo publicou o site Edição de Notícias, o Fiat Pálio com placas de Alcinópolis foi encontrado aproximadamente às 12h45min de hoje (10), em uma chácara na Colônia Cearense, na zona rural de Coxim.

Ainda de acordo com o Edição de Notícias, o veículo pertence ao presidente do PTB de Alcinópoli (MS), Ronaldo de Matos Barboza, de 33 anos, que também preside o sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ainda não foi confirmado quem era o condutor do veículo no momento do atropelamento.

Conforme o site, Barboza foi preso em flagrante no último dia 20, em Alcinópolis, por dirigir embriagado. O presidente conduzia o mesmo Fiat Pálio quando caiu em uma blitz. Ele pagou fiança e foi liberado.

COPA DO MUNDO 2026

UEMS, UFMS e Governo de MS vão suspender aulas nos horários do jogo do Brasil

Quando os jogos do Brasil acontecerem no mesmo horário das aulas de estudantes ou expediente de servidores, a atividades estarão suspensas

10/06/2026 10h55

Corredor da UFMS, Campus Campo Grande

Corredor da UFMS, Campus Campo Grande Gerson Oliveira

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Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Rede Estadual de Ensino (REE-Governo de MS) confirmaram a suspensão das aulas e atividades, nos horários dos jogos do Brasil, na Copa do Mundo 2026.

Isto significa que, quando o Brasil jogar no mesmo horário das aulas de estudantes ou expediente de servidores, a atividades estarão suspensas.

Já a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) confirmou a antecipação e suspensão das aulas.

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e Secretaria Municipal de Educação (Semed-Prefeitura de Campo Grande) ainda não sabem se as atividades serão mantidas ou suspensas nos horários dos jogos.

O Correio do Estado entrou em contato com a Uniderp, mas, até o fechamento desa reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Confira detalhadamente as medidas tomadas por cada instituição:

UFMS

Aulas suspensas.

“Informamos que serão suspensas as atividades nos períodos letivos em que houver jogos da Seleção Brasileira. Caso a seleção avance para as próximas fases, a mesma orientação será adotada para os períodos letivos coincidentes com os horários das partidas”, informou a UFMS por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

UEMS

Aulas suspensas.

“Nos dias 19 de junho de 2026 (Brasil x Haiti, às 21h30 – horário de Brasília) e 24 de junho de 2026 (Brasil x Escócia, às 19h – horário de Brasília), o expediente vespertino da UEMS será encerrado, excepcionalmente, às 16h30 para todos os setores, incluindo as unidades universitárias e órgãos que operam após esse período. Ademais, informa-se que as atividades administrativas e de ensino do período noturno estarão totalmente suspensas nas referidas datas. Os dias e horários para a reposição das aulas ficam a cargo dos docentes das disciplinas, em conjunto com as coordenações dos cursos”, informou a UEMS por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

REE (GOVERNO DE MS)

Aulas suspensas.

“ Nos dias dos jogos, quando houver conflito de horário dos jogos do Brasil com as atividades escolares, os estudantes serão liberados. Em casos como estes, as unidades escolares poderão programar reposição ou aplicar APCs (Atividades Pedagógicas Complementares), conforme orientação da Secretaria de Estado de Educação”, informou a SED por meio de nota enviada a reportagem.

UCDB

Aulas antecipadas e suspensas.

  • Dia 13/6 – sábado – Sem alteração
  • Dia 19/6 – sexta – Calendário acadêmico prevê aula on-line antes do horário do jogo do Brasil
  • Dia 24/6 – quarta – Não haverá aula no período noturno

SEMED (CAMPO GRANDE)

Ainda não há definição.

“A Rede Municipal de Ensino atua em conformidade com as publicações oficiais da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Neste momento, a Semed aguarda as diretrizes e eventuais publicações oficiais do Executivo Municipal referentes ao funcionamento dos órgãos públicos em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, especialmente em caso de classificação para as próximas fases da competição”, informou a Semed por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

IFMS

Ainda não há definição.

“O IFMS informa que, até o momento, não há definição institucional sobre suspensão de aulas ou atividades nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A instituição acompanhará eventual publicação de orientações oficiais do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos sobre o funcionamento dos órgãos federais nessas datas, como costuma ocorrer em anos de Copa do Mundo. Caso haja orientação do MGI, o IFMS fará as análises necessárias e publicará as orientações institucionais correspondentes à comunidade acadêmica.As diretrizes internas deverão contemplar servidores e estudantes, bem como eventuais procedimentos de compensação ou reposição de atividades, quando aplicáveis.Dessa forma, ainda não há jogos com suspensão confirmada no âmbito do IFMS”, informou o IFMS por meio de nota enviada a reportagem.

UFGD

Ainda não há definição.

COPA DO MUNDO - FIFA 2026

Copa do Mundo 2026 ocorre de 11 de junho a 19 de julho, com 48 seleções e 104 partidas. Pela primeira vez na história, a competição é sediada em três países diferentes: Canadá, México e Estados Unidos.

Confira os Jogos do Brasil:

  • 13 de junho (sábado): Brasil x Marrocos, às 18H, em New Jersey, USA
  • 19 de junho (sexta-feira): Brasil x Haiti, às 20h30, em Filadélfia, USA
  • 24 de junho (quarta-feira): Brasil x Escócia, às 18H, em Miami, USA

O Brasil está no Grupo C, junto com Marrocos, Haiti e Escócia. Se avançar em primeiro lugar do grupo, o Brasil poderá jogar a próxima fase em 29 de junho. 

DESVIO DE MERCADORIAS

Sargento e cabo envolvidos em esquemas criminosos são excluídos da PM

Wilgruber Valle Petzold e Rafael Leguiça Flores usavam do poder de seus cargos para se apropriarem de produtos apreendidos e exigir propinas

10/06/2026 10h45

Polícia Militar

Polícia Militar Divulgação

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) excluiu o 2º sargento Wilgruber Valle Petzold e o cabo Rafael Leguiça Flores, após ambos serem condenados pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. A decisão do comandante-geral foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), desta quarta-feira (10).

Os militares excluídos estiveram envolvidos em diversos episódios, entre os anos de 2018 e 2019, os quais se apropriavam de mercadorias ilegais apreendidas, recebiam propinas e alteravam os boletins de ocorrência.

O primeiro fato que consta nos autos da denúncia ocorreu no dia 31 de outubro de 2018, nas proximidades do assentamento Capão Bonito, zona rural do município de Sidrolândia. Na ocasião, o 2º sargento Wilgruber, o cabo Rafael Flores e mais dois soldados, identificados como Rafael Preza da Silva e Maurício Gonçalves Brandão, estavam de serviço e, aproveitaram de seus respectivos cargos, para exigirem propina.

Os denunciados ainda inseriram, em documento público, declaração falsa, com o objetivo de alterar a verdade sobre fato, atentando contra a administração e o serviço militar.

O crime foi documentado no relatório da PolíciaFederal, elaborado no âmbito da operação Trunk, que investigou organizações criminosas, as quais atuavam no contrabando de cigarros do Paraguai. Os policiais envolvidos no esquema recebiam propina para facilitar a entrada da mercadoria no território nacional e sua circulação nas estradas.

Os áudios mostram que a equipe denunciada abordou dois batedores na região, sendo um deles identificado como Carlos Magno Pinto Ramos, vulgo “formigão”, e em seguida, abordou duas carretas carregadas com cigarros de origem estrangeira.

Os denunciados exigiram o valor de R$ 200 mil para liberar as carretas e as cargas, e liberaram os motoristas e os batedores para que levantassem o dinheiro exigido. Os civis se deslocaram do local nos veículos pequenos, enquanto que os militares permaneceram na 'escolta' das carretas, aguardando o recebimento da propina.

De acordo com as conversas telefônicas mantidas entre os membros da organização criminosa, a partir da liberação dos motoristas e batedores, iniciou-se intensa tratativa para levantar o valor exigido pelos denunciados.

Os diálogos demonstram que os membros do grupo criminoso pretendiam depositar parte do valor nas contas bancárias dos motoristas e batedores, para que eles sacassem e efetuasse o pagamento da propina exigida.

Ocorre que, no período vespertino, uma equipe do serviço de inteligência da Polícia Federal tentou realizar vigilância velada nas proximidades do quartel de Sidrolândia, todavia, foram identificados e abordados pelos denunciados, que, então, desistiram de esperar o pagamento da exigência e formalizaram a apreensão das carretas por meio do boletim de ocorrência.

Porém, o teor do boletim de ocorrência é falso. Os denunciados constaram no documento, na parte “Histórico da Ocorrência”, que os motoristas das carretas abandonaram os veículos, fugiram a pé e não foram localizados.

Segundo caso

No dia 15 de novembro de 2018, na rodovia BR-060, município de Sidrolândia, Wilgruber Valle Ptzold, o cabo Warlei Anderson Santos do Nascimento e os soldados Maurício Gonçalves Brandão e Rafael Preza da Silva inseriram declaração falsa em documento público, com o fim de alterar a verdade sobre fato.

Os denunciados, que compunham escala de serviço divididos em duas guarnições, abordaram um homem, que trafegava pela rodovia com um carro. Na sequência, os militares constataram que dentro do veículo havia 100 caixas de essência de narguilé, adquiridas no Paraguai, de maneira irregular, quando então colocaram a vítima dentro da viatura e deslocaram-se até uma estrada vicinal na região conhecida como “capão seco”, sendo que um dos homens dirigiu o veículo da vítima até este local.

Já na estrada vicinal, os denunciados mandaram que o rapaz fosse embora, a pé, sendo que permaneceram com o veículo e a mercadoria. Quando conseguiu chegar em Campo Grande, a vítima procurou a Corregedoria da PMMS e relatou  os fatos.

Novamente, os denunciados inseriram informação falsa no boletim de ocorrência, posto que, no campo “histórico da ocorrência” relataram que a guarnição perseguiu dois veículos Voyage, sendo que um dos motoristas parou o carro nas proximidades do assentamento e fugiu a pé, se escondendo no matagal e não sendo localizado pela equipe policial. A mesma mentira contada no primeiro caso.

3º FATO

Dia 23 de fevereiro de 2019. Novamente, na rodovia BR-060, em Sidrolândia, Wilgruber, Rafael Leguiça, Warlei, Maurício Brandão e Rafael Preza aproveitaram do poder de seus respectivos cargos para se apropriarem de bens móveis.

Desta vez, a vítima retornava de Ponta Porã, transportando em seu veículo brinquedos e artigos de pesca adquiridas no país vizinho, sem o recolhimento dos impostos devidos, quando foi abordado pelos denunciados.

Em vistoria no veículo, localizaram os produtos. Os denunciados, então conduziram o homem e seu veículo até o quartel da PMMS, e efetuaram a apreensão da mercadoria, liberando o civil e o veículo.

Ocorre que os militares não registraram boletim de ocorrência relativo à mercadoria apreendida, bem como não procederam o seu encaminhamento à Receita Federal, mas sim, apropriaram-se de todo o material.

4º FATO

Em 4 de setembro de 2019, no mesmo local e o mesmo modus operandi, Wilgruber, Warlei Anderson e Rafael Leguiça abordaram um homem e, durante a vistoria no carro, constataram que ele transportava diversos materiais eletrônicos adquiridos no Paraguai, e introduzidos no Brasil sem o recolhimento dos impostos devidos.

Os militares conduziram a vítima, o veículo e a mercadoria para o batalhão da PM de Sidrolândia, onde registraram o boletim de ocorrência relativo à apreensão das mercadorias. Novamente, não descriminaram os objetos apreendidos, registrando apenas “...que foi realizada a apreensão das mercadorias de origem estrangeira, sendo três volumes de equipamentos eletrônicos utilizados em serviço de internet (antenas internas e externas), para posterior entrega ao órgão federal competente...”.

Mesmo questionados pela vítima, sobre a necessidade de individualizar as peças apreendidas, os denunciados responderam que o boletim era registrado daquela forma, e após conclusão do procedimento, liberaram a vítima.

O homem procurou a Corregedoria da PMMS para denunciar o fato, pois quando ainda estava no batalhão de Sidrolândia, percebeu que parte dos itens apreendidos fora separado do montante que estava sendo empacotado para entrega na Receita Federal.

O civil apresentou as notas fiscais dos materiais por ele adquiridos no Paraguai e o encarregado solicitou a Relação de Mercadorias da Receita Federal, contendo a descrição de todos os itens entregues pela polícia militar, para fins de comparação. Fico comprovado que o switch marca huawei e dois HD's externos não foram entregues no órgão competente, além de outros itens que foram entregues em quantidades inferiores ao total adquirido pela vítima.

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