Sexta, 17 de Novembro de 2017

Carne também fica mais cara

26 AGO 2010Por 20h:51
Além das hortaliças e grãos, a estiagem prolongada também tem prejudicado a produção pecuária de Mato Grosso do Sul. Com menos pasto disponível e a redução do gado confinado, a oferta de animais é baixa, tornando altos os preços da carne ao consumidor, que hoje paga pelo quilo, em média, 20% mais que antes da seca.
Segundo a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas), todos os principais cortes, tanto de primeira como de segunda estão com valores elevados nas gôndolas por conta dos reflexos da entressafra. “Os mais consumidos são alcatra, contrafilé, patinho, paleta e agulha – nenhum fugiu da alta, todos ficaram mais caros e com oferta menor”, conta o vice-presidente da entidade, Adeilton Feliciano do Prado.
Para o produtor, a arroba nos últimos três meses sofreu elevação, mas não na mesma proporção que o preço da carne ao consumidor. A média do boi é de 11,8%; e da vaca de 12,5%, chegando hoje a R$ 85 e R$  81 respectivamente. Segundo o analista em mercado pecuário, Julio Brissac, o cenário é histórico no Estado.
Desde agosto de 2007, os cortes dianteiros subiram cerca de 63%, enquanto o preço da arroba ficou 44% maior. “Podemos esperar até o final do ano preços muito maiores. A arroba deve atingir a casa dos R$ 100, o que significa que para o consumidor a carne vai ficar bem mais cara”, pondera. “E não há nenhuma previsão de reversão desse cenário, pois não há gado no Brasil, Argentina, Uruguai, nem Paraguai para atender à demanda”, completa. (AM)

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