Quarta, 22 de Novembro de 2017

Capital terá R$ 1 bi de investimentos de grupo metalúrgico

19 MAI 2010Por 06h:17
Carlos Henrique Braga

A metalúrgica mineira Deb’Maq escolheu Campo Grande para erguer seu complexo industrial de sete unidades, orçado entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. A confirmação veio no último dia 10, e as obras, segundo a prefeitura, devem começar neste ano.

Para atrair o investimento, que deve gerar 1,7 mil empregos diretos, a administração municipal ofereceu terreno de 52 hectares, e isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por dez anos, entre outros benefícios que serão analisados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico.
No início de março, em rápida visita, diretores da empresa foram apresentados às facilidades de instalar-se na Capital. No páreo, estavam ainda Dourados, Paranaíba, Bataguassu e Três Lagoas. A mão de obra farta, e maior oportunidade de qualificá-la, pesou na decisão do grupo.

“A chegada de um empreendimento como esse segura a mão de obra especializada, aqueles que deixam os cursos de engenharia, por exemplo, e precisam procurar emprego em outro lugar”, avalia o vice-prefeito Edil Albuquerque, que acompanhou o grupo na visita a Campo Grande.
O complexo será construído na saída do macroanel, nas Moreninhas, em 52 hectares obtidos pela prefeitura via Lei de Urbanização Negociada — instrumento aprovado em 2000 que permite transferência de terrenos entre iniciativa privada e poder público.

Em frente à área, a prefeitura construirá 900 casas, também em espaço obtido pelo mesmo processo. As pessoas que vão ocupar essas moradias, e outros 70 mil moradores das Moreninhas, são potenciais funcionários para Deb’Maq, e fizeram toda diferença na opção da empresa. Além disso, conforme o vice-prefeito, a mão de obra local é “mais barata e menos exigente do que a de São Paulo, por exemplo”.

Ficha técnica
O polo vai produzir, principalmente, máquinas-ferramentas e injetores de plástico e alumínio. Das sete unidades, distribuídas em 150 mil metros quadrados de área coberta, quatro fabricarão tornos, fresas e injetoras.
A empresa estima gerar 6,8 mil empregos indiretos, entre fornecedores de serviços, peças mecânicas, eletrônicas e elétricas.
Para tornar o projeto real, o diretor-técnico da Deb’Maq, Carlos David de Araújo Gonçalves, disse ao Correio do Estado, em março, que o primeiro financiador será o Fundo Constitucional do Centro- Oeste (FCO), ao lado do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Ele não descartou recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), se necessário.

Para ganhar a disputa, a prefeitura abriu mão ainda do Imposto Sobre Serviços (ISS) da construção dos prédios e das receitas de assistência técnica; e ofereceu acesso à energia elétrica de alta-tensão, poço artesiano, rotatórias no minianel que dá acesso ao complexo e terraplanagem do terreno.

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