Cidades

MACROANEL

Capital terá contorno rodoviário completo só em 2012

Capital terá contorno rodoviário completo só em 2012

LÚCIA MOREL

28/10/2011 - 00h03
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As obras do macroanel rodoviário de Campo Grande, localizado na saída para Cuiabá, região norte da cidade, começaram em julho deste ano, com nove meses de atraso e devem ficar prontas até dezembro de 2012. Estão sendo pavimentados 21,5 quilômetros de estrada, tabalho que, quando concluído, irá incluir a Capital no rol de cidades brasileiras que possuem contorno rodoviário completo, abrangendo todas as suas saídas. O trecho liga a saída de Rochedo à de Cuiabá. Esta última etapa conta com recursos de R$ 32 milhões do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e contrapartida da prefeitura na ordem de R$ 3 milhões.

De acodo com o secretário municipal de Obras João Antônio De Marco, o atraso no início das obras ocorreu por questões burocráticas. "Foram feitas desapropriações na região e por conta disso há sempre representações judiciais, o que atrasa o processo", explicou. De Marco disse que o maior benefício da obra será "transformar a Capital em uma das únicas cidades com o macroanel circundando todas as saídas".

 Veículos pesados

Com a obra concluída, o tráfego de veículos pesados será desviado das ruas de Campo Grande, permitindo o acesso rápido e fácil de caminhões e ônibus sem necessidade de que passem por dentro da capital. De acordo com De Marco, haverá uma redução significativa na circulação de caminhões pela cidade, o que irá auxiliar na manutenção da pavimentação das ruas do centro e dos bairros. "O macroanel ajuda também no acesso dentro da cidade, facilitando a mobilidade de quem chega e de quem sai".

O trecho será uma alternativa, por exemplo, para quem mora na região oeste de Campo Grande (bairros como o Santo Amaro, Santo Antônio, Jardim Imá, Vila Popular, Nova Campo Grande Distrito Industrial) chegar até os bairros da região norte (Nova Lima. Hoje, a ligação entre esses dois pontos é feita pela Avenida Euler de Azevedo.

O engenheiro responsável pelas obras do macroanel, Sérgio Sampaio da Anfer Engenharia, afirma que a parte mais difícil do processo de abertura do trecho –entre a Euler de Azevedo e a saída de Cuiabá – foi o diálogo com os donos de áreas na região, que foram resistentes à passagem da rodovia por dentro de suas propriedades. "Nem todos entendem facilmente e o processo de desapropriação é sempre demorado mesmo. Mas no final eles acabam entendendo", disse.

As obras do macroanel rodoviário da Capital começaram em 1986, na gestão do então prefeito Juvêncio César da Fonseca. Segundo De Marco, apenas na gestão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB), mais de 40 quilômetros (de um total de 100 quilômetros) do contorno foram construídos

 Inferninho

A pavimentação do último trecho do macroanel está sendo realizada na região do Córrego Inferninho, que também está em obras. Na travessia do rio foi iniciada a construção de uma ponte de concreto no lugar da de madeira – medida que foi adotada pela Prefeitura de Campo Grande em 11 trechos de rio na Capital, com investimento de R$ 2,4 milhões.

A região do Inferninho é utilizada com frequência para a prática de esportes radicais, mas o Poder Muncipal não tem nenhum projeto de revitalização para a área. "Ainda não temos nada para lá. Tudo que está sendo feito na região - o macroanel - é com recursos do Dnit e não existe previsão de obras para o Inferninho", afirmou o secretário De Marco.

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Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

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Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

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