Cidades

GARANTIA

Obras da Via Morena e córrego Botas serão retomadas na Capital

Obras da Via Morena e córrego Botas serão retomadas na Capital

DA REDAÇÃO

26/04/2011 - 17h55
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O secretário do Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO) – órgão diretamente ligado ao Ministério da Integração Nacional, Marcelo Dourado, garantiu hoje (26) que a liberação dos recursos para a continuidade das obras da Via Morena e Córrego Botas deverá ter início a partir de julho. A última remessa das parcelas para execução dos projetos foi desembolsada no mês de outubro do ano passado, o que acabou prejudicando o cronograma de execução dos projetos. A informação foi repassada na manhã desta terça-feira, durante evento do Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste - Condel/FCO, realizado no auditório da Famasul, em Campo Grande.

O representante do Ministério da Integração justificou o atraso do desembolso das emendas, afirmando que o corte do orçamento sofrido pelo Governo Federal foi o fator preponderante para a situação a qual se chegou. “O corte no orçamento dos ministérios como um todo, inclusive da Integração Nacional, levou o Governo ao contingenciamento das emendas. Quando existe um fator como este, que reduziu o orçamento em torno de 30% a 35%, é claro que a liberação não será tão célere, como havia sido programado, porque esta é uma decisão de ajuste fiscal do governo. Apesar disto, é prioridade da Secretaria do Centro-Oeste apressar o desembolso das parcelas em atraso para a continuidade desses dois projetos que são fundamentais para Campo Grande, principalmente a Via Morena, que é uma via estrutural importante”, explicou Marcelo, reforçando que as prioridades do Governo Federal neste momento são as obras do PAC e do PAC 2, as quais não sofrerão cortes.

Ao ser questionado sobre o prazo para as emendas chegarem a Campo Grande, o que permitirá a retomada integral das obras, o secretário do Centro-Oeste garantiu que o desembolso das mesmas não deverá ultrapassar o mês de julho. “Não temos perspectivas em curto prazo de liberação de recursos. Isso depende muito não só da Integração Nacional, mas também da Casa Civil, do Ministério da Fazenda, do Planejamento - que efetivamente tem a chave do cofre. Mas até final deste semestre, provavelmente no mês de junho ou julho próximo, as parcelas restantes das obras, tanto do córrego Botas quanto da Via Morena deverão começar a sair”, garante.

Via Morena

Com início em novembro de 2009, o projeto da Via Morena compreende a implantação de 4,5 Km de novo asfalto; ampliação do canteiro central com arborização e reserva de faixa para futura utilização com o transporte coletivo urbano; implantação de 4,5 Km de ciclovia, interligando os Projetos Imbirussu-Serradinho, Orla Morena e Julio de Castilho; implantação de 18.000 m² de calçadas padronizadas atendendo às normas de acessibilidade; execução de 5.000 metros de rede de drenagem; execução de meio-fio com sarjetas; execução de projeto paisagístico e implantação de nova iluminação; criação de um mirante, com bancos e área para estacionamento de veículos; além da revitalização da Praça do Aviador.

O valor total dos investimentos até a conclusão da obra é de R$ 13.946.527,06. O montante foi dividido entre recursos do Ministério da Integração Nacional (R$ 11.140.940,00) e da Prefeitura Municipal de Campo Grande (R$ 2.805.587,06). Até agora, a União desembolsou R$ 7.117.502,00 e a contrapartida do Município já aplicada na obra foi de R$ 2.607.712,67.

Nesta etapa do projeto está em execução a instalação de semáforos e calçadas, além da pavimentação no trecho entre a praça Newton Cavalcante e o Comando Militar do Oeste. A revitalização da Praça do Aviador também está em fase de execução.

Córrego Botas

Até agora, 77% das obras de infraestrutura urbana de prevenção de desastres e combate a erosões na Bacia do córrego Botas 2 e nos bairros Jardim Anache e Jardim Colúmbia já estão concluídas.

O valor total do projeto está orçado em R$ 9.633.609,43, sendo R$ 8.721.361,39 de emendas do Ministério da Integração Nacional e R$ 942.248,02 de contrapartida da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Foram aplicados até agora R$ 7.500.572,47 da União e R$ 447.212,03 do Município.

Para a conclusão da obra é necessária a pavimentação de 48.182m². Até o momento foram asfaltados 27.339 m² de extensão. Dentro do que estabelece o projeto, foram executados 8.209,00 metros de drenagem, além das duas bacias de amortecimento, sendo a primeira de 33.265,00 m3 e a segunda de 10.385,00.

Aumento

Campo Grande não tem gasolina abaixo de R$ 6

Em uma semana, alta foi de R$ 0,21 centavos/litro nos postos da Capital

18/03/2026 18h16

Postos da Avenida Costa e Silva registraram aumento de até R$ 0,40/litro

Postos da Avenida Costa e Silva registraram aumento de até R$ 0,40/litro Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O consumidor de Campo Grande já não encontra mais gasolina comum abaixo de R$ 6 nos postos da Capital. Impactado pela guerra no oriente médio, o preço de revenda subiu até R$ 0,40/litro, acompanhando a tendência de alta registrada em cenário nacional. 

Desde o iníucio da guerra, a escalada nos preços tem sido gradual. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP), entre a última semana de fevereiro e 7 de março, o preço médio da gasolina no Brasil subiu de R$ 6,28 para R$ 6,30. No mesmo período, o diesel também registrou aumento, passando de R$ 6,03 para R$ 6,08. 

Em Mato Grosso do Sul, o preço médio de revenda da gasolina comum era de R$ 6,06, com valores variando entre R$ 5,65 e R$ 6,95. Já o etanol apresentava média de R$ 4,26, com mínimo de R$ 4,03 e máximo de R$ 5,07. Neste momento, o preço médio de revenda da gasolina comum na Capital saltou para R$ 6,27, variação de 3,46%, aumento de R$ 0,21/litro. Em alguns postos, 1 litro de gasolina chega a R$ 6,69. 

Comparativo

Há oito dias, o Posto Alloy, entre a Rua Padre João Crippa e a Rua Dom Aquino, comercializava a gasolina comum a R$ 5,99. Nesta quarta-feira (18), o preço subiu para R$ 6,08 por litro.

Na mesma região, postos localizados na Avenida Fernando Corrêa da Costa cobravam R$ 5,98, valor que saltou para R$ 6,19. 

O aumento também foi verificado na Avenida Calógeras, onde a gasolina passou de R$ 6,09 para R$ 6,29.

Proporcionalmente, a maior alta foi identificada em postos da Avenida Costa e Silva, onde o combustível, que era vendido a R$ 5,89, agora custa R$ 6,29, aumento de R$ 0,40 por litro, equivalente a 6,29%.

Frear aumento

O Governo Federal anunciou, nesta terça-feira (17), durante coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), um conjunto de medidas que têm sido tomadas para fiscalizar os preços dos combustíveis em todo o país, diante de indícios de aumentos considerados abusivos.  

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, o Governo Federal atuará com rigor, de forma integrada e contínua, para que a proteção dos consumidores seja ininterrupta. “Seremos absolutamente vigilantes. É inadmissível, no contexto atual de guerra, que fatores externos sejam utilizados como justificativa para aumentos indevidos”, declarou, destacando que a Polícia Federal já abriu investigação para apurar eventuais crimes contra os consumidores e a ordem econômica. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lembrou que Governo Federal já vem adotando medidas para reduzir os impactos do cenário internacional sobre os preços dos combustíveis.

“O Governo Federal agiu de forma proativa, retirando o PIS e o Cofins do combustível, prevendo o pagamento de subvenção a produtores e importadores de diesel e criando imposto de exportação para que a gente pudesse minimizar os impactos de algo que acontece com o mundo inteiro, que nenhum país tem o controle”, disse em coletiva. 

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DECISÃO LIMINAR

Prefeitura de MS realiza processos seletivos sem concurso público há 10 anos

A seleção de candidatos para cargos permanentes era feita apenas por análise de currículo e títulos, sem provas objetivas

18/03/2026 18h00

A gestão municipal utiliza processos seletivos sucessivos para preencher funções essenciais, como as de médicos, engenheiros e advogados

A gestão municipal utiliza processos seletivos sucessivos para preencher funções essenciais, como as de médicos, engenheiros e advogados Divulgação / Prefeitura de Camapuã

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A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a suspensão imediata dos Editais de Processo Seletivo Simplificado nº 09/2025 e nº 10/2025 da Prefeitura de Camapuã. A decisão reverteu o entendimento de primeira instância e reconheceu irregularidades graves no método de contratação do município.

A 1ª Promotoria de Justiça de Camapuã, por meio do promotor Lindomar Tiago Rodrigues, diz que a Prefeitura de Camapuã vem utilizando a Lei Municipal nº 2.291/2022 como um “escudo normativo” para práticas incompatíveis com a Constituição Federal.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sustentou que a lei é materialmente inconstitucional por autorizar seleções sem etapas objetivas mínimas e permitir liberdade na contratação de funções que são, em essência, permanentes.

Além disso, ao fundamentar o recurso agravo de instrumento, o MPMS destacou que o município não realiza concurso público para cargos efetivos desde 2016. Em vez disso, a gestão municipal utiliza processos seletivos sucessivos para preencher funções essenciais, como as de médicos, engenheiros, advogados e professores, em desacordo com a Constituição Federal, que estabelece o concurso como regra e a contratação temporária apenas para situações excepcionais e transitórias.

A decisão judicial reforçou que os editais suspensos previam a seleção de candidatos apenas por análise de currículo e títulos, sem provas objetivas, o que viola a isonomia e fere os princípios da impessoalidade e da eficiência.

A decisão destacou que a contratação temporária é uma exceção constitucional e não deve suprir demandas ordinárias da administração.

O MPMS argumentou ainda que houve um “retrocesso institucional” em Camapuã, pois legislações municipais anteriores exigiam critérios mais rígidos e objetivos para seleções. A liminar considerou que a manutenção dos certames criaria vínculos precários de difícil reversão e causaria impacto financeiro e jurídico ao erário.

O magistrado ressaltou que a “urgência” alegada pelo município é, na verdade, previsível e reiterada, o que descaracteriza a excepcionalidade exigida para contratações temporárias.

Com a decisão, estão suspensos quaisquer atos de homologação, convocação ou novas contratações baseadas nos referidos editais. O MPMS requer, no mérito da ação, que se reconheça incidentalmente a inconstitucionalidade da lei municipal, para impedir que o regime excepcional de contratação se torne o método ordinário de gestão em Camapuã.

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