Sexta, 17 de Novembro de 2017

Capitães fazem ação conjunta para reduzir a violência nas aldeias

23 JAN 2010Por 08h:12
Os dois novos capitães das aldeias Jaguapiru e Bororo, em Dourados, que assumiram o posto recentemente por eleição direta, se uniram com o propósito de reduzir o índice de violência dentro da reserva. Durante toda esta semana, o conselho de segurança, composto por pessoas da comunidade e de confiança dos capitães, realizou blitze no período noturno e apreendeu pelo menos 150 armas, entre facões, facas e outros objetos cortantes e perfurantes. A maioria estava em poder de menores de idade. Os líderes, Vilmar Machado (Jaguapiru) e Cesar Isnardi (Bororo), dois jovens com formação superior, decidiram encarar de frente a onda de violência, enquanto as autoridades policiais não definem uma ação que possa levar com eficiência a segurança para dentro das aldeias. Um dos conselheiros, Esaú Mamede, explicou que a reserva de Dourados, por conta dos inúmeros protestos realizados por um pequeno grupo que defendia os interesses de poucos, tem uma imagem muito negativa perante a sociedade e a intenção agora é resgatar a credibilidade. Com as chamadas “batidas” nos já conhecidos pontos de encontro de jovens indígenas, a liderança quer reduzir o índice de tráfico de drogas, prostituição e de vários outros crimes que ocorrem em consequência disso. Durante a blitz, vários menores foram flagrados fazendo uso de drogas e ingerindo bebida alcoólica. Todos eles foram recolhidos à sede da capitania e, depois de alertados a respeito de futuras consequências e os pais informados, foram liberados. O Conselho pretende ser ainda mais rígido em relação a esses casos. Barrados Por outro lado, o Conselho quer tentar reduzir o número de brancos circulando nas aldeias no período noturno. Na vistoria desta semana, três foram flagrados em situação suspeita e o conselho determinou que deixassem imediatamente a área. Esaú explica que, durante a noite, muitos veículos entram na aldeia e, geralmente, são pessoas que levam drogas e ou estão à procura de jovens índias para prostituição. Segundo ele, a partir de agora todas essas pessoas deverão se identificar e, se encontrada qualquer irregularidade, encaminhadas para a polícia. Outro tipo de crime que os novos líderes pretendem combater é o de receptação de produtos furtados. Segundo eles, existem diversas denúncias de que dentro da reserva há vários pontos onde os próprios índios estariam comercializando produtos furtados na cidade, até mesmo motocicletas. Levantamentos já estariam sendo feitos para detectar esses locais e os responsáveis, para que as providências sejam encaminhadas

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