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Cão é espancado e enterrado vivo em Sorocaba, SP

Cão é espancado e enterrado vivo em Sorocaba, SP

g1

11/03/2013 - 14h15
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Um cão, da raça pit bull, conseguiu se salvar depois de ser espancado e enterrado vivo neste sábado (9), no bairro São Conrado, em Sorocaba (SP). De acordo com testemunhas, um grupo de jovens agrediu o animal e, acreditando que ele havia morrido, o enterrou. Horas depois, ele conseguiu escapar e foi encontrado por uma moradora, que chamou ajuda veterinária. A especialista calcula que ele tenha permanecido quatro horas embaixo da terra. Carolina Guitierres Pellizzer, uma das veterinárias que cuida do pit bull, disse que a chuva deixou a terra molhada, o que contribuiu para que o animal escapasse. “Ele deve ter sentido a água da chuva, quando começou a tentar sair da cova. A forma como ele conseguiu é um mistério, já que ele estava gravemente ferido na cabeça”, afirma a veterinária. Uma moradora socorreu o pit bull e chamou Carolina, que levou o animal para a clínica.

Além dos ferimentos na cabeça, o cachorro estava com os olhos muito inchados. Agora, ele passa por tratamento em uma clínica particular. “Os ferimentos indicam que ele foi agredido com pauladas”, explica Carolina. Na clínica, Highlander – como foi batizado o cão, em referência ao guerreiro imortal de um filme homônimo que fez sucesso nas décadas de 80 e 90 – recebe, além do tratamento, carinho das veterinárias, que não escondem o amor pelo animal. “Ele é muito dócil, mas parece não gostar de homens. Deve ser trauma, já que apanhou de um grupo de meninos”, acredita a veterinária.

Testemunhas dizem que o motivo do espancamento foi o fato de ele estar solto pelo bairro. A veterinária descarta devolver o animal ao proprietário. “O dono que não se atreva a reivindicar a posse, porque ele foi irresponsável. Depois de lutar tanto pela vida, o Highlander merece um novo lar”, diz. A veterinária comenta que, além de deixar um pit bull solto pela rua, o dono não prestou socorro. "Com certeza ele ficou sabendo que o cão foi atacado, mas em nenhum momento procurou saber dele", afirma Carolina.

Expansão Populacional

Leste de MS vira novo eixo de crescimento e ganha 55 mil habitantes

Conhecida como Bolsão, região cresceu quase 20% em dez anos, o dobro da média estadual, impulsionada pela indústria e pelo agronegócio.

28/08/2026 09h28

Três Lagoas concentra 43,3% da população do Bolsão e ganhou quase 30 mil habitantes na última década, segundo estimativas do IBGE.

Três Lagoas concentra 43,3% da população do Bolsão e ganhou quase 30 mil habitantes na última década, segundo estimativas do IBGE. Foto: Reprodução.

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A região do Bolsão, localizada no leste de Mato Grosso do Sul, consolidou-se como o principal eixo de crescimento populacional do Estado. O conjunto de 11 municípios chegou a 336.073 habitantes em 2026, segundo levantamento feito com base nas novas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, as cidades que formam o Bolsão reuniam 280.562 moradores. Em dez anos, a região ganhou 55.511 habitantes, crescimento de 19,79%, a maior variação proporcional entre as nove regiões de planejamento de Mato Grosso do Sul.

O resultado foi mais que o dobro da média estadual. No mesmo período, a população sul-mato-grossense passou de 2.682.386 para 2.946.317 habitantes, aumento de 263.931 pessoas e avanço de 9,84%.

O ritmo de expansão também permaneceu acima da média no período mais recente. Entre 2025 e 2026, a população do Bolsão aumentou de 332.379 para 336.073 habitantes. Foram 3.694 moradores a mais em um ano, crescimento de 1,11%.

A variação proporcional foi superior à registrada em Mato Grosso do Sul, de 0,74%, e praticamente três vezes maior que a média nacional, de 0,37%.

O Bolsão é formado por Água Clara, Aparecida do Taboado, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas.

Embora esteja situado no leste sul-mato-grossense e seja frequentemente identificado como a região leste do Estado, o Bolsão possui delimitação própria na divisão regional utilizada pelo governo estadual.

Três Lagoas concentra expansão

Três Lagoas foi responsável por mais da metade do aumento populacional registrado no Bolsão durante a última década.

A população passou de 115.561 habitantes, em 2016, para 145.514 em 2026. A diferença representa 29.953 moradores a mais e crescimento de 25,92%.

Sozinha, Três Lagoas concentra 43,3% de todos os habitantes da região. O município também liderou o crescimento do Bolsão no último ano, ao ganhar 1.991 moradores.

A população três-lagoense aumentou de 143.523 habitantes, em 2025, para 145.514 em 2026, avanço de 1,39%.

O crescimento acompanha a consolidação da cidade como um dos principais polos industriais de Mato Grosso do Sul. Embora a celulose seja o principal motor econômico, o parque industrial de Três Lagoas não se limita ao setor florestal.

O município também reúne indústrias dos segmentos alimentício, frigorífico, têxtil, de confecções, metalúrgico, metalmecânico, químico, de embalagens, fertilizantes, madeira e geração de energia.

Ao redor das fábricas, desenvolveu-se uma extensa rede de empresas de manutenção, construção civil, transporte, logística, alimentação e prestação de serviços.

Essa diversificação aumentou a oferta de empregos e fortaleceu Três Lagoas como polo regional. A cidade passou a atrair trabalhadores de outros municípios e estados, além de fornecedores interessados em atender às grandes unidades industriais.

A localização próxima à divisa com São Paulo, a ligação ferroviária e o acesso a importantes corredores rodoviários também favoreceram a instalação de empresas. Com isso, Três Lagoas passou a exercer influência econômica sobre outras cidades do Bolsão.

Celulose sustenta ciclo industrial

A Suzano e a Eldorado Brasil estão entre as empresas responsáveis pela consolidação de Três Lagoas como referência nacional e internacional na produção de celulose.

A Eldorado Brasil possui capacidade para produzir cerca de 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano em seu complexo industrial no município. A empresa também mantém operações florestais, logísticas e de geração de energia.

A Suzano completa a base industrial da celulose instalada na cidade. Além dos empregos diretos nas fábricas, as operações dependem de áreas de eucalipto e de uma rede regional de fornecedores, motoristas, trabalhadores florestais, prestadores de serviços e empresas responsáveis pelo escoamento da produção.

A cadeia não fica restrita aos limites de Três Lagoas. As atividades florestais e logísticas alcançam cidades vizinhas, movimentam rodovias, estimulam a abertura de empresas e aumentam a procura por mão de obra em diferentes pontos do Bolsão.

O avanço industrial ajuda a contextualizar o crescimento populacional de Três Lagoas, que incorporou quase 30 mil habitantes à sua estimativa na última década.

O aumento, entretanto, não pode ser atribuído exclusivamente à indústria. A expansão resulta de uma combinação de fatores, como nascimentos, mortes, migração, oferta de empregos, crescimento do comércio e mudanças incorporadas aos cálculos demográficos.

Inocência recebe investimento bilionário

O novo capítulo da expansão industrial do Bolsão está em Inocência, onde a chilena Arauco constrói o Projeto Sucuriú, sua primeira fábrica de celulose no Brasil.

O investimento anunciado é de US$ 4,6 bilhões. A unidade será instalada em uma área de aproximadamente 3,5 mil hectares, a cerca de 50 quilômetros da área urbana de Inocência, e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

A previsão é de que a fábrica entre em operação no fim de 2027. No pico das obras, o empreendimento deverá gerar aproximadamente 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início das atividades, a expectativa é de cerca de 6 mil postos nas áreas industrial, florestal e logística.

O projeto também prevê uma base florestal de aproximadamente 400 mil hectares e capacidade para gerar 400 megawatts de energia limpa.

Pelo porte, os efeitos do empreendimento devem ultrapassar os limites de Inocência e alcançar cidades como Paranaíba, Três Lagoas, Água Clara, Cassilândia e Aparecida do Taboado.

A movimentação já provocou a criação de programas de qualificação profissional. Uma parceria entre a Arauco, o Senai e prefeituras abriu 560 vagas em cursos técnicos destinados a moradores de Inocência, Paranaíba e Três Lagoas.

Embora tenha recebido um dos maiores investimentos privados da história de Mato Grosso do Sul, Inocência ainda apresenta crescimento populacional moderado nas estimativas.

A população passou de 7.641 habitantes, em 2016, para 8.814 em 2026. Foram 1.173 moradores a mais, alta de 15,35%. Como o projeto ainda está em construção, os impactos demográficos permanentes poderão aparecer com maior intensidade nos próximos levantamentos.

Chapadão do Sul cresce quase 52%

Enquanto Três Lagoas liderou o crescimento em números absolutos, Chapadão do Sul apresentou o maior avanço percentual do Bolsão e de Mato Grosso do Sul na comparação de dez anos.

A população passou de 23.284 habitantes, em 2016, para 35.384 em 2026. O município ganhou 12.100 moradores, expansão de 51,97%.

Somente entre 2025 e 2026, Chapadão do Sul incorporou 778 habitantes. A população aumentou de 34.606 para 35.384 moradores, alta de 2,25%.

Diferentemente de Três Lagoas e Inocência, a expansão de Chapadão do Sul está mais diretamente associada ao agronegócio, à produção de grãos, ao comércio e aos serviços.

A localização próxima às divisas de Mato Grosso do Sul com Goiás e a presença de uma agricultura altamente mecanizada ajudam a explicar a atração de empresas, profissionais e investimentos.

Chapadão do Sul respondeu por aproximadamente 21,8% de todo o aumento populacional registrado no Bolsão ao longo da última década.

Selvíria tem segunda maior alta proporcional

Selvíria apresentou o segundo maior crescimento percentual da região. A população aumentou de 6.469 para 8.834 habitantes entre 2016 e 2026.

Foram 2.365 moradores a mais, alta de 36,56%. No período mais recente, Selvíria passou de 8.716 para 8.834 habitantes, acréscimo de 118 pessoas e avanço de 1,35%.

Água Clara aparece na sequência, com expansão de 23,14% na década. O município passou de 14.734 para 18.143 habitantes, diferença de 3.409 moradores.

Aparecida do Taboado ganhou 5.444 habitantes em dez anos. A população saltou de 24.745 para 30.189 pessoas, crescimento de 22%.

Paraíso das Águas passou de 5.251 para 5.904 habitantes, aumento de 12,44%. Paranaíba, segunda cidade mais populosa do Bolsão, apresentou crescimento mais moderado, de 2,65%, ao avançar de 41.626 para 42.728 moradores.

Três Lagoas concentra 43,3% da população do Bolsão e ganhou quase 30 mil habitantes na última década, segundo estimativas do IBGE.

Três municípios perderam população

Apesar do avanço regional, o crescimento não ocorreu com a mesma intensidade em todos os municípios. Brasilândia, Cassilândia e Santa Rita do Pardo registraram redução na comparação com 2016.

Santa Rita do Pardo teve a maior queda proporcional. A população passou de 7.682 para 7.156 habitantes, redução de 526 pessoas, equivalente a 6,85%.

Cassilândia perdeu 104 habitantes no período, ao passar de 21.685 para 21.581 moradores. Brasilândia apresentou redução de 58 pessoas, de 11.884 para 11.826.

Os resultados demonstram que a expansão econômica regional não produz os mesmos efeitos em todas as cidades. A localização dos investimentos, a oferta de empregos, o acesso às rodovias e a concentração de serviços influenciam a capacidade de cada município de atrair e manter moradores.

Grande Dourados fica em segundo lugar

A Grande Dourados teve o segundo maior crescimento proporcional entre as regiões de Mato Grosso do Sul. A população passou de 404.808 habitantes, em 2016, para 477.982 em 2026.

Foram 73.174 moradores a mais, expansão de 18,08%. Embora o percentual tenha ficado abaixo do registrado pelo Bolsão, a Grande Dourados apresentou aumento maior em números absolutos.

Entre 2025 e 2026, a região ganhou 4.955 habitantes, alta de 1,05%. Dourados respondeu pela maior parcela desse avanço e chegou a 266.950 moradores.

A Região de Campo Grande aparece na terceira posição proporcional na análise de dez anos, com crescimento de 10,65%. O conjunto de dez municípios passou de 1.016.781 para 1.125.085 habitantes, aumento de 108.304 pessoas.

Em números absolutos, foi a região que mais ganhou moradores. O resultado, porém, foi diretamente influenciado por Campo Grande, que incorporou 106.861 habitantes à sua estimativa desde 2016.

Pantanal tem maior redução

Enquanto o Bolsão liderou o crescimento proporcional, a região do Pantanal apresentou a maior redução populacional da década.

O conjunto formado por Corumbá, Aquidauana, Anastácio, Ladário e Miranda passou de 231.013 para 221.130 habitantes.

A perda foi de 9.883 pessoas, equivalente a 4,28%. Corumbá teve o maior impacto sobre o resultado.

A população corumbaense diminuiu de 109.294 habitantes, em 2016, para 96.334 em 2026. A diferença representa 12.960 moradores a menos e queda de 11,86%.

O recuo de Corumbá foi parcialmente compensado pelo crescimento de Ladário, que chegou a 24.631 habitantes na nova estimativa.

A Região Sudoeste também perdeu população. O total caiu de 125.783 para 121.573 habitantes, redução de 4.210 pessoas e retração de 3,35%.

Expansão pressiona cidades

A chegada de empresas, trabalhadores e prestadores de serviços movimenta o comércio, a construção civil, o mercado imobiliário e a arrecadação municipal. Ao mesmo tempo, pressiona a infraestrutura das cidades.

Municípios que recebem grandes empreendimentos precisam se preparar para uma demanda maior por moradias, escolas, unidades de saúde, segurança, transporte, abastecimento de água e tratamento de esgoto.

O desafio envolve tanto a população que passa a morar definitivamente na região quanto o contingente temporário de trabalhadores mobilizados durante a construção de fábricas e obras de infraestrutura.

Os números também são importantes para a iniciativa privada. O aumento populacional ajuda a identificar novos mercados e orientar decisões sobre a abertura de lojas, hospitais, escolas, indústrias, empreendimentos imobiliários e outros serviços.

Para as prefeituras, o desafio será transformar o ciclo de investimentos privados em desenvolvimento permanente. Isso exige planejamento para que a expansão econômica seja acompanhada por qualificação profissional, habitação, infraestrutura urbana e serviços capazes de atender aos moradores.

As estimativas do IBGE têm como referência o dia 1º de julho de cada ano e não representam uma contagem realizada de casa em casa, como ocorre no Censo Demográfico. Os cálculos consideram resultados censitários, projeções demográficas e informações relacionadas a nascimentos, mortes e migrações.

Como é feita a estimativa

As estimativas populacionais de 2026 têm como referência 1º de julho e foram calculadas pelo IBGE a partir das projeções populacionais revisadas em 2024 e dos dados dos Censos Demográficos de 2010 e 2022.

Para os municípios, o instituto utiliza o Método de Tendência do Crescimento Populacional (AiBi), que considera a trajetória de crescimento de cada cidade entre os dois censos em relação à evolução da população do respectivo Estado.

Os dados censitários também passam por ajustes para garantir comparabilidade, e o cálculo incorpora informações da Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo 2022 e eventuais alterações nos limites territoriais dos municípios.

Crescimento Populacional

Campo Grande chega a 970 mil habitantes e se aproxima de 1 milhão

Cidade ganhou quase 8 mil moradores em um ano, supera capitais como Teresina e Cuiabá e se aproxima da marca de 1 milhão.

28/08/2026 09h08

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE. Foto: Arquivo/Correio do Estado.

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Campo Grande chegou a 970.843 habitantes em 2026 e ficou mais próxima de alcançar a marca de 1 milhão de moradores. A nova estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a Capital ganhou 7.960 habitantes em relação ao ano passado.

Em 2025, Campo Grande possuía população estimada em 962.883 pessoas. O aumento registrado em um ano foi de 0,83%, percentual superior ao crescimento de Mato Grosso do Sul, de 0,74%, e mais que o dobro da média nacional, de 0,37%.

Com o novo resultado, faltam 29.157 habitantes para Campo Grande alcançar oficialmente a marca de 1 milhão. A Capital também se consolidou como a 15ª mais populosa do Brasil e o 17º maior município do País, quando o ranking inclui cidades que não são capitais.

Campo Grande continua sendo, com ampla diferença, o município mais populoso de Mato Grosso do Sul. Sozinha, reúne 32,95% dos 2.946.317 habitantes do Estado. Isso significa que praticamente um em cada três sul-mato-grossenses vive na Capital.

Mais de 106 mil habitantes em dez anos

A comparação com 2016 revela uma expansão ainda mais expressiva. Naquele ano, Campo Grande possuía população estimada em 863.982 habitantes. Em uma década, a cidade ganhou 106.861 moradores e cresceu 12,37%.

O aumento equivale à incorporação de uma população superior à registrada atualmente em Ponta Porã, quarta maior cidade de Mato Grosso do Sul, com 99.572 habitantes.

Em média, a estimativa populacional da Capital aumentou em aproximadamente 10,6 mil moradores por ano ao longo da última década.

O resultado, entretanto, não significa necessariamente a chegada direta desse número de pessoas por ano, pois os cálculos também consideram nascimentos, mortes, migrações e revisões demográficas.

O crescimento de Campo Grande ficou acima do registrado pelo Estado no mesmo período. Mato Grosso do Sul passou de 2.682.386 habitantes, em 2016, para 2.946.317 em 2026, aumento de 9,84%. Na Capital, a expansão foi de 12,37%.

Capital concentra crescimento de MS

Dos 21.686 habitantes acrescentados à população de Mato Grosso do Sul entre 2025 e 2026, 7.960 estão em Campo Grande. A Capital respondeu, portanto, por aproximadamente 36,7% de todo o crescimento populacional estimado no Estado durante o período.

Na análise de dez anos, a concentração é ainda mais evidente. Mato Grosso do Sul ganhou 263.931 habitantes desde 2016, enquanto Campo Grande incorporou 106.861 pessoas. Isso significa que a Capital concentrou cerca de 40,5% de todo o aumento populacional estadual na década.

A população campo-grandense também supera a soma dos moradores de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá, Naviraí e Nova Andradina, as seis cidades que aparecem logo depois no ranking estadual.

Juntas, essas cidades possuem 812.758 habitantes, contingente 158.085 pessoas menor que o registrado em Campo Grande.

Campo Grande é a 15ª maior capital do Brasil

Com 970.843 habitantes, Campo Grande ocupa a 15ª posição no ranking das capitais brasileiras. A cidade aparece logo abaixo de Maceió, que possui 995.134 moradores, e acima de Teresina, com 908.012.

A diferença entre Campo Grande e Maceió é de 24.291 habitantes. Já na comparação com Teresina, a Capital sul-mato-grossense possui 62.831 moradores a mais.

A lista é liderada por São Paulo, com 11.911.337 habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6.731.133, e por Brasília, com 3.009.996. Fortaleza, com 2.582.360, e Salvador, com 2.559.945, completam as cinco primeiras posições.

Campo Grande possui população maior que 12 capitais: Teresina, João Pessoa, Natal, Cuiabá, Aracaju, Florianópolis, Porto Velho, Boa Vista, Macapá, Rio Branco, Vitória e Palmas.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

É o 17º maior município do País

Quando a comparação considera todos os municípios brasileiros, incluindo capitais e cidades do interior, Campo Grande ocupa a 17ª posição.

A Capital está logo abaixo de Maceió e acima de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que possui 959.977 habitantes. A diferença entre Campo Grande e a cidade fluminense é de 10.866 pessoas.

Campo Grande também possui população superior à de Teresina, João Pessoa, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Bernardo do Campo.

Apenas duas cidades que não são capitais aparecem à frente de Campo Grande no ranking nacional: Guarulhos, com 1.351.284 habitantes, e Campinas, com 1.189.761. Ambas estão localizadas no estado de São Paulo.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Terceira maior cidade do Centro-Oeste

No Centro-Oeste, Campo Grande é o terceiro município mais populoso. A Capital fica atrás de Brasília, com 3.009.996 habitantes, e Goiânia, com 1.511.709.

Campo Grande supera Cuiabá, que possui 698.917 moradores, em 271.926 habitantes. A população campo-grandense também é maior que a de Aparecida de Goiânia, com 560.996, e de Anápolis, com 424.647.

Entre as quatro capitais do Centro-Oeste, Campo Grande também ocupa a terceira posição. Brasília lidera o ranking regional, seguida por Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Movimento de pessoas em Campo Grande, que chegou a 970.843 habitantes em 2026 e está a menos de 30 mil moradores da marca de 1 milhão, segundo estimativa do IBGE.

Quando Campo Grande pode chegar a 1 milhão?

Caso repetisse anualmente o aumento registrado entre 2025 e 2026, de 7.960 habitantes, Campo Grande levaria pouco menos de quatro anos para superar a marca de 1 milhão.

Nesse cenário matemático, o patamar poderia ser alcançado por volta de 2030. O cálculo, contudo, não representa uma previsão oficial do IBGE, porque o ritmo de crescimento pode acelerar ou diminuir nos próximos anos.

Considerando a média da última década, de aproximadamente 10,6 mil habitantes adicionais por ano, a Capital poderia alcançar 1 milhão antes desse período. Novamente, trata-se apenas de uma projeção linear, que não considera eventuais mudanças demográficas ou metodológicas.

Crescimento pressiona serviços públicos

A aproximação da marca de 1 milhão de habitantes amplia os desafios relacionados à infraestrutura urbana e à prestação de serviços públicos.

Uma população maior demanda mais vagas em escolas e creches, unidades de saúde, moradias, transporte coletivo, redes de água e esgoto, drenagem e programas de assistência social.

O aumento populacional também interfere no trânsito e na ocupação urbana. À medida que a cidade cresce, aumenta a necessidade de planejamento para evitar uma expansão desordenada, reduzir os deslocamentos entre os bairros e garantir que novos empreendimentos sejam acompanhados de infraestrutura adequada.

Na saúde, o crescimento pressiona unidades básicas, centros especializados, hospitais e serviços de urgência. Na educação, exige o acompanhamento constante da demanda por vagas, principalmente nas regiões que concentram novos loteamentos e empreendimentos imobiliários.

A expansão também influencia a procura por imóveis, terrenos e programas habitacionais, além de interferir no preço dos aluguéis e no surgimento de novos bairros.

População influencia recursos e investimentos

As estimativas populacionais são utilizadas pelo poder público para orientar políticas e dimensionar investimentos. Os dados ajudam no cálculo de indicadores sociais, econômicos e de saúde, além de servirem de referência para a distribuição de recursos públicos.

Os números produzidos pelo IBGE são encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e considerados no cálculo das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

No caso das capitais, a definição dos coeficientes também considera fatores relacionados à população e à renda per capita estadual.

Para o setor privado, a proximidade de 1 milhão de habitantes pode influenciar decisões sobre a instalação de empresas, indústrias, lojas, hospitais, escolas e empreendimentos imobiliários.

Uma cidade com mercado consumidor maior tende a atrair novos investimentos. Ao mesmo tempo, precisa garantir que sua infraestrutura acompanhe o aumento da população e da demanda por serviços.

Como é feita a estimativa

As estimativas populacionais de 2026 têm como referência 1º de julho e foram calculadas pelo IBGE a partir das projeções populacionais revisadas em 2024 e dos dados dos Censos Demográficos de 2010 e 2022.

Para os municípios, o instituto utiliza o Método de Tendência do Crescimento Populacional (AiBi), que considera a trajetória de crescimento de cada cidade entre os dois censos em relação à evolução da população do respectivo Estado.

Os dados censitários também passam por ajustes para garantir comparabilidade, e o cálculo incorpora informações da Pesquisa de Pós-Enumeração do Censo 2022 e eventuais alterações nos limites territoriais dos municípios.

Estimativa não é contagem direta

A população divulgada anualmente não resulta de uma contagem individual dos moradores, como ocorre no Censo Demográfico. O IBGE calcula as estimativas com base nos resultados censitários, nas projeções populacionais e em informações relacionadas a nascimentos, mortes e migrações.

Por isso, o número de 970.843 habitantes representa a estimativa oficial da população residente em Campo Grande em 1º de julho de 2026, e não uma contagem realizada de casa em casa.

Ainda assim, o levantamento constitui a principal referência populacional nos períodos entre os censos. Os números são fundamentais para o planejamento público, a distribuição de recursos e a compreensão da expansão urbana de uma Capital cada vez mais próxima de ultrapassar a marca de 1 milhão de habitantes.

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