Correio B

LEUCEMIA

Cantora americana Etta James morre aos 73 anos

Cantora americana Etta James morre aos 73 anos

G1

20/01/2012 - 15h41
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A cantora Etta James morreu nesta sexta-feira (20) aos 73 anos de idade. Ela sofria de leucemia terminal e estava ao lado de seu marido Artis Mills e de seus filhos quando morreu, segundo o empresário e amigo de longa data da artista, Lupe De Leon.

Nascida em 25 de janeiro de 1938 em Los angeles, a artista foi diagnosticada com a doença em 2010, e sofria ainda de demência e hepatite C. Ela morreu em um hospital de Riverside, na Califórnia.

Lupe De Leon, que trabalhou como empresário da cantora por 30 anos, afirmou que "é uma tremenda perda para a família, seus amigos e fãs ao redor do mundo. Ela conseguia cantar tudo. Sua música desafiava a categorização".

Etta James, cujo nome verdadeiro era Jamesetta Hawkins, começou sua carreira em 1954 e, no ano seguinte, emplacou a canção "The wallflower (roll with me, Henry)" no topo das paradas de r&b. Ao longo dos anos, lançou hits como "Dance with me, Henry", "Tell mama", and "I'd rather go blind", mas seu maior sucesso é "At last", que pertence ao disco de mesmo nome lançado em 1960.

A cantora não foi a primeira a gravar a música, que em sua versão tinha altas doses de jazz, mas foi a de James que se tornou a mais famosa e a que iria definí-la como uma cantora lendária. Ao longo das décadas, muitas noivas ao redor do mundo usaram a canção, que foi passada de geração em geração por aparecer em trilhas sonoras de filmes como "American pie". Além disso, o presidente Obama e a primeira-dama dançaram ao som do sucesso no baile de inauguração.

A artista, cuja sonoridade caminhava entre o soul, o blues e o jazz, teve uma vida turbulenta. Nunca conheceu seu pai, mas descrevia sua mãe como ausente e uma viciada em drogas. Foi criada por Lula e Jesse Rogers, que eram donos da casa onde a mãe de James chegou a morar. Ela frequentava a igreja graças à dupla, e sua voz costumava se destacar dentro do coral. Ficou tão famosa pelos momentos nos quais cantava sozinha que dizia receber a visita de estrelas de Hollywood que queriam vê-la cantar.

O r&b fez com que Etta James se afastasse da igreja. O músico Johnny Otis – que morreu nesta terça (17) – a encontrou cantando numa esquina de San Francisco com algumas amigas no começo da década de 50. Com 15 anos, James então foi a Los Angeles com Otis (após forjar um documento no qual sua mãe supostamente alegava que ela tinha 18) para gravar “Dance with me, Henry” em 1955.

Em 1959, assinou com a gravadora Chess, de Chicago, e começou a excursionar com artistas como Bobby Vinton, Little Richard, Fats Domino, Gene Vincent e Jerry Lee Lewis. Gravou vários hits no final dos anos 50 e na década de 60, entre eles "Trust in me”, ''Something's got a hold on me", ''Sunday kind of love", ''All I could do was cry" e, claro, "At last".

Gravou, em 1967, o que é considerado um dos melhores álbuns de soul de todos os tempos, “Tell mama”, uma fusão de rock e música gospel com arranjos de sopro, ritmos de funk e refrões com cara de coral de igreja. Uma das faixas do disco, “Security”, entrou para o top 40 de singles em 1968.

Seu sucesso, entretanto, caminhou lado a lado com seus demônios pessoais. Seu vício em drogas, que começou em 1960, durou muitos anos e a levou a uma existência angustiante, destruindo sua habilidade de cantar e quase acabando com sua carreira.

Pelo menos duas décadas foram necessárias para acabar com o vício da cantora. Seu marido, Artis Mills, permaneceu preso por anos após assumir a culpa, que na verdade era de James, por posse de drogas. Após voltar à ativa, ela conseguiu reconstruir sua carreira e, em 1984, foi convidada para cantar o hino nacional americano nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Além do problema com drogas, ela lutou contra a balança, chegando a fazer shows numa cadeira de rodas. Nos anos 2000, fez uma cirurgia e perdeu cerca de 90 quilos.

Etta James entrou para o Hall da fama do rock em 1993, ganhou um Grammy em 2003 na categoria melhor álbum contemporâneo de blues por “Let’s roll”, um em 2004 por melhor álbum tradicional de blues por “Blues to the bone” e, por fim, um com melhor performance vocal de jazz por “Mystery lady: songs of Billie Holiday”, de 1994. Também em 2003, levou um Grammy pelo conjunto da obra e uma estrela na calçada da fama de Hollywood.

crônica

A canja de galinha

07/07/2026 08h15

Arquivo

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Ela jazia bem na minha frente, sobre o mármore frio da pia. Havia mais de trinta anos que eu não lidava com aquela situação. Mas, por uma boa causa, ofereci-me para fazer uma canja de galinha caipira. 

Comprei a ave de um senhor que cria galinhas no sítio onde mora e as alimenta com produtos orgânicos. Ao vê-la ali, tão indefesa, completamente nua e ainda com alguns vestígios escurecidos de penagem, quase vacilei.

Tive que recorrer à memória. Lembrei-me da minha ex-sogra me ensinando a cortar uma galinha. Eu tinha dezenove anos quando realizei a tarefa pela primeira vez.

— Siga sempre com a faca pelas juntas — ensinava ela.

Naquela época era até divertido. Eu sentia certo orgulho das minhas habilidades recém-adquiridas. Conseguia separar coxas, sobrecoxas, asas e peito sem grandes dificuldades. Era quase um ritual de passagem para a vida adulta. Mas isso foi antes. Bem antes da decisão de não comer mais carne.

Por isso, quando encostei a faca naquela coxa rígida, precisei respirar fundo. Havia alguém doente precisando de proteína e, principalmente, com um enorme desejo de saborear um caldo espesso, daqueles que parecem carregar junto um pouco de conforto, cuidado e esperança.

As galinhas criadas soltas no quintal produzem um caldo diferente. Mais encorpado, mais perfumado, mais próximo das lembranças. Não por acaso, dizia-se antigamente que canja de galinha curava tudo, até espinhela caída.

Lembrei-me do ditado enquanto avançava nos cortes. Retirei quase toda a pele, limpei os vestígios de sangue, mas deixei os miúdos — recomendação expressa do amigo que receberia a encomenda.

Também resisti à vontade de lavar a ave com água e sabão, como se fazia antigamente. Hoje os especialistas garantem que isso não é recomendável. Tanta coisa mudou nesses tempos vegetarianos.

Gastei quase uma hora entre cortar, limpar e organizar os pedaços. Depois vieram os temperos, todos juntos na panela, acompanhados da cúrcuma que empresta ao refogado uma cor dourada e acolhedora. Aos poucos, o cheiro foi tomando conta do apartamento.

Enquanto o caldo cozinhava lentamente, a cozinha se enchia de memórias. Cozinhar tem dessas coisas: mistura ingredientes e recordações na mesma panela.

Quatro horas depois entrou o arroz, complemento indispensável para uma canja respeitável. Por último, o cheiro-verde. 

Confesso que senti um certo orgulho do trabalho concluído.

Coloquei uma parte em um recipiente de vidro com tampa, envolvi-o em um pano de prato e chamei um carro de aplicativo.

Está aqui sua canja raiz!

Ele me olhou sorrindo e disse que comeria mais tarde. Estava sem fome.

Voltei para casa pensando que, no congelador, ainda havia metade de uma galinha caipira pronta para ser servida. Mas para quem?

Mineiro adora fartura. E as vezes, quase sempre, exagera.
 

Diálogo

Tem viagem que sai mais cara na volta. Um ex-vereador de cidade... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (07)

07/07/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Rui Barbosa - escritor brasileiro

"A justiça pode irritar porque é precária. A verdade não se impacienta porque é eterna"

Felpuda

Tem viagem que sai mais cara na volta. Um ex-vereador de cidade do interior de MS descobriu isso da pior forma, após o Tribunal de Justiça manter sua condenação por fraudes em diárias da Câmara Municipal. A investigação mostrou que os deslocamentos informados nos relatórios nem sempre coincidiam com a localização apontada pelo celular. Resultado: além de perder a causa, terá de desembolsar R$ 30 mil por danos morais coletivos, fora ressarcimentos, multas e outras punições. A lição é simples: quando a conta não fecha, o culpado tem que pagar.

Errata

Na edição de sábado (4), esta coluna divulgou que a partir "deste domingo (5) até o dia 5 de agosto" estariam ocorrendo as convenções. O período correto é do dia 20 de julho a 5 de agosto. Sorry!

Autorizada

A Santa Casa de Campo Grande conseguiu autorização do MEC para abrir sua primeira residência multiprofissional. O programa terá especialização em enfermagem, fisioterapia, nutrição e psicologia.

DiálogoFoto: Divulgação

A trajetória do agricultor e biólogo Valdinei da Conceição, de Corumbá, vencedor do Prêmio CNA Brasil Artesanal na categoria Mel Escuro em 2024, integra a publicação O Ofício do Sabor As histórias dos vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal, lançada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Valdinei conquistou o primeiro lugar nacional graças à qualidade do mel produzido em Mato Grosso do Sul, mais especificamente no Pantanal. O livro reúne histórias de 58 produtores de vários estados premiados entre 2019 e 2024 e está disponível para dowload no site da CNA, na aba cnabrasil.org.br/publicacoes/o-oficio-do-sabor.

DiálogoMárcia Terzian Dobashi, que hoje comemora a chegada aos 50 anos - Foto: Arquivo pessoal

 

DiálogoAndré e Luciana Luque - Foto: André Ligeiro

Desgaste

O recente episódio do "quebra-pratos" entre o deputado federal Vander Loubet e o deputado estadual Zeca do PT reforçou a impressão que já circulava nos bastidores: que a liderança histórica de Zeca dentro do partido vem perdendo força. O desgaste começou na eleição municipal de Campo Grande, quando a chapa encabeçada por Camila Jara, com Zeca de vice, ficou longe do desempenho esperado e não alcançou 50 mil votos. Aí, não há liderança que se sustente...

Economia

Economizar nunca sai de moda. A Assembleia Legislativa  de MS fechou parceria com o Sistema Fiems para oferecer desconto de até 20% na conta de luz. A ideia é simples, no caso é usar créditos de energia solar sem precisar instalar placas no telhado. Em tempos de tarifa alta, qualquer alívio no bolso é bem-vindo. Se funcionar como prometido, o maior beneficiado será o contracheque. A promessa é de economia equivalente a até duas contas de energia por ano.

Exigências

O programa de energia renovável chega ao Legislativo estadual com um detalhe curioso. Não exige investimento, obra, nem instalação de placas solares. Basta cumprir os critérios técnicos. Se a economia prometida se confirmar, a adesão tende a crescer rapidamente entre os servidores, é óbvio. Resta saber quantos conseguirão atender às exigências do programa e principalmente esperar até 90 dias para começar a colher os frutos.

Aniversariantes

Márcia Cristina Terzian Dobashi,
Dra. Elisandra Shiroma,
Patrícia Córdoba Fernandes Silva,
Keyla Lisboa Sorelli, 
Lúcia Mascarenhas,
José Laerte Cecílio Tetila, 
Ronilda Galvão Modesto Nonato,
Alvaro Luiz Nakazato,
Leolino Parizotto Ottoni,
Evelyn Karem daSilva Pereira,
Maria Ângela de Moraes Martins,
Maria Ines Freire Zanenga,
Josemiro Fagundes de Souza,       
Gabriel da Silva Rodrigues,
Adão Gonçalves Santana,
Ney Francisco Krieger,
Dr. Carlos Eduardo Fachini Dupas,
Humberto Aziz Karmouche,
Milene Donatti,
Gustavo Silva Queiroz,
Maíra Portugal Silva,
Uiara Nogueira Guimarães,
Ludmilla Camargo Lima,
Etalívio Pereira Martins Neto,
Isabella Castanheira Ramos, 
Dr. Vitor Gustavo de Oliveira,
Ademir de Souza Osiro,
Dr. Antônio Bicudo Neto,
Marcia Cristina Chaves,
Erson Gomes de Azevedo,
Adilson Takeshi Kohatsu,
Edson Reginaldo Gesse,
Danielle Monteiro Correia de Souza,
Idelmar da Mota Lima,
José Garibaldi da Rosa Neto,
Vanoni Torraca Júnior,
Flávio Eduardo Ramos Câmara,
Maria Rita Sena Campos,
Arlete Ferreira Thomaz,
Luzia Tobaru,
Paulo Roberto Falbo,
Luciano Maiolino,
Fernando da Costa Marques,
Gilson Adriel Lucena Gomes,
Cilene Ferreira da Cunha, 
Rosália de Almeida,
Bruno Menegazo, 
Maria Aparecida França,
Helena Rosa Santiago,
Edson Ferro Canavesi,
Carlos Alberto Facco Grassi,
José Carlos Garcia Mendonça,
Ovalmir Martins Dias,
Nelson Costa de Farias,
Carlos Barbosa Silva,
Silvio Cézar Vieira,
Gilberto Honda Flôres,
Maria Auxiliadora Novelli,
Lúcia Higa,    
Engracia Rodrigues Coimbra,
Luzimar Gonçalves Vargas,
Maria Ester Maeshiro Ferreira,
Izabel Cristina Miranda Mendes, 
Marcílio de Souza Silva Júnior,
Pedro Renato de Almeida Lara,
Adriano de Almeida Marques,
Meyer Ostrowsky,
Ruy de Souza Cavalcanti,
Percílio Ayala,
Gerusa do Amaral Catelan Trivelato,
Cacildo Bella,
Wilson dos Santos Paulo,
Paulo Rogério Zerwes,
Rosa Délia de Moura,
Piero Luigi Tomasetti,
Valdecy Chaves Ricart,
Domingos Correa Ribeiro, 
Geraldo Mangel Adiralvaro Amaral Evangelista,
Carlos Eduardo Macanhão, 
Hélio de Castro Fernandes,    
Carlos José Reis de Almeida, 
Ademar Fernandes de Araújo,       
Fortunato Lopes Bennett,          
Sidney Loureiro Paulo,
Fábio Edir dos Santos Costa,
Gualter Cabral de Queiroz,
Gertrudes Araújo de Oliveira,
Judith Willemann Flor, 
Marcos Geromini Fagundes,
Roberto Ricardo Machado Gonçalves,
Janieiry Mottin Goulart Guazzelli,
Mauro Ramires Banzato,
José Magi Stuqui Junior,
Auri Claudionei Matos Frubel Renata Gomes Carpes,
Maria Vendas Vilas Boas,
Vander Rosenvald Moreto,
Luís Alberto de Pádua,
Sônia Marina Martins de Lima,
Waldemar Peverari Filho,
Maria Cândida Pimentel Gonçalves,
Renata Grubert Vargas,
Olmira Thaís Franco Lozano,
Jessica Alessandra Pieczykolan Nunes,
Renato Interliche,
Jefferson Daniel Figueiredo, 
José Ivolin Monteiro Almeida,
Luiz Carlos de Oliveira Bueno,
Cecília Norico Tatiyama Peres.

Colaborou Tatyane Gameiro

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