Quinta, 23 de Novembro de 2017

Cantina saudável

24 ABR 2010Por 06h:12
Algumas escolas da Capital já cortaram refrigerantes de suas cantinas, com o objetivo de conscientizar crianças e adolescentes sobre os problemas que a bebida pode causar. “Falamos de educação alimentar e precisamos fazer com que o aluno tenha essa vivência, esse é um dos motivos pelo qual não vendemos refrigerantes ou alimentos gordurosas e salgadinhos”, defende Eliana Gonsalves, coordenadora pedagógica de uma das unidades do Colégio Adventista de Campo Grande. Além dele, o Colégio Militar e a Escola Ativa Idade, entre outras, têm “cantinas saudáveis”.

Segundo o nutrólogo Sandro Trindade Benites, já se propôs a criação de um projeto de lei regulamentando a venda de refrigerantes em escolas e locais voltados à educação de crianças e adolescentes, contudo, ele foi reprovado. “As pessoas acham que proibir é uma palavra muito forte, mas não percebem que os benefícios são superiores a isso”, acredita Sandro.

Em países desenvolvidos e democráticos como a Alemanha e a Bélgica, proibiram o comércio de refrigerantes em locais próximos às escolas. Isso demonstra como a bebida é considerada prejudicial. “Evitar o contato das crianças é uma forma de ter uma sociedade saudável no futuro”, alega o nutrólogo.
Para ele, é importante incentivar medidas como a “cantina saudável”, pois elas levam os alunos a refletir sobre a alimentação que têm fora da escola. “Se aquilo é proibido na escola, deve ter um motivo, e é isso que o aluno vai se perguntar quando ver uma garrafa de refrigerante na mesa do almoço”. (TA)

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