Esportes

SUPERANDO DIFICULDADES

Campo-grandense conquista o Brasileiro de paracanoagem

Campo-grandense conquista o Brasileiro de paracanoagem

Jakson Pereira

11/12/2011 - 13h00
Continue lendo...

O campo-grandense Rodrigo Figueiredo, paraplégico desde 2009 quando sofreu um acidente automobilístico, superou suas limitações e conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Canoagem e Paracanoagem de Velocidade, na categoria 500 m.

A competição foi disputada em Curitiba (PR) e, segundo Rodrigo, foi a edição com o maior número de para-atletas. “Foram 37 competidores e consegui realizar boas provas para ficar com o título, que aumenta o meu ânimo para continuar competindo e superando minhas limitações”, comentou o atleta que também foi vice-campeão na categoria 200 m.

A disputa foi a primeira na carreira de Rodrigo, que iniciou no esporte no início do ano durante seu tratamento no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.

“Lá me ensinaram utilizar o esporte de forma lúdica e foi no Lago Paranoá que conheci a canoagem. Quando voltei para Campo Grande, no início deste ano, procurei informações e recebi todo apoio da Federação de Canoagem de Mato Grosso do Sul”, argumentou o canoísta que iniciou os treinamentos em agosto.

Após a conquista do nacional, o atleta tem dois novos objetivos para 2012. “No ano que vem tem o Mundial e Pan-Americano de Canoagem no Rio de Janeiro e pretendo disputar as duas competições. Como penso em disputar as Paraolimpíadas, preciso ganhar experiência nesses torneios internacionais”, admitiu Rodrigo.

A partir dos Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem, a Canoagem passa a ser modalidade olímpica, mas ainda como exibição, sem contagem de medalhas, o que deve acontecer apenas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Acidente

O mais novo campeão brasileiro de paracanoagem, Rodrigo Figueiredo, tinha tudo para viver depressivo, já que no auge de sua juventude, aos 27 anos, sofreu um acidente de carro que o condenou a usar uma cadeira de rodas devido a uma paraplegia, mas buscou no esporte uma forma de seguir quebrando barreiras.

No acidente ocorrido em 2009, Rodrigo estava no banco de trás e dois amigos que estavam com ele não resistiram aos ferimentos e morreram. “Foi um momento muito difícil, mas não tive tempo para ficar depressivo. Passei por duas cirurgias, fiquei quase um ano imobilizado, e quando fui liberado para praticar esportes, encontrei na canoagem algo que poderia me dar prazer”, comentou.

Antes do acidente, o canoísta não tinha contato direto com o esporte de alto rendimento, limitando-se a musculação e raramente uma partida de futebol. “Foi minha primeira competição valendo alguma coisa. Comecei a treinar canoagem em um caiaque de competição apenas em agosto deste ano, antes eu nada fazia e só agora estou descobrindo o prazer que o esporte pode proporcionar”, relatou.

Cheio de sonhos, Rodrigo garante que iniciou uma nova vida e tem muito o que conquistar ainda. “É sempre bom ter objetivos, mas além de vitórias e disputar as Paraolimpíadas, quero deixar um exemplo as pessoas que não têm a metade dos problemas que tenho e não fazem nada para ter uma vida melhor”, desabafou Rodrigo. 

Hino Nacional

NY Times elege o hino do Brasil o mais bonito entre os países da Copa

Publicação exalta a introdução orquestral de 28 segundos da canção

19/06/2026 23h00

brasil

brasil Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

O jornal The New York Timeselegeu o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre os 48 países participantes da Copa do Mundo de 2026. A matéria, publicada nesta sexta-feira (19) e assinada pelo jornalista Tim Spiers, traz tons de crítica musical com pitadas de humor.brasil

A publicação exalta, principalmente, a “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos” do nosso hino nacional.

“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.

Em meio a elogios, o texto ainda lembra a execução do Hino Nacional na Copa de 2014, quando torcida e jogadores cantaram a plenos pulmões cada verso.

Porém, após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, o momento perdeu o brilho e ganhou tons de desespero na imprensa esportiva brasileira.

“Para a partida contra Marrocos, não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”, brincou.

Curiosamente, o último colocado no ranking do NY Times é justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei. A Inglaterra é o país onde a editoria de esportes do jornal, The Athletic, está baseada.

“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”.

Hino do Brasil

O Hino Nacional Brasileiro foi composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, inicialmente sem letra.

“Uma vez proclamada a República, convocou-se concurso para substituir esse Hino por outro, próprio para a nova organização política. No entanto, o apego popular à melodia do velho hino não deixou alternativa à sua manutenção”, relata o Ministério das Relações Exteriores, em sua página oficial.

Os versos, compostos por Osório Duque Estrada, foram incluídos de forma oficial em 6 de setembro de 1922.

Ranking do NY Times

  1. Brasil
  2. França
  3. Portugal
  4. Colômbia
  5. Escócia
  6. Equador
  7. Argentina
  8. Egito
  9. Uruguai
  10. Bósnia e Herzegovina
  11. Estados Unidos
  12. RD Congo
  13. Curaçao
  14. Coreia do Sul
  15. Costa do Marfim
  16. Panamá
  17. Canadá
  18. México
  19. Haiti
  20. Irã
  21. África do Sul
  22. Japão
  23. Marrocos
  24. Iraque
  25. Turquia
  26. Austrália
  27. Tchéquia
  28. Tunísia
  29. Senegal
  30. Suécia
  31. Argélia
  32. Paraguai
  33. Suíça
  34. Cabo Verde
  35. Noruega
  36. Uzbequistão
  37. Arábia Saudita
  38. Bélgica
  39. Gana
  40. Croácia
  41. Holanda
  42. Catar
  43. Áustria
  44. Nova Zelândia
  45. Alemanha
  46. Espanha
  47. Jordânia
  48. Inglaterra

futebol

Brasil finaliza preparação para enfrentar Haiti na Copa do Mundo

Treino sem pistas de equipe teve festa para aniversariante Martinelli

18/06/2026 23h00

Na primeira partida da Copa, Brasil empatou com Marrocos

Na primeira partida da Copa, Brasil empatou com Marrocos Foto: Divulgação / Fifa

Continue Lendo...

O técnico Carlo Ancelotti concluiu, nesta quinta-feira (18), os preparativos da seleção brasileira para o segundo jogo pelo Grupo C da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (19), o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia, a partir das 21h30 (horário de Brasília).

Como de praxe, a imprensa pôde acompanhar apenas os 15 minutos iniciais da atividade desta quinta no Centro de Treinamento Columbia Park, do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Diferentemente de quarta-feira (17), quando foi possível observar um trabalho tático durante o período liberado aos jornalistas, desta vez, os jogadores – entre eles, o atacante Neymar – fizeram somente um trabalho de aquecimento seguido de uma roda de "bobinho".

Houve, ainda, uma brincadeira com Gabriel Martinelli. Aniversariante do dia, o atacante de agora 25 anos teve de passar pelo meio de duas filas de atletas para receber tapinhas descontraídos de parabéns na cabeça. O trote, festivo, é comum no futebol. O próprio Ancelotti vivenciou o chamado "corredor polonês" quando fez 67 anos no último dia 10.

A escalação para o duelo contra o Haiti segue um mistério. Na quarta, o trabalho tático durante o tempo em que o treino esteve aberto à imprensa tinha Danilo (depois o volante Ederson) na lateral direita, Léo Pereira e Marquinhos na zaga, Douglas Santos fechando o sistema defensivo no lado esquerdo, Fabinho e Bruno Guimarães pelo meio e o quarteto ofensivo com Gabriel Martinelli, Vinícius Júnior, Igor Thiago e Luiz Henrique.

Não significa, porém, que esta será a escalação para sexta, já que Gabriel Magalhães e Raphinha foram poupados, substituídos por Léo Pereira e Gabriel Martinelli, respectivamente. O zagueiro tem sido preservado por conta do desgaste físico da temporada, e o atacante apresentou bolhas no pé na reapresentação após o empate do último sábado (13) com Marrocos, por 1 a 1, em Nova Jersey.

Na estreia da Copa, o Brasil atuou com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago. Na entrevista coletiva de quarta, o zagueiro Danilo (que jogou por muitos anos como lateral-direito) admitiu que Ancelotti tem "três ou quatro" dúvidas para sexta.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).