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Campanha de prevenção contra a dengue é lançada no Rio

Campanha de prevenção contra a dengue é lançada no Rio

FOLHA ONLINE

27/03/2011 - 04h26
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Cerca de 40 agentes do Instituto Oswaldo Cruz em parceria com a Sesdec (Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil) lançaram neste sábado, na praia do Leme (zona sul), uma campanha de prevenção contra a dengue.

Batizada de "10 Minutos Contra a Dengue", propõe que todos dediquem 10 minutos dos seus dias a combater focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti.

Pesquisadores, entomologistas e estudantes distribuíram informativos para a população e ainda exibiram larvas e mosquitos.

"As pessoas estão mais conscientes quanto ao combate ao mosquito, mas muitas ainda não sabem que bandejas de geladeira e do ar-condicionado são ótimos criadouros, por exemplo", falou à Folha o jornalista Marcelo Garcia, que participava do evento.

O entomologista Rafael Freitas disse ainda que a maior dúvida da população é sobre os métodos de prevenção.

"Esses mitos de comer muito alho, tomar complexo B ou mesmo ingerir grande quantidade de inhame não dão muito certo. Até o uso de repelente durante todo o dia não faz bem. Não adianta a pessoa se encher do produto. Além de prejudicar a pele, ele acaba perdendo o efeito. O bom mesmo é acabar com os criadouros."

O professor Onésimo Valle, 71, já teve dengue há cinco anos e disse que sente falta de mais campanhas como essa.

"Antigamente eu via agentes nas ruas e fumacê. Agora não tem mais nada. O combate tem que ser feito o ano inteiro. É preciso também mais conscientização das pessoas. Vejo ainda muita gente deixar acumular água em casa.

Paralelo ao evento, um grupo formado por 150 bombeiros visitou imóveis das comunidades Chapéu Mangueira/Babilônia em busca de focos. De acordo com a Fiocruz, a campanha 10 Minutos Contra a Dengue deve acontecer em outros bairros.

mão única

Agetran altera sentido de ruas no Jardim Bela Vista a partir de segunda-feira

As alterações também incluem a retirada das rotatórias da Avenida Rodolfo José Pinho, que serão substituídas por semáforos

23/06/2026 15h00

Reordenamento viário prevê retirada das rotatórias da Avenida e alteração de sentido de ruas no bairro

Reordenamento viário prevê retirada das rotatórias da Avenida e alteração de sentido de ruas no bairro Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) irá iniciar uma fase de reordenamento viário no bairro Jardim Bela Vista a partir da próxima segunda-feira (29). 

Inicialmente, duas vias na Rua dos Vendas passarão a ter sentido único, a fim de dar fluidez ao trânsito, que é impactado pela presença de cinco escolas no entorno, ocasionando em uma circulação de aproximadamento 2.770 veículos a cada meia hora na região. 

"A alteração na Rua dos Vendas começa pela implantação da continuidade da mão única na Rua Francisco Bento, entre a Ricardo Brandão e a Joaquim Murtinho, e depois na continuidade dos vendas na Luiz Dódaro, entre a Rodolfo José Pinho e a Avenida Eduardo Elias Zahran", explicou a diretora de Planejamento e Mobilidade Urbana da Agetran, Andréa Figueiredo. 

Esse reordenamento faz parte de um plano viário, que deve alterar mais rotas em torno do bairro, além da retirada das duas rotatórias na avenida Rodolfo José Pinho, que serão substituídas por semáforos. 

A necessidade das alterações, segundo Andrea, foi o aumento da quantidade de veículos, resultando um aumento de acidentes na região. Além disso, também vêm sendo implantados novos empreendimentos e em torno de 470 novas unidades habitacionais somadas às cinco escolas. 

"Antes de todas as intervenções, nós fazemos estudos, ouvimos a comunidade, os moradores, fazemos entrevistas pessoalmente com os moradores, realizamos reuniões com a comunidade local justamente para que a gente possa intervir. Nós precisamos estudar todos os impactos não só naquele ponto, mas em todo o entorno", afirmou o diretor presidente da Agetran, Ciro Vieira. 

As mudanças devem acontecer de forma gradual, por trechos, com avisos prévios, a fim de minimizar os impactos aos motoristas que utilizam os trechos. 

Entenda o que muda nas ruas do bairro: 

  • Rua Francisco Bento: A partir da Avenida Ricardo Brandão, a via passa a operar com sentido único em direção à Avenida Joaquim Murtinho, seguindo a mesma direção já adotada em outro trecho da via. 
  • Rua Jerônima Paes Benjamin: Adota o sentido único de fluxo em direção à Avenida Rodolfo José Pinho. 
  • Rua Fidelina da Silva Vendas: A partir da Rua Caetano Rosa, o tráfego operará exclusivamente em direção à Avenida Joaquim Murtinho. 
  • Rua Patagônia: A partir da Rua Caetano Rosa, a via passa a fluir apenas em direção à Avenida Rodolfo José Pinho. 
  • Rua Augusto Figueiredo: A partir da Rua Caetano Rosa, o deslocamento de veículos ocorrerá somente em direção à Avenida Joaquim Murtinho. 
  • Rua Luiz Dodero: A partir da Avenida Rodolfo José Pinho, a rua passa a operar em direção à Avenida Eduardo Elias Zahran.

Somente após as mudanças de sentido nas vias, serão implantados os semáforos no lugar das rotatórias nos cruzamentos na Rua dos Vendas e da Chaad Scaff. 

"A retirada da rotatória é o ponto mais crítico, porque ele envolve interdições, desvios de tráfego, então os semáforos serão colocados por último, quando já tivermos o reordenamento funcionando das mãos únicas no entorno no bairro", explicou a diretora. 

A estimativa da Agetran é que as intervenções durem de 15 a 20 dias.

Reordenamento viário prevê retirada das rotatórias da Avenida e alteração de sentido de ruas no bairroMapa das alterações previstas para os próximos 20 dias / Fonte: Agetran

Orientações

Para os motoristas que trafegam no local diariamente, a orientação é que tenham cautela e sigam as orientações dos agentes de trânsito que estarão no local. 

"Todo reordenamento, como é feito por partes, causa um pouco de transtorno no início, mas nós teremos o apoio dos agentes, de sinalizações e informações sobre os dias que iniciarãos os trechos das intervenções. O que a gente pede para todo mundo é que a população do entorno tenha paciência", pediu o diretor presidente Ciro Vieira. 

Além disso, também é recomendado que, se possível, os motoristas busquem rotas alternativas durante o período, que também serão disponibilizadas pela Agetran, além de diminuir a velocidade nos locais e observar as sinalizações indicadas. 

 

INTERIOR

MS abre nesta quarta sessões que tiram água para aldeias de Dourados do papel

Empresas que participam dos processos são avisadas sobre divulgação da análise de proposta e manifestação de recurso em certames em prol das Terras Indígenas Jaguapiru e Bororó

23/06/2026 13h13

Sanesul adiantou que ordens de serviço para obras de água em aldeias indígenas devem sair antes do início do prazo eleitoral. 

Sanesul adiantou que ordens de serviço para obras de água em aldeias indígenas devem sair antes do início do prazo eleitoral.  Divulgação: Governo do Estado

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Conforme divulgado através da edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial Eletrônico (DOE), o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul realiza amanhã (24) as sessões para divulgação das análises sobre as propostas que buscam tirar do papel a água que deve beneficiar Terras Indígenas (T.I) de Dourados. 

Vale destacar que a sessão referente às obras de implantação do sistema de abastecimento de água da Aldeia Bororó, etapa 01 perfuração do poço, está marcada para às 14h30 desta quarta-feira (24). 

O endereço para acompanhar o prosseguimento da sessão trata-se do próprio portal de licitações da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) - que você acessa CLICANDO AQUI -. Já o andamento referente à obra de implantação do sistema de abastecimento de água para a Aldeia Jaguapiru está marcado para começar trinta minutos depois, às 15h. 

Durante evento de apresentação de estudo do Instituto Trata Brasil ontem (22), na Governadoria de MS, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio da Silva, adiantou que as ordens de serviço para executar obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas devem sair antes do início do prazo eleitoral. 

Ainda segundo o diretor-presidente, serão dois processos, um abrangendo Dourados e Itaporã, cuja licitação já foi aberta e houve sucesso no processo licitatório, e um segundo contemplando os municípios de Japorã e Tacuru. 

Indígenas sem água

Há tempos a falta de água potável é um problema recorrente para os povos originários sul-mato-grossenses. Em 16 de janeiro deste ano, a Sanesul informou o investimento de R$50.766.282,00 para a implantação de sistemas de abastecimento de água potável nas aldeias.

Sistemas de abastecimento que contam com captação de água por meio de poços tubulares, vazão de até 150 mil litros por hora, tratamento com cloração, reservatórios, além de tanques elevados e redes de distribuição com ligações domiciliares, foi divulgado os recursos seriam distribuídos da seguinte forma: 

  • R$24,3 milhões para a Jaguapiru;
  • R$26,4 milhões para a Bororó.

Já em abril deste ano o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Lucia Alberta Andrade de Oliveira, assinaram a permissão para que as obras em busca de água potável ocorram nessas localidades, após mais de 100 anos da criação dessas reservas.

Somente para a Aldeia Bororó, esse sistema em questão foi dimensionado para atender a uma população de 14.179 habitantes, com o serviço para a Jaguapiru tendo a capacidade prevista de atender ainda mais pessoas, 15.304 habitantes até 2033.

Também cabe frisar que todos esses investimentos só saíram do papel após protestos dos povos originários de ambas as aldeias pela falta de água na região, em novembro de 2024, ocasião em que  Governo do Mato Grosso do Sul chegou a oferecer dois litros de água por indígena para que a rodovia MS-156 fosse liberada. 

Como esse bloqueio foi removido por agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar, e com alegada truculência, várias medidas foram anunciadas e algumas chegaram a ser feitas. Ainda em 2025 o governo de MS realizou a entrega de dois caminhões-pipa para abastecimento emergencial das aldeias Jaguapiru e Bororó. 

Veículos com capacidade para transportar 15 mil litros de água cada, os caminhões-pipa foram adquiridos com investimento de R$1,5 milhão, recurso viabilizado através do governo em parceria com a emenda parlamentar do deputado federal Geraldo Resende (PSDB). Houve também a perfuração de dois poços, com investimento de aproximadamente R$490 mil.

Além disso, o governo federal disponibilizou outros R$2 milhões para perfuração de outros poços. Pelo menos 18 foram perfurados no intervalo entre abril e junho de 2025, conforme balanço do Ministério dos Povos Indígenas.

Caixas d’água com capacidade para comportar 30 mil litros também foram instaladas em alguns pontos das aldeias. Em junho do ano passado, porém, uma delas desabou na aldeia Jaguapiru. Além dessa, 19 haviam sido instaladas na região.

 

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