Cidades

campo grande

Caminhão leva música e teatro aos bairros

Caminhão leva música e teatro aos bairros

DA REDAÇÃO

17/07/2011 - 05h00
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O Caminhão da Cultura, projeto da Prefeitura de Campo Grande, realizado por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), está no Jardim Batistão neste final de semana, levando apresentações de arte com entrada franca para toda a comunidade da região. O Caminhão que vira palco de atrações artísticas está estacionado na Rua Souto Maior, 158, esquina com a Travessa Egito. O evento acontece até domingo (17), todas as noites a partir das 18h.

Além das atrações locais, no domingo a população pode contar com artistas contratados pela Fundac para animar ainda mais a noite.

No domingo (17), a atração é especial para as crianças. O Grupo Identidade Teatral apresenta o espetáculo “O Rei que não sabia rir”. A peça conta a história de um rei rabugento, que não consegue ver motivos para sorrir. Sua rabugice desencadeia uma insatisfação em seus súditos, de tal modo que migram para o reino vizinho. Para evitar que as coisas piorem, seu fiel guarda real traz o bobo da corte para alegrá-lo.

Ao perceber a presença do bobo da corte, o rei propõe ao mesmo uma troca temporária de função para poder, assim, aventurar-se pelo mundo afora e procurar o seu bom humor. A partir daí, uma série de confusões começa a se instalar dentro do castelo, proporcionando uma divertida comédia infanto-juvenil.

SEGURANÇA PÚBLICA

Feminicídios voltam a crescer em Mato Grosso do Sul

Com 10 casos confirmados e 1 sob investigação, MS ultrapassou números de 2025; arma de fogo, panela e marreta foram alguns dos instrumentos usados nos crimes

14/04/2026 08h25

Nove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni Benites

Nove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni Benites Montagem

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Dez mulheres foram assassinadas apenas de janeiro até este domingo em Mato Grosso do Sul, crimes esses enquadrados como feminicídio. Mães, filhas, tia e esposas, mais que um número, essas histórias refletem uma triste realidade da segurança pública do Estado, que é o segundo do País que mais mata mulheres em função do gênero.

O acumulado até agora já é maior que o do mesmo período do ano passado, contando os 30 dias de abril, e se assemelha a outros anos recorde.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), de janeiro até o fim de abril do ano passado, o Estado registrou oito feminicídios.

Nove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni BenitesNove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni Benites - Montagem

A última história interrompida foi a de Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, morta a tiros pelo ex-marido na frente da filha do casal, de 9 anos, no sábado. O crime ocorreu em Eldorado e a mulher estava separada do autor havia oito meses.

Segundo o delegado que investiga o caso, Robilson Junior Albertoni Fernandes, a criança viu não só os dois tiros contra a mãe, mas o pai se matar na sua frente.

“Nós apuramos que neste período em que o casal estava separado foram registradas algumas ocorrências de violência doméstica, sendo inclusive requisitadas algumas medidas em favor da vítima”, declarou o delegado.

Além de Vera Lúcia, também foram mortas: Rosana Candia, de 62 anos; Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos; Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos; Nilza de Almeida Lima, de 50 anos; Ereni Benites, de 44 anos; Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos; Leise Aparecida Cruz, de 40 anos; Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos; e Josefa dos Santos, de 44 anos.

As armas utilizadas nesses casos foram as mais variadas: panela, makita, marreta, arma de fogo, faca, fogo e a própria mão do assassino.

A maioria foi morta pelo marido, namorado ou ex- companheiro, porém, em um dos casos, a vítima foi morta pelo sobrinho.

Fátima Aparecida da Silva foi encontrada morta no dia 24 de março deste ano em sua casa, em Selvíria. À polícia, Maurício da Silva, de 21 anos, confessou que matou a própria tia durante uma briga. Para cometer o crime, o autor usou o que estava a seu alcance, uma panela e até uma makita.

Nove das 10 vítimas de feminicídio neste ano em Mato Grosso do Sul; não foi possível encontrar imagem da indígena Ereni Benites

CAMPO GRANDE

Dos 10 casos registrados até domingo, apenas um foi confirmado em Campo Grande. A subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues foi morta dentro de casa no dia 6 deste mês, no Bairro Estrela D’Alva.

A policial estava fardada e o principal suspeito era o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos, que, após depoimento, confessou o crime.

EM INVESTIGAÇÃO

Apesar da morte da policial ser o único caso confirmado, a polícia investiga a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, que ocorreu ontem pela manhã.

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INVESTIGAÇÃO

Bernal matou por vingança, acusa o Ministério Público

Promotores pediram condenação por homicídio com algumas qualificadoras, entre elas, porte ilegal de arma

14/04/2026 08h00

Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou denúncia contra Alcides Bernal e pede condenação por homicídio qualificado pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, após concluir que o ex-prefeito de Campo Grande agiu por vingança por não aceitar a perda do luxuoso imóvel para a vítima.

Assinado pelos promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Iunes Bobadilla Garcia, o órgão ingressou com denúncia, na sexta-feira, contra o ex-prefeito, que segue preso preventivamente há cerca de 20 dias na Sala de Estado-Maior da Polícia Militar.

No documento, o Ministério Público reforça que Bernal e a vítima não tinham relação antes do imbróglio acerca da aquisição do imóvel, que foi local e pivô do assassinato, já que foi adquirido pelo auditor fiscal em leilão promovido pela Caixa Econômica Federal para venda do bem, o que não teria sido aceito pelo ex-prefeito.

Por isso, o órgão concluiu que o crime foi cometido por motivo torpe, que na linguagem do mundo jurídico significa que o autor agiu por uma motivação moralmente repugnante e desprezível. Neste caso, detalha que o sentimento de vingança tomou Bernal, que ainda acreditava ter direito sobre o imóvel leiloado e adquirido por Mazzini.

“Restou comprovado que o denunciado [Bernal] cometeu o delito mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que, ao chegar ao local, já em posse de arma de fogo e agindo com a intenção de surpreendê-la, adentrou o recinto com rapidez e efetuou os disparos em seu desfavor. Assim, o ofendido [Mazzini] foi atingido e impedido de esboçar qualquer reação eficaz de defesa”, analisam os promotores.

Ainda segundo o documento, o caso se agrava por ter sido cometido contra uma pessoa idosa e perante porte ilegal de arma, já que o revólver calibre 38 utilizado no crime estava com registro vencido desde 2019. Além disso, Bernal confessou ter portado a arma de fogo momentos antes do homicídio.

Diante disso, o Ministério Público pede que seja dada sequência na possível condenação do ex-prefeito por homicídio qualificado, além de pedir que seja definida uma indenização para reparação de danos à família da vítima de pelo menos 10 salários mínimos, o que corresponde a R$ 16.210, segundo decreto do governo federal.

O Correio do Estado entrou em contato com a defesa de Bernal para um posicionamento diante da denúncia do órgão. O advogado Wilton Acosta respondeu que “a pedido do cliente, somente irá se manifestar nos autos sobre esse assunto”.

Se condenado, com todas essas qualificadoras, o ex-prefeito pode chegar a uma pena de 49 anos de reclusão.

Fiscal tributário foi morto com dois tiros quando tentava tomar posse de mansão adquirida em leilão da Caixa Econômica Federal - Gerson Oliveira/Correio do Estado

CRONOLOGIA

O crime ocorreu no dia 24 de março. Imagens de câmera de segurança da casa mostram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto Roberto o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passa a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, o fiscal apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel e não há informação do que eles estariam fazendo durante este período.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que o ex-prefeito chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial.

Após isso, é possível ver o chaveiro escapando e saindo da casa, às 13h45min10s.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime.

Após o vídeo, a investigação policial focou em saber em que momento o ex-prefeito teria dado o segundo tiro na vítima, já que a testemunha principal, o chaveiro, alegava que isso teria ocorrido após a sua saída.

*Saiba

Até o momento, a defesa do ex-prefeito não ingressou com habeas corpus para fazer com que Bernal responda pela acusação em liberdade.

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