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Corumbá

Câmeras e armas vão qualificar Guarda

Câmeras e armas vão qualificar Guarda

Diarionline

26/07/2011 - 12h00
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O uso de armamentos pela Guarda Municipal (GM) de Corumbá voltou ao centro das discussões após a iniciativa de dois guardas de trânsito ter ajudado a Polícia Militar a prender dois homens que haviam roubado uma joalheria da cidade no final da semana passada.

A utilização de pistolas de imobilização, conhecidas como não letais, seria o primeiro passo nesse sentido. O Comando da Guarda já tem projeto para o emprego desse tipo de tecnologia, informou o tenente-coronel PM e comandante da Guarda Municipal, Ubiratan de Oliveira Bueno. Ele antecipou que o uso de armas de fogo depende do cumprimento de um requisito básico, como a criação de uma Corregedoria dentro da própria GM.

De acordo com o comandante, a legislação brasileira permite que cidades com mais de 50 mil habitantes podem ser armadas - Corumbá tem mais de 103 mil moradores. Contudo, o município precisa ter um órgão de correição para controle e apuração de possíveis irregularidades.

"Um dos requisitos, junto a Polícia Federal, para se cadastrar e ter o uso do armamento é possuir uma Corregedoria para apurar qualquer ilícito ou irregularidade que possa ser cometido pelo guarda. É um modo de controle para que não haja excessos. Há necessidade dessa corregedoria da Guarda Municipal. Estamos trabalhando para que, através de decreto, seja criada essa corregedoria. É um requisito para poder inserir, mais adiante, a compra de armamento", explicou o tenente-coronel.

Num primeiro momento a Guarda trabalha com projeto de uso de armas não letais, no estilo das pistolas Taser (pronuncia-se teiser). "Seguindo uma orientação do Ministério da Justiça, temos aqui, o projeto para a compra de armas não letais. Recebemos um orçamento e esperamos viabilizar esses materiais para que a Guarda Municipal possa utilizar esses equipamentos no dia a dia", adiantou o comandante da corporação.

A proposta inicial é adquirir, nesta primeira etapa, 40 armas tipo pistolas Taser. "Trabalhamos passo a passo. Vamos equipar com essas armas não letais primeiro uma equipe; depois outra e assim até atingirmos toda a Guarda. Inicialmente, trabalhamos com a proposta de 40 guardas municipais habilitados. A Guarda Municipal vem atendendo muitas ocorrências nas ruas.

A rua é um bem, um patrimônio e a população quer ver o atendimento e ter segurança. A Guarda está aqui para apoiar os órgãos de segurança pública estadual. Não estamos aqui para ocupar o espaço de ninguém. Queremos colaborar e quem ganha é a população", complementou o tenente-coronel Ubiratan.

Com os armamentos adquiridos, será treinada e capacitada uma equipe para uso cotidiano de armas não letais pela corporação. "Com a aquisição dos equipamentos vem vinculada a capacitação para que os guardas possam atuar. Vem inserida no contrato de aquisição, que estamos viabilizando junto a uma empresa brasileira, uma similar da Taser", ressaltou.

Imóvel por cinco segundos

A pistola Taser é um dispositivo eletrônico de contenção que deixa a pessoa imóvel durante cinco segundos, tempo necessário para a abordagem policial - algemar a pessoa, por exemplo. Outros ciclos de imobilização através da condução de energia podem ser promovidos até a rendição completa.

O equipamento funciona através de um sistema de propulsão, que lança dois dardos a uma distância de até 10 metros. Os dardos aderem ao corpo e liberam uma descarga elétrica de baixa amperagem (equivalente a uma pequena lâmpada de árvore de natal). O dispositivo é totalmente auto-gerenciado e capaz de identificar os disparos realizados de acordo com a data; hora e duração. No momento do disparo são expelidos micro-confetes com o número do cartucho, o que permite a identificação do agente responsável pelo tiro.

Monitoramento eletrônico pode chegar a escolas e postos de saúde

Mesmo sem o uso de armas não letais ou de fogo, a Guarda Municipal vai ampliando a área de atuação para garantir a proteção do patrimônio do Município, que na visão do comandante da corporação tem um conceito bem mais amplo. "A Guarda Municipal é para proteger bens e serviços. A população é um bem, um patrimônio da cidade. As ruas e praças são bens", afirmou. Com base nesse entendimento, a GM já trabalha com vídeo-monitoramento e prepara a atuação de guardas para ações de patrulhamento com cães adestrados.

"Já temos vídeo-monitoramento montado ali na praça Generoso Ponce e que atende a avenida General Rondon e o Porto Geral. É um primeiro passo e a Prefeitura viabiliza a compra de materiais para que possamos atender todas as praças e algumas ruas. Já tivemos ocorrência atendida graças ao nosso monitoramento", disse o tenente-coronel Ubiratan. A proposta é estender o monitoramento eletrônico 24 horas para os postos de saúde e escolas da Rede Municipal de Ensino.

Para o patrulhamento com cães adestrados, está em fase de criação um canil. "Com isso vamos atender as ocorrências, praças, eventos e utilizando cães para apoiar ações das polícias Federal; Civil e Militar em ocorrências envolvendo tráfico de drogas. Já temos pessoal capacitado que fez curso na Polícia do Exército e com a Força Nacional. Estamos com uma equipe especializada para trabalhar com cães", finalizou o comandante. 

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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