Política

DRU

Câmara aprova texto-base da prorrogação

Câmara aprova texto-base da prorrogação

agência câmara

09/11/2011 - 08h36
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Depois de oito horas de debates, o Plenário aprovou na madrugada desta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição 61/11, do Executivo, que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2015. O texto-base foi aprovado por 369 votos a 44.

Para finalizar o primeiro turno, os deputados devem concluir hoje a votação dos destaques apresentados ao texto, que começarão a ser analisados às 9h em sessão extraordinária. Depois de ser votada em segundo turno na Câmara, a proposta ainda terá de ser analisada pelo Senado.

A DRU permite ao governo utilizar livremente 20% dos recursos vinculados pela Constituição a setores específicos. A vigência atual acaba em dezembro de 2011.

A votação da matéria começou no final da tarde de terça-feira e se estendeu devido à obstrução dos partidos de oposição, que apresentaram diversos requerimentos para tentar adiar o exame da PEC. A aprovação do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) na comissão especial, em 21 de outubro, também foi até a madrugada.

Durante a tarde, as tentativas de negociação não prosperaram. O governo recusou a proposta da oposição de prorrogar o mecanismo por dois anos em vez de quatro.

O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), lamentou a falta de acordo e acusou o governo de radicalizar o debate por não aceitar a prorrogação da DRU por dois anos. “Discordamos da DRU, mas o governo impediu que o entendimento fosse feito”, disse.

Destaques
Nesta madrugada, o Plenário rejeitou dois destaques da oposição. O primeiro deles, do DEM, pretendia retirar da PEC todo o artigo sobre a prorrogação e foi rejeitado por 347 votos a 43. Outro destaque rejeitado, também do DEM, propunha diminuir gradativamente a incidência da DRU até 2015. Ele foi derrubado por 333 votos a 46.

Extinção em 2016

Antes de votar o texto-base da PEC, o Plenário rejeitou, por 352 votos a 12, emenda modificativa do deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) que propunha a diminuição gradativa do percentual da DRU até 2016, quando ela seria extinta. Lessa foi relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

prazo final

Negociação avança e Tereza Cristina volta ao páreo para ser vice de Flávio

Na semana passada o presidente do PL afirmou que ela havia rejeitado o convite, mas agora teria admitido a possibilidade de entrar na disputa

29/07/2026 10h41

Mal avaliado no público feminino, Flávio Bolsonaro já deixou claro que quer uma mulher na vaga de vice na disputa à presidência

Mal avaliado no público feminino, Flávio Bolsonaro já deixou claro que quer uma mulher na vaga de vice na disputa à presidência

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Depois de uma recusa inicial, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) admitiu a aliados nesta terça-feira (28) que poderá aceitar os convites do comando do PL para ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL)

Uma semana antes, no dia 21 de julho, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto afirmou em entrevista à CNN Brasil que a senadora estaria dando prioridade à campanha pela presidência do Senado a partir do próximo ano e por isso teria recusado o convite.

Mas, após reuniões em São Paulo e Brasília nos últimos dias, ela teria admitido a possibilidade de compôr a chapa com Flávio. E com esta negociação estaria sendo sacramentado o apoio forma do PP e do União Brasil a apoiarem formalmente a candidatura do filho zero um à presidência.

Novas conversas entre líderes do PP, União Brasil e o grupo de Flávio Bolsonaro devem ocorrer para definir o apoio e a oficialização da chapa. Mas, mesmo que a senadora aceite o convite, a palavra final, segundo Valdemar Costa Neto, ainda será dada por Jair e Flávio Bolsonaro.

Na convenção do último sábado (25), o assunto sobre a definição do vice foi ignorado, mas este nome precisa ser definido até a próxima quarta-feira, 5 de agosto.

Flávio Bolsonaro já sinalizou a intenção de escolher uma mulher para o posto de vice, de olho no eleitorado feminino. Valdemar defende o nome de Tereza Cristina desde 2022, com o argumento de que agregaria votos. Outros nomes ventilados são da administradora Daniella Marques e da deputada Simone Marquetto (PP-SP).

Caso a senadora de MS realmente mantenha a disposição de disputar a presidência do Senado, ela terá de derrotar Davi Alcolumbre, que foi eleito com o voto de 73 dos 81 senadores.

Porém, na eleição de outubro serão renovados dois terços (54) das vagas e é com estas prováveis mudanças que a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro está contando para vencer a disputa. 

 

APOIO

Prefeito de Sidrolândia reconhece atuação de Gerson Claro na Assembleia Legislativa

Rodrigo Basso afirma que deputado estadual ajudou a viabilizar obras para o município, apesar de terem sido adversários políticos

29/07/2026 10h00

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), e o prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL)

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), e o prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL) Divulgação

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O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), voltou a destacar publicamente a atuação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), deputado estadual Gerson Claro (PP), pré-candidato à reeleição, e afirmou que o trabalho institucional deve prevalecer sobre as diferenças políticas quando o objetivo é garantir investimentos para o município.

Durante reunião política realizada em Sidrolândia, Basso lembrou que foi adversário de Gerson Claro nas eleições municipais de 2024, mas afirmou que isso não impede o reconhecimento da contribuição do parlamentar para o desenvolvimento da cidade.

"Embora o deputado Gerson Claro tenha sido meu adversário na eleição de 2024, isso não tira o mérito do trabalho que ele vem prestando por Sidrolândia. É preciso reconhecer quem ajuda o município independentemente das disputas eleitorais", declarou.

Na mesma reunião, o prefeito reforçou a importância de o município ampliar sua representação política nas eleições deste ano. Ao declarar apoio ao pré-candidato Natal, Basso defendeu que Sidrolândia tenha mais representantes nos parlamentos estadual e federal.

"Pode contar comigo, vou estar te apoiando. Acho importante a gente ter candidatos daqui", afirmou. Em seu discurso, o prefeito voltou a citar Gerson Claro como exemplo da relevância de contar com parlamentares ligados ao município.

"O Gerson foi meu adversário na eleição, mas é importante a gente ter um deputado daqui do município. Isso ajuda, sim, a viabilizar obras", disse, citando como exemplo a pavimentação da Rodovia Municipal Adão Claro, que atende os assentamentos Capão Bonito e São Pedro. 

Segundo ele, a obra só foi possível graças à articulação política exercida pelo presidente da Assembleia. "Falo do Capão Bonito. A obra foi viabilizada pela força dele lá na Assembleia, no cargo que ocupa hoje", afirmou.

A pavimentação de 25,1 quilômetros da Rodovia Municipal Adão Claro foi entregue pelo Governo do Estado com investimento aproximado de R$ 48,7 milhões. A intervenção melhora a ligação entre as rodovias MS-162 e MS-455, além de facilitar o acesso à região de Campo Grande e beneficiar diretamente produtores rurais e moradores dos assentamentos.

O prefeito também ressaltou que Gerson Claro mantém uma relação institucional com a administração municipal, independentemente das disputas eleitorais.

"Ele sempre manteve uma relação institucional muito forte com Sidrolândia. O gabinete dele está permanentemente de portas abertas para atender as demandas do município. É um deputado muito participativo na política local e que sempre demonstrou compromisso com a cidade", afirmou.

Ao defender o fortalecimento das candidaturas locais, Rodrigo Basso citou ainda o nome de Amarelo como outra liderança que pode contribuir com o município caso viabilize sua candidatura.

Segundo o prefeito, Sidrolândia possui entre 30 mil e 35 mil eleitores, número que, na avaliação dele, poderia garantir maior representatividade política caso parte significativa dos votos fosse concentrada em candidatos da própria região.

"Se pelo menos metade desses votos fosse dividida entre Natal e Amarelo, poderíamos ter dois representantes daqui da região. Sabemos que não é fácil alcançar esses números, mas precisamos buscar quem está perto da gente, quem confia na gente, para construir uma política mais limpa e trabalhar pelo melhor para o nosso país", concluiu.

Para Gerson, o ambiente de cooperação é o caminho mais responsável para quem exerce um mandato público. “A eleição faz parte da democracia, mas a responsabilidade com a população permanece todos os dias. Quando deixamos as diferenças em segundo plano e colocamos o município em primeiro lugar, conseguimos unir esforços, acelerar projetos e criar oportunidades para quem vive nele”, destacou.

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