Sábado, 18 de Novembro de 2017

Cai preço do feijão e Governo reduz pauta fiscal

31 JUL 2010Por 16h:38
Carlos Henrique Braga

O preço do feijão caiu após início da colheita da segunda safra em Mato Grosso do Sul. Na esteira do declínio, o Governo do Estado reduziu a pauta fiscal do quilo do produto tipo carioquinha de R$ 1,80 para R$ 1,30. O feijão preto passou de R$ 1,29 para R$ 1,22. Os valores, que baseiam a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), foram publicados ontem no Diário Oficial como portaria da Secretaria de Fazenda.
A saca de 60 quilos do tipo carioquinha, o mais consumido, teve redução de preço de R$ 108 para R$ 78. A do preto teve queda de R$ 77,40 para R$ 73,20.
Para chegar ao valor da pauta, o governo estadual pesquisa produtores e varejistas. Em cerealista de Campo Grande, o quilo do carioquinha é vendido a R$ 2,15. Segundo o funcionáro, Jazon Souza, os preços estão em queda desde que a safra começou a ser colhida no Estado. Os valores acompanham cotações da Bolsinha, de São Paulo.
O consumidor ainda não viu preços mais em conta do cereal. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), medido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade Anhanguera-Uniderp, apontou crescimento de 3,84% no valor do feijão em junho. O grupo alimentação é o que mais pesa na inflação da Capital.
De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), MS vai produzir 28,4 mil toneladas de feijão nesta safra, a segunda do ano, em 17,2 mil hectares. As principais produtoras são Ponta Porã, Caarapó, Dourados, Sidrolândia e Maracaju.
Segundo o gerente de grãos do escritório local da Conab, Fernando Zeferino, a queda nos preços neste período é normal. Para minimizar as perdas do produtor, o primeiro a ver seus lucros reduzidos em épocas de preços vindo abaixo, a companhia vai comprar feijão em Maracaju e Sidrolândia nas próximas semanas. “A compra vai dar uma enxugada na oferta e dar retorno financeiro ao produtor”, explica o gerente.

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