Política

'não faz nada'

Cai aprovação de Bernal nos primeiros meses na prefeitura

Cai aprovação de Bernal nos primeiros meses na prefeitura

adilson trindade e juliene katayama

10/03/2013 - 00h01
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A aprovação da administração do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), despencou nos primeiros dois meses da posse, de acordo com a pesquisa do Ipems (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul Ltda). Bernal começou a governar com 54,50% de apoio da população da Capital, mas terminou fevereiro com 37,18% de avaliação positiva. O prefeito perdeu 17,32 pontos percentuais do respaldo popular. Ou seja, a maioria desaprova.

À medida que caiu a aprovação, aumentou de 35,67% para 43,43% a avaliação regular da administração de Bernal. Outro dado assustador para os dois primeiros meses do governo de Bernal é a avaliação ruim e péssima do seu trabalho inicial. Em janeiro, o prefeito tinha a reprovação de 9,83% e terminou fevereiro com 19,39%, mais que dobrou o índice negativo.  

A maior decepção com o governo de Bernal foi verificada na região do Imbirussu em Campo Grande com 26,48% de avaliação ruim e péssima. Os eleitores dessa região votaram em massa em Bernal para derrotar o candidato do PMDB, deputado federal Edson Giroto, no segundo turno das eleições. Assim como na região do Segredo e do Bandeira, onde o progressista teve apoio no pleito, mas a rejeição ao governo do prefeito neste momento está nas alturas. Segundo a pesquisa do Ipems, 21,54% e 20,83%, respectivamente, consideram ruim e péssima a administração.

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Dança das Cadeiras

Planos dos partidos não cabem nas vagas da Assembleia Legislativa

Projeções feitas pelas lideranças partidárias indicam o PL e a federação PP-União Brasil com as maiores bancadas da Casa

09/06/2026 08h00

A Assembleia Legislativa de MS conta com apenas 24 cadeiras

A Assembleia Legislativa de MS conta com apenas 24 cadeiras Arquivo

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As projeções traçadas pelas principais lideranças políticas do Estado para as eleições deste ano revelam um cenário de forte disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Porém, conforme as contas das coordenações dos próprios partidos e das federações, o número de cadeiras almejadas já ultrapassa em 37,5% o disponibilizado pela Casa de Leis, ou seja, das atuais 24 vagas, seriam necessárias 33 vagas, nove a mais do que a quantidade existente.

A maior bancada projetada é a do PL, com o objetivo de eleger até oito deputados estaduais, de acordo com o presidente estadual da sigla, o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Na sequência aparece a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que estima eleger seis parlamentares, enquanto a federação entre PT, PV e PCdoB, conforme o presidente estadual, deputado federal Vander Loubet (PT), almeja eleger cinco parlamentares.

“Nós trabalhamos com quatro certezas, podendo fazer o quinto, até porque faltaram 15 mil votos para a gente fazer o quarto em 2022. Na legislatura passada, nós não tínhamos governo federal e não tínhamos estrutura nenhuma. Por isso, nossa expectativa é fazer cinco [deputados] estaduais agora”, afirmou.

Também com meta de fazer cinco deputados estaduais está a Federação PSDB-Cidadania, de acordo com o presidente, deputado estadual Pedro Caravina (PSDB).

Já o Republicanos, conforme o presidente estadual, deputado federal Beto Pereira, projeta conquistar quatro vagas.

O MDB, por sua vez, trabalha com a expectativa de eleger três deputados estaduais, segundo o presidente estadual, o ex-senador Waldemir Moka. 

Por sua vez, o Avante calcula que poderá garantir duas cadeiras, de acordo com o presidente, o deputado estadual Lidio Lopes.

As projeções evidenciam o otimismo das siglas e a disputa acirrada por espaço no Legislativo estadual. 

Além das estimativas de crescimento das respectivas bancadas, os dirigentes partidários avaliam que a próxima composição da Alems será influenciada diretamente pela polarização da disputa nacional e pelo desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. 

A expectativa é de que alianças regionais, candidaturas com forte presença municipal e o desempenho das federações partidárias tenham papel decisivo na definição das vagas, tornando a corrida eleitoral ainda mais competitiva.

ELEIÇÕES 2026

De Lula a Caiado, Mato Grosso do Sul vira rota das agendas dos presidenciáveis

Nos últimos meses, o Estado recebeu agendas de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Lula, que virá novamente

08/06/2026 08h00

Montagem

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Mato Grosso do Sul tem ganhado destaque no cenário político nacional ao receber, nos últimos meses, uma série de visitas de nomes que despontam como potenciais candidatos à Presidência da República no pleito deste ano.

Essa presença frequente de nomes ligados à corrida presidencial evidencia o peso político e econômico estadual no cenário nacional, sendo que as agendas reforçam a importância estratégica de Mato Grosso do Sul para lideranças de diferentes espectros ideológicos e consolidam o Estado como um dos principais palanques políticos do Centro-Oeste.

Com forte influência do agronegócio, posição estratégica na fronteira e eleitorado considerado relevante para a formação de alianças, Mato Grosso do Sul tem atraído a atenção de lideranças.

O primeiro grande compromisso de presidenciáveis ocorreu em março deste ano, quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve em Campo Grande para a abertura da 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção (Cop15) sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).

Além disso, ele manifestou apoio à pré-candidatura do ex-deputado federal Fábio Trad a governador, dizendo que o nome do advogado era o mais adequado para representar o projeto popular e democrático do PT.

O presidente também elogiou a escolha da ex-primeira-dama do Estado, Dona Gilda, esposa do deputado estadual Zeca do PT, como candidata a vice na chapa.

A presença do petista marcou o início de uma sequência de visitas de figuras nacionais ao Estado. Lula, inclusive, tem retorno previsto para Mato Grosso do Sul ainda neste mês de junho, provavelmente no dia 25, quando vai ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, considerado um símbolo do sucesso da reforma agrária.

Essa será a terceira visita de Lula ao assentamento. A primeira ocorreu em março de 2003, no início de seu primeiro mandato, quando participou de ações ligadas ao programa Fome Zero e recebeu a doação de 15 toneladas de alimentos.

Nos últimos anos, Lula também esteve em Mato Grosso do Sul em outras ocasiões, como em julho de 2024, quando visitou Corumbá, e em dezembro de 2024, quando participou da inauguração simbólica da fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo.

OS OUTROS

Em abril deste ano, foi a vez do senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como um dos principais nomes da direita para a disputa presidencial, desembarcar em Mato Grosso do Sul.

Ele participou da abertura da Expogrande, quando criticou a alta carga tributária e a insegurança jurídica enfrentadas pelo agronegócio.

Durante o evento, confirmou o ex-governador Reinaldo Azambuja como candidato ao Senado e afirmou que a senadora Tereza Cristina é sua principal preferência para compor uma chapa presidencial como vice.

Já em maio, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), cumpriu uma extensa agenda no Estado focada em temas ligados ao agronegócio e à segurança pública, participando de encontros com empresários e lideranças evangélicas em Campo Grande, além de marcar presença na Expoagro, em Dourados.

Em Campo Grande, ele foi recebido pelo senador Nelsinho Trad (PSD), participando de encontros com pastores e empresários, enquanto em Dourados defendeu medidas de combate ao crime organizado, incluindo a classificação de facções como organizações terroristas e uso de satélite para monitorar as fronteiras.

No mesmo período, o médico e escritor Augusto Cury (Avante), que também se apresenta como pré-candidato à Presidência, esteve em Campo Grande para participar de um evento beneficente no Hospital São Julião.

Além da palestra, ele integrou um ato político que oficializou o deputado estadual Lidio Lopes como nova liderança do partido no Estado.

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