Sexta, 24 de Novembro de 2017

Cães também ficam gripados

10 JUL 2010Por 20h:42
CRISTINA MEDEIROS

Pode se preparar: depois de vários dias de tempo seco e muita poeira, estão anunciando, para a próxima semana, um pouco de chuva e baixas temperaturas. Pois é, o inverno, segundo a previsão meteorológica, acontecerá de fato. E, assim como os humanos, os animais de estimação também sofrem com a chegada do frio que, como o tempo seco, contribui para o aparecimento de doenças que atingem principalmente a garganta e o aparelho respiratório. A principal delas é a gripe canina.

Nos cães, os sinais clínicos lembram o resfriado humano, com crise de tosse seca, espirro, falta de apetite e febre. É a chamada “tosse dos canis” ou gripe canina, cientificamente conhecida como traqueobronquite infecciosa canina, doença infecciosa respiratória que ataca cães de todas as raças e idades, principalmente filhotes e idosos, que têm o sistema imunológico mais debilitado. “Eventualmente, o cachorro pode até vomitar, apresentar fezes moles e, ainda, sinais como se estivesse engasgado”, explica a médica veterinária e gerente de Produtos da Intervet/Schering-Plough, Andrea Bonates.
Altamente contagiosa, a gripe canina pode ser transmitida por contato direto com cães infectados, secreções respiratórias e por contato com objetos contaminados. “Esta gripe é de fácil transmissão, um simples comedouro contaminado basta para disseminá-la”, explica Andrea.

Segundo ela, quando uma pessoa tem mais de um cão e um deles contrai a gripe, todos os outros acabam ficando doentes, como se fosse uma gripe humana. Portanto, os donos dos animais devem isolá-los de outros cães, não compartilhar brinquedos e nem alimentos. “Além disso, devem ser tomadas medidas para limpar e desinfetar vestuário, equipamentos domésticos e as mãos”, explica a médica veterinária.

Nos filhotes e nos animais mais debilitados o quadro pode evoluir para uma pneumonia e levar o animal ao óbito. “São poucos os cães que morrem de gripe canina. Cerca de 80% deles se recuperam bem. Mas de qualquer maneira é imprescindível que o proprietário leve o animal ao veterinário para que o diagnóstico e tratamento sejam feitos corretamente.
Cães compartilhando o mesmo espaço é uma situação muito comum nesta época de férias, quando os proprietários viajam e precisam deixá-los em espaços coletivos ou aos cuidados de alguém que, eventualmente, tenha um cachorro. “A dica para essa época do ano é evitar lugares em que há concentração de animais, pois a probabilidade de transmissão da doença é maior, como canis, pet shops, parques e outros”, orienta Andrea.

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