Domingo, 19 de Novembro de 2017

Busca pela penhora de joias aumenta 11,5% no Estado

23 ABR 2010Por 07h:21
VERA HALFEN

No primeiro trimestre de 2010, a linha de penhor da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul emprestou R$ 32,23 milhões, registrando aumento de 11,52% sobre igual período do ano passado, que foi de R$ 28,90 milhões. Foram assinados 54.530 contratos. A maioria dos objetos penhorados, de acordo com a superintendência da agência da Caixa em Campo Grande, são joias de metal nobre.
No próximo dia 11 de maio, a instituição realiza novo leilão em Campo Grande. Até às 16 horas do mesmo dia, as pessoas que estiverem com os contratos vencidos têm a oportunidade de revalidá-los ou quitar o débito e retirar o objeto penhorado. Também no mesmo horário, as pessoas interessadas em arrematar os objetos, poderão dar o lance.

Empréstimo
Para se obter um empréstimo de penhor, basta a apresentação de documento de identidade, CPF e comprovante de residência, além dos bens que servirão de base para a operação. Os prazos de contratação variam de um a 180 dias. O limite mínimo é de R$ 50 e o máximo de R$ 50 mil por cliente. O empréstimo corresponde a 85% do valor de avaliação do bem. A taxa de juros do penhor é de 2,03% ao mês. Já no micropenhor, o empréstimo é limitado a R$ 1,5 mil, com taxa de juros de 1,7% a.m. e prazo máximo para pagamento de até 180 dias, em múltiplos de 30 dias.
Em todo o País, a Caixa emprestou R$ 1,42 bilhão, representando 8,8% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, quando o trimestre fechou com R$ 1,31 emprestados. O número de contratos efetivados superou a marca de dois bilhões.
O maior crescimento ficou com o micropenhor, destinado às pessoas com menor renda, com aumento de 32,6%, passando de R$ 250,3 milhões no primeiro trimestre de 2009, para 331,3 milhões neste ano. A quantidade de contratos foi superior a 15%, pulando de 738 para 855 mil.
Para este ano, a Caixa tem disponíveis recursos da ordem de R$ 7,8 bilhões para aplicação em penhor em todo o País. O montante pode representar crescimento no saldo de até 38,8% em relação ao ano anterior. A expectativa da instituição é de firmar cerca de 9,5 milhões de contratos.
O superintendente nacional de clientes pessoa física renda básica da instituição, Humberto Magalhães, avalia que “o penhor e o micropenhor são modalidades de financiamento muito atrativas por suas características de facilidade de acesso, rapidez e juros baixos”.

Perfil
A Caixa constatou, por meio de entrevistas em todas as regiões do País, que o penhor de joias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados). Quanto à ocupação profissional, os clientes estão divididos em autônomo ou com negócio próprio (33%), funcionário dos setores público e privado (também 33%) e demais (34%), sendo que 78% do total de clientes já utilizaram esse tipo de empréstimo mais de uma vez.

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