Sábado, 25 de Novembro de 2017

Bruno fará exame de paternidade

10 AGO 2010Por 04h:57
SÃO PAULO

O advogado de Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, disse, na manhã de ontem, que o goleiro vai coletar material genético para a realização de exame de DNA. O exame vai comprovar se ele é pai de Bruno Samudio, filho que Eliza Samudio alegava ser do acusado. Bruno e outras três pessoas são acusadas do desaparecimento da modelo, em começo de junho deste ano.
“Filho dele (Bruno Fernandes) não vai ficar na mão de estuprador”, disse Quaresma, referindo-se ao pai de Eliza Samudio, Luiz Carlos Samudio, que responde em liberdade pelo crime de estupro no Paraná.
Se comprovada a paternidade, Quaresma assegurou que Bruno vai à justiça tentar conseguir a guarda da criança, que está sob a tutela da mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura. Ainda não há data marcada para a coleta do material. Quaresma disse que vai acionar os advogados dos pais de Eliza. Para Quaresma, Eliza está viva e abandonou o filho, de seis meses.

Fernanda Castro
Fernanda Castro, suposta amante do goleiro Bruno, deixou a Maternidade Octaviano Neves, em Belo Horizonte, por volta das 11h40min de ontem, após ter sido submetida a um procedimento de curetagem anteontem. Fernanda foi levada novamente ao complexo penitenciário feminino Estevão Pinto, onde está desde a última quinta-feira pelo suposto envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. Há suspeita de que ela estivesse grávida, no entanto, o exame que pode confirmar essa hipótese sai em 10 dias.
“Ninguém em momento algum falou em gravidez. Fizemos um atendimento a uma paciente que estava com hemorragia. Ela apresentava um quadro hemorrágico de moderado a grave”, afirmou a ginecologista Emilce Perecini. Segundo a médica, Fernanda comentou que estava com atraso menstrual de aproximadamente oito semanas.

Adolescente
A Vara da Infância e Juventude de Contagem (MG) decidiu aplicar medida socioeducativa por prazo indeterminado ao adolescente envolvido no desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado.
Em sua decisão, o juiz da Infância e Juventude de Contagem, Elias Charbil Abdou Obeid, entendeu que o adolescente teve participação nos crimes. Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, a cada seis meses o magistrado deverá reavaliar a manutenção do menor no estabelecimento educacional.
Apenas a representação feita pelo Ministério Público do ato infracional análogo ao de ocultação de cadáver não foi julgada procedente pelo juiz. Ele considerou que não havia provas de que o adolescente tenha participado desse ato.

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