Esportes

MUNDIAL

Brasileiros do Chelsea evitam falar do Timão

Brasileiros do Chelsea evitam falar do Timão

terra

06/12/2012 - 17h04
Continue lendo...

Os jogadores brasileiros que atuam no Chelsea não conseguem esconder o sorriso amarelo quando são perguntados sobre a situação do time às vésperas do Mundial de Clubes no Japão. Apesar da goleada convincente diante do modesto Nordsjaelland, da Dinamarca, nesta quarta-feira em Stamford Bridge, a equipe protagonizou um vexame inédito: pela primeira vez na história, o atual detentor do título da Liga dos Campeões da Europa caiu na fase de grupos da competição.

Os ingleses massacraram os rivais dinamarqueses por 6 a 1, mas terminaram em terceiro lugar no Grupo E, atrás de Shakhtar Donetsk e Juventus, segundo e primeiro colocados, respectivamente.

Os torcedores do Chelsea mais uma vez aproveitaram a oportunidade para protestar contra Rafa Benítez, treinador interino que assumiu no último dia 21 o posto deixado pelo ídolo da torcida, Roberto Di Matteo. Aos 8min, meia hora antes do brasileiro David Luiz fazer o primeiro dos sete gols da partida, os 40 mil torcedores presentes cantavam: ‘’Existe apenas um Di Matteo, somente um Di Matteo’’ e Benítez, que estava em pé instruindo o time, rapidamente recolheu-se ao banco de reservas para a alegria dos ingleses.

E mesmo após o zagueiro brasileiro David Luiz dar início à goleada, os gritos em alusão ao ex-técnico seguiram forte, deixando claro que a mudança de comando não foi aprovada pelas massas e que o espanhol está longe de convencer os torcedores.

"Esse carinho pelo Di Matteo é algo que ele construiu ao longo de muitos anos como jogador e técnico do clube. Apesar das críticas, o Benítez está chegando agora e vai mostrar o treinador de qualidade que é", disse David Luiz ao Terra.

Além de David Luiz, o meio-campista Ramires foi outro brasileiro que começou como titular diante do Nordsjaelland. O meia Oscar entrou na etapa complementar, a tempo de fazer um dos gols da equipe. A ausência do camisa 11 entre os titulares é uma das mudanças implementadas por Benítez. O ex-jogador do Internacional, que havia conquistado posição de destaque sob o comando de Di Matteo, afirmou que entende a nova realidade em Stamford Bridge.

"O Rafa Benítez conversou com o grupo todo e explicou que gosta de fazer esse revezamento. Uma vez não jogou o Mata, outra o Hazard, outra o Moses, e eu também fiquei de fora. Com ele será assim, então temos que entender", afirmou Oscar.

A queda precoce na principal competição europeia, a crise entre torcida e técnico e até o compromisso deste sábado contra o Sunderland pelo Campeonato Inglês eram os temas questionados pelos jornalistas após a parida de ontem. Mundial de Clubes? Apenas os brasileiros tocaram no assunto.

"Vamos chegar fortes. Agora com ainda mais gana de vencer o Mundial, depois de ficar de fora do melhor torneio europeu. Jogadores que vestem a camisa de um grande clube pensam sempre em ganhar. Nosso time vive de vitórias e títulos", disse David Luiz.

"Temos que dar valor ao Mundial. Quem não pensar assim, não tem capacidade para vestir a camisa de um grande clube como o Chelsea", completou.

O zagueiro da Seleção Brasileira, porém, evitou falar do Corinthians. A pergunta sobre a boa fase do time brasileiro, teoricamente o principal adversário do Chelsea no Japão, não agradou o defensor.

"Mundial não é só o Corinthians. O jogo contra o Corinthians é uma possibilidade, não sabemos se vai acontecer. Se acontecer, respeitamos o Corinthians que é um grande time, mas estamos preparados para vencer. Todo mundo sabe o que aconteceu com o Internacional uma vez, então ficar pensando na final é o primeiro passo para não conseguir o sucesso", argumentou o brasileiro.

O Chelsea estreia no Mundial de Clubes no dia 13 de dezembro, em Yokohama, contra o vencedor da partida entre Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul, e Monterrey, do México. 

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

Continue Lendo...

O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

Continue Lendo...

O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).