Correio B

MUNDO

Brasileiro é finalista em concurso mundial de design de joias

Brasileiro é finalista em concurso mundial de design de joias

SCHEILA CANTO

20/11/2010 - 09h09
Continue lendo...

O curitibano Felipe Guerra ficou entre os vinte finalistas do AuDITIONS Brasil 2010, o maior concurso de design de joias em ouro do mundo, realizado bianualmente na China, Índia, Emirados Árabes, África do Sul e Brasil, que este ano teve 1.476 inscritos.
Além de estreante o brasileiro foi responsável pelo projeto Big Bang, um dos mais inovadores e ambiciosos do concurso.
Arquiteto e urbanista por formação, Felipe Guerra atua no desenvolvimento de projetos de concepção arquitetônica e desenho urbano em grandes cidades brasileiras. Baseado nesta rica experiência, ele usou a assinatura “Arquitetura de Joias”, conceito inédito que alinha as tendências mundiais de segmentos como a arquitetura, moda e tecnologia. “Nada se cria do zero, o que faço é misturar todas as referências que possuo em busca de algo novo. A joalheria, o urbanismo e a arquitetura têm muito em comum. Todos são frutos da combinação de três fatores, forma, beleza e funcionalidade, que bem equilibrados, são a chave para o sucesso de um projeto. O que muda é a escala do objeto”, explica o designer.
Unindo sofisticação e tecnologia, o projeto Big Bang é composto por um colar produzido com mais de 500 gramas de ouro, que deram origem a 200 canudos; e que emite luzes por intermédio de uma técnica pioneira, que utiliza a tecnologia LED no processo de criação. Com o objetivo de retratar a “Sincronicidade e os valores humanos através dos tempos”, tema do AuDITIONS Brasil 2010, Felipe Guerra trabalhou em sua proposta a diversidade de cores, formas e raças em um movimento impregnado de sentimentos positivos, como a tolerância, a harmonia e a paz. “A joia Big Bang propõe uma explosão de conceitos, que convergem para a expansão das grandes realizações humanas, traduzidas em uma joia única. Ela é fruto da minha sede pessoal pelo ato da criação, mas tenho certeza que parte disso se deve a minha formação em arquitetura e pelo pouco contato com o mercado joalheiro. A falta de convívio gera uma liberdade maior para se criar, o pensamento ainda está livre dos ‘vícios’ estéticos já empregados e tidos como certos”, detalha Felipe Guerra.
Para o designer, o grande diferencial de sua criação está na utilização dos quarenta pontos de LED, ideia que teve origem no seu fascínio pelo universo da iluminação. “Há algum tempo eu me dedico ao estudo da iluminação e pude colocar os meus conhecimentos em prática durante a criação da joia. Além de fios e LEDs de última geração, a peça possui um sistema de micro bateria recarregável que garante o funcionamento da luz por até quatro horas”, explica. Por se tratar de uma técnica pioneira, onde toda a estrutura é aplicada internamente, o designer teve que desenvolver, em parceria com as empresas Quantum e Meirelles Joias, um sistema pioneiro para a utilização desta nova tecnologia na joalheria.

Moda Correio B+

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade

O que vemos não é só ativação de marca. É construção de comunidade.

22/03/2026 17h30

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Não é mais apenas sobre treinar...

Nos últimos anos, marcas fitness deixaram de vender roupas para vender experiências. Quadras de tênis transformadas em clubes de verão, aulas que terminam em brunch coletivo, eventos que misturam esporte, música e networking. O movimento é claro: performance agora caminha ao lado de pertencimento.

O que vemos não é só ativação de marca, é construção de comunidade, do produto à experiência. Marcas como a Lululemon entenderam algo fundamental: o consumidor contemporâneo não quer apenas vestir um lifestyle quer vivê-lo.

Ao transformar espaços esportivos em clubes sociais temporários, essas empresas criam algo muito mais poderoso do que uma campanha publicitária. Criam memória afetiva. Criam conexão entre pessoas. Criam identidade coletiva. O exercício físico deixa de ser atividade individual e passa a ser evento social, e o novo luxo é pertencer

Existe uma mudança silenciosa acontecendo. Se antes o luxo era exclusividade material, hoje ele está cada vez mais associado à experiência compartilhada.

Participar de um treino especial, estar em um evento com curadoria estética, postar uma manhã de tênis ao lado de pessoas que compartilham os mesmos valores tudo isso constrói narrativa social, e pertencimento é um dos ativos emocionais mais valiosos da atualidade.

Sentir-se parte de um grupo que valoriza saúde, bem-estar e estilo de vida ativo reforça identidade, e identidade é capital simbólico, autocuidado como ato coletivo. Outro ponto interessante é como o autocuidado deixa de ser um gesto solitário e se transforma em prática coletiva.

Treinar em grupo, participar de encontros organizados por marcas, compartilhar rituais de bem-estar tudo isso fortalece disciplina e engajamento. Quando o cuidado é coletivo, ele se sustenta com mais facilidade.

Há também uma camada estratégica: comunidades engajadas são mais leais. Pessoas não abandonam apenas um produto abandonam um grupo, uma rotina, uma rede social, e isso é muito mais difícil. Fitness como extensão da marca pessoal.

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidadeColuna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidade - Divulgação

Vivemos em uma era em que saúde e disposição também comunicam posicionamento. Estar ativo, participar de eventos esportivos, integrar comunidades wellness reforça atributos como disciplina, energia e equilíbrio. A roupa esportiva deixa a academia e entra no cotidiano. O treino vira parte da identidade pública, não é apenas sobre performance física, é sobre narrativa pessoal.

Entre costuras e cultura, observo que moda, beleza e agora o fitness seguem o mesmo caminho: deixam de vender objeto e passam a vender pertencimento. O corpo ativo vira linguagem, a comunidade vira vitrine, o autocuidado vira experiência social.

Dicas: como participar dessa tendência com consciência

- Escolha comunidades alinhadas aos seus valores. Nem todo evento fitness é sobre saúde, alguns são apenas estética. Priorize espaços que promovam bem-estar genuíno.

- Use a experiência como conexão, não como competição. O foco deve ser energia compartilhada, não performance comparativa.

- Integre o social ao seu ritmo real. Participar de grupos pode fortalecer disciplina, mas não substitui escutar o próprio corpo.

- Construa sua marca pessoal com coerência. Se o lifestyle ativo faz sentido para você, incorpore-o de forma natural não apenas como tendência.

- Lembre-se: pertencimento não deve exigir performance constante. Comunidade saudável acolhe constância, não perfeição. No fim, talvez o verdadeiro movimento não esteja apenas na quadra.

Essa é na maneira como transformamos cuidado em cultura, e cultura em comunidade.

Coluna Entre Costuras e CuLtura: Quando o fitness vira clube e o bem-estar se torna comunidadeGabriela Rosa - Divulgação

 

Comportamento Correio B+

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres

"A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando", explica a Dra. em psicologia Vanessa Abdo

22/03/2026 14h00

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo que estão cansadas. Não é apenas cansaço físico. É um esgotamento mais profundo, difícil de explicar. Quando começamos a conversar, aparece algo que tem nome, mas ainda é pouco reconhecido no cotidiano das famílias: a carga mental.

A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando. Não se trata apenas de fazer tarefas. Trata-se de lembrar a consulta médica do filho, organizar a rotina da casa, pensar no material da escola, prever aniversários, resolver conflitos, administrar emoções e garantir que tudo aconteça.

Inclusive ter que pedir para o parceiro lavar louça (uma ação óbvia que precisa ser feita, é exaustiva!). Mas é só pedir! Eles dizem! 

E elas exaaaaustas!

Mesmo em famílias onde as tarefas são divididas, muitas mulheres continuam sendo as responsáveis por coordenar mentalmente a vida de todos. São elas que pensam no que precisa ser feito, delegam, lembram, acompanham e verificam se tudo foi realizado. Esse trabalho não aparece nas listas de tarefas, mas ocupa espaço constante na mente.

Com o tempo, essa sobrecarga produz irritação, sensação de injustiça e um cansaço difícil de explicar. Muitas mulheres passam a se sentir culpadas por estarem sempre exaustas, enquanto muitos homens acreditam que estão colaborando porque executam tarefas pontuais. O problema é que a gestão emocional e organizacional da família continua concentrada em uma pessoa.

Falar sobre carga mental não é transformar relações em disputa. É reconhecer um desequilíbrio que ainda existe em muitas famílias e que impacta diretamente a saúde mental das mulheres. Quando essa responsabilidade passa a ser realmente compartilhada, não apenas nas tarefas, mas também no planejamento e na responsabilidade emocional, as relações se tornam mais leves.

Dividir a vida não é apenas dividir o que se faz. É também dividir o que se pensa, o que se lembra e o que se sustenta emocionalmente dentro de uma família.

Vamos desatar esses nós?

Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheresVanessa Abdo - Dra. em psicologia - Divulgação

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).