Economia

PREVISÃO

Brasil terá internet entre as mais baratas

Brasil terá internet entre as mais baratas

AGÊNCIA BRASIL

21/07/2011 - 13h37
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O valor de R$ 35 para o acesso à internet com velocidade 1 Mbps (megabite por segundo) “é razoável” e fará com que o Brasil esteja entre os três países da América do Sul com acesso mais barato à rede mundial de computadores. A avaliação foi feita hoje (21) pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Esse valor entra em vigor a partir de 1º de outubro para as operadoras de telefonia, empresas de TV a cabo e provedores que aderirem ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

Paulo Bernardo calcula que, até o fim do ano, 800 municípios estarão com internet a R$ 35. Além da adesão das empresas privadas ao PNBL, o governo atua no “atacado” para disponibilizar a rede de fibra ótica da Telebrás, em instalação, a pequenos provedores em contratos que prevejam a oferta do serviço conforme o valor estabelecido no plano, diz o ministro. Segundo ele, até dezembro, a rede estará em funcionamento em São Paulo e Brasília.

Para o ministro, a concorrência pode baixar ainda mais o preço da internet ou forçar a oferta de melhores serviços pelo mesmo valor. “Vai ter que baixar ou aumentar a velocidade”, afirmou Paulo Bernardo, durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, transmitido hoje (21) de manhã, de Brasília.

A adesão ao PNBL não tem como condições a qualidade e a regularidade do serviço, a exigência da velocidade de 1 Mbps é nominal. Os provedores se comprometem apenas a entregar no mínimo 10% da velocidade contratada. De acordo com o ministro, estão em tramitação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regras fixando os parâmetros da oferta de internet por telefonia e por TV a cabo.

Segundo ele, o governo também trabalha para que as empresas tenham “metas de competição” e sejam forçadas a ceder espaço disponível em suas redes de fibra ótica para a passagem de sinal das concorrentes. O propósito é “evitar que uma empresa sufoque a outra. Se não estiver usando, vai ser obrigada a ceder”.

Paulo Bernardo se diz consciente de que o barateamento do acesso à internet vai aumentar a demanda sobre a estrutura por onde trafegam as informações da rede. “Nós precisamos, paralelamente, de construir redes para dar conta disso”, disse o ministro. A conta no governo é que, até 2014, sejam gastos R$ 10 bilhões com redes de fibra ótica, satélites, novo cabo submarino ligado à América do Norte (e eventualmente outro, ligado à Europa).

O ministro disse que, durante a Copa do Mundo de 2014, as 12 cidades-sede terão que contar com serviços de internet ultrarrápida (de 50 a 100 megabites por segundo), para dar suporte ao trabalho dos jornalistas que cobrirão o Mundial de Futebol no Brasil. "A capacidade instalada vai ficar como legado.”

Durante o programa de rádio, o ministro ainda anunciou que, até abril do ano que vem, o governo fará licitação de um canal de radiodifusão para provimento de telefonia e internet na zonar rural. No próximo ano, também haverá licitação para o telefone celular de 4ª geração (4G), com maior capacidade de transmissão de dados.

De acordo com Paulo Bernardo, o acesso à internet favorece o crescimento econômico. Para cada 10% da população que pode usufruir da rede, há um crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Fisco federal

Suspeitas de fraude, distribuidoras de combustíveis de MS têm dívida bilionária

Empresas sediadas em Iguatemi, no sul do Estado, lideram a lista de devedores da União; uma delas é alvo da Operação Carbono Oculto

27/07/2026 05h00

Técnicos da Agência Nacional do Petróleo fecharam base de distribuidora de combustíveis fantasma em 2025

Técnicos da Agência Nacional do Petróleo fecharam base de distribuidora de combustíveis fantasma em 2025 Divulgação

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As distribuidoras de combustíveis continuam liderando a lista de devedores de tributos federais em Mato Grosso do Sul. Elas são as únicas empresas do Estado cuja dívida com a União rompe a casa dos bilhões de reais.

O destaque na lista da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também diz respeito à localização das empresas que deixaram de recolher bilhões em impostos: a pequena cidade de Iguatemi, no cone sul do Estado, distante 360 quilômetros da Capital, Campo Grande.

A dívida das empresas Alpes Comércio de Combustíveis e Vetor Comércio de Combustíveis, somada, aproxima-se de R$ 5 bilhões. Para ser mais preciso, a atualização mais recente da PGFN indicava uma dívida de R$ 4,9 bilhões.

A maior devedora do Fisco federal em Mato Grosso do Sul é a Alpes Comércio de Combustíveis Ltda., empresa investigada em duas operações da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo: a Carbono Oculto e a segunda fase desta, a Fluxo Oculto.

A dívida da Alpes, empresa de fachada no esquema de fraude fiscal alvo da Operação Carbono Oculto, é de R$ 2,93 bilhões. A suspeita é de que a empresa, que integra o esquema do qual a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) possa estar envolvida, nem sequer tenha distribuído combustível a partir de Mato Grosso do Sul, tendo sido apenas uma emissora de notas fiscais para o esquema.

Máfia dos combustíveis

A organização criminosa investigada é liderada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo ou João, que atua como o epicentro de um esquema bilionário que abrange toda a cadeia produtiva de combustíveis, desde usinas sucroalcooleiras até redes de postos. Ao lado dele está Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, identificado como o colíder do grupo, exercendo funções cruciais na gestão operacional de empresas centrais, como a formuladora Copape e a distribuidora Aster. Juntos, eles comandam uma estrutura profissionalizada que utiliza fundos de investimento e centenas de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita de recursos e realizar fraudes tributárias.

A Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda., que deve quase R$ 3 bilhões ao Fisco e está localizada em Iguatemi, desempenha um papel fundamental nesse ecossistema, servindo como um dos principais canais para a distribuição de etanol produzido pelas usinas controladas pelo grupo, como a Itajobi e a Carolo.

A empresa é apontada como parte de uma engrenagem de fraude fiscal estruturada, tendo sido utilizada em esquemas de inflacionamento artificial de preços de insumos para a obtenção de créditos indevidos do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) e sonegação de impostos.

No ano passado, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), chegou a interditar a base fantasma da empresa (e outras cinco laranjas, pelo menos) em Iguatemi.  

O controle da Alpes pela organização criminosa é exercido por meio de um sistema de laranjas (interpostas pessoas), em que os proprietários formais, Alexandre Pinheiro Leitão e seu filho, apresentam perfis financeiros absolutamente incompatíveis com o faturamento bilionário da distribuidora.

O vínculo de fato com os líderes Mohamad e Beto Louco, que estão foragidos da Justiça há quase um ano, é reforçado por evidências logísticas, como o compartilhamento de sedes físicas com outras empresas do núcleo familiar de Mohamad. Por exemplo, uma filial da Alpes divide o mesmo espaço com a Safra Distribuidora, presidida por Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad.

Essa estrutura de blindagem patrimonial permite que os verdadeiros líderes operem o negócio e lavem capitais sem aparecer formalmente nos registros societários.

Empresa paranaense

A segunda maior devedora, embora não seja alvo da Operação Carbono Oculto, também movimenta quantidade significativa de combustível, com poucas evidências de que esse combustível tenha sido comercializado em Mato Grosso do Sul. Trata-se da Vetor Comércio de Combustíveis, que deve R$ 2,04 bilhões ao Fisco federal.

A empresa, cujo sócio-administrador que aparece em seu contrato social é Servio Tulio Fagotti Zaqueti, responde a vários processos de execução fiscal na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul e nos estados de São Paulo e do Paraná.

Nos últimos meses, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional acionou a Justiça para cobrar a dívida tributária, mas não obteve sucesso ao tentar intimar a formuladora de gasolina e distribuidora de combustíveis na pequena cidade de Iguatemi.

No ano passado, quando o Correio do Estado publicou reportagem com a mesma lista de devedores, o total devido pela Vetor era menor, mas não menos significativo: R$ 1,6 bilhão.

Copape

A Copape Produtos de Petróleo Ltda., formuladora de combustíveis ligada ao ecossistema de Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Beto Louco, não aparece mais na lista. No ano passado, a empresa, sediada em um edifício na Rua da Paz, em frente ao Fórum Heitor Medeiros, em Campo Grande, devia nada menos que R$ 476,9 milhões ao Fisco nacional.

Tudo indica que o endereço na Capital sul-mato-grossense é apenas burocrático. A Copape operava fortemente no estado de São Paulo, na cidade de Guarulhos, e chegou a comercializar volumes expressivos, competindo com grandes players do mercado, como os grupos Ultra (Ipiranga) e Vibra (BR Distribuidora).

 

ascensão

Lula diz que chegada da BYD na Bahia levou a indústria automobilística a acordar e investir

BYD é uma gigante multinacional chinesa de veículos elétricos e híbridos

26/07/2026 20h00

Foto: reprodução Instagram @lulaoficial

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a vinda da Build Your Dreams (BYD) para a Bahia "fez a indústria automobilística brasileira acordar e fazer investimento, e por isso a empresa voltou a crescer outra vez".

A declaração foi feita na posse do presidente do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo (SP), neste domingo, 26.

"Fazia mais de 15 anos que a indústria automobilística não anunciava um produto novo. A Ford foi embora e outras empresas foram embora. Depois que eu ganhei as eleições, em 2025, a indústria automobilística anunciou investimentos de R$ 190 bilhões", disse Lula.

Ele acrescentou: "A vinda da BYD fez a indústria automobilística brasileira acordar e fazer investimento, e por isso a empresa voltou a crescer outra vez".

No mesmo evento, Lula disse que terá um telefonema com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste domingo, às 22h. Ele não informou a pauta da conversa.

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