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Brasil não tem lei federal de combate ao bullying

Brasil não tem lei federal de combate ao bullying

G1

27/03/2011 - 15h45
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País não tem lei federal específica para o combate ao bullying
Projeto de lei tramita em comissão de educação do Senado.
Alguns estados e municípios aprovaram leis sobre o tema.

O Brasil não tem uma lei federal sobre o combate ao bullying. Um projeto de lei propõe que as ações de combate ao bullying sejam detalhadas na Lei de Direitrizes e Bases da Educação. O projeto aguarda votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. A proposta, de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF) quer incluir entre as incumbências dos estabelecimentos de ensino a promoção de ambiente escolar seguro e a adoção de estratégias de prevenção e combate a intimidações e agressões.

Alguns estados e municípios, no entanto, adotaram leis de combate ao bullying. O Rio Grande do Sul teve a lei que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas estaduais e privadas de ensino básico e de educação infantil sancionada no ano passado. A lei não prevê punições aos estudantes, apenas ações educacionais.

Veja dicas de como lidar com o bullying

O que é bullying?


O termo bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por uma ou mais pessoas contra outros, causando dor e angústia.

Como é a prática?


O bullying se caracteriza principalmente por atitudes como dar apelidos pejorativos e às vezes até pela agressão física. A pessoa é exposta à humilhação, ao constrangimento e também ao medo de não ser aceito.

Quais são os sintomas?


As crianças e adolescentes vítimas de bullying geralmente apresentam depressão, tristeza. É comum não quererem ir à escola e perderem o interesse pelos estudos. Os pais devem ficar atentos a qualquer mudança no comportamento dos filhos nesse sentido.

Como tratar?


A vítima não tem como se defender. Isso pode trazer conseqüências na vida da criança ou adolescente. Em casos extremos, a vítima e o agressor devem receber acompanhamento psicológico.

A cidade de São Paulo tem uma lei de 2009 sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab que determina que as escolas públicas da educação básica do município deverão incluir em seu projeto pedagógico medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar. A lei prevê a promoção de ações de prevenção e combate ao bullying, capacitação dos professores e orientação das vítimas “visando à recuperação da auto-estima”.

Outros projetos estão em tramitação para se tornarem leis municipais e estaduais. No Rio, uma lei aprovada ano passado prevê punição das escolas que não denunciarem funcionários e alunos que praticarem o bullying. Aa Assembléia Legislativa aprovou esta semana uma outra lei de caráter mais educativo para a promoção do combate a esta prática nas escolas.

Indenização à vítima de bullying


Em Belo Horizonte, a Câmara Municipal aprovou em segundo turno dois projetos de lei que têm como objetivo impedir trotes violentos e bullying. Segundo a Câmara, o Programa BH Trote Solidário e Cidadão também prevê a conscientização das famílias e das escolas quanto ao problema.


No ano passado, um aluno de um colégio particular de Belo Horizonte foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma colega de sala, que foi vítima de bullying. De acordo com o juiz da 27ª Vara Cível de, Luiz Artur Rocha Hilário, “o pagamento estipulado pela Justiça é uma forma de reparar a ofensa que a pessoa sofreu”. De acordo com o magistrado, esta foi a primeira condenação judicial em Minas Gerais por bullying.

A subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Educação de Minas Gerais, Raquel Elizabete de Souza Santos, disse que não existe nenhum programa específico voltado para o combate à prática de bullying no estado, mas que está em fase de implementação um grupo de trabalho entre as secretarias de Educação, de Defesa Social, de Saúde e de Esporte e Juventude para discutir alternativas.

“Antes, teremos que realizar um levantamento-diagnóstico para saber onde há mais casos porque não são todas as escolas do estado que enfrentam o problema. Não podemos generalizar”, disse. A previsão para que a equipe esteja trabalhando, segundo Raquel, é a partir do dia 15 de abril.

Já a diretora da Superintendência Técnica do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG), Maria Guilhermina Nogueira, informou que o órgão não tem normatizações com relação ao problema do bullying.

O vereador Adriano Ventura (PT) tem um projeto de lei que está tramitando na Câmara Municipal de Belo Horizonte contra o bullying. O objetivo é proibir trotes violentos e bullying presencial ou virtual nas escolas da capital, nos ensinos fundamental, médio e superior. O projeto foi aprovado em primeiro turno e aguarda votação no segundo. “Esperamos que a votação aconteça em abril”, falou Ventura.

No Espírito Santo e em Santa Catarina também tramitam projetos de lei para a criação de ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema; inclusão de regras normativas contra o bullying no regimento escolar; e integração da comunidade, das organizações da sociedade e dos meios de comunicação nas ações multidisciplinares de combate ao bullying, entre outros.
 

DISPARIDADE

Elite do funcionalismo da Capital obtém reajuste 1.415% maior que a plebe

Salário da prefeita Adriane Lopes, por exemplo, terá reajuste de 66,7% entre abril do ano passado e fevereiro do próximo ano. Servidores da base deve obter 4,39%

11/06/2026 11h40

Projeto de reposição salarial prevê reposição de 4,39%, que será dividido em duas etapas, com a segundo sendo repassada só em 2027

Projeto de reposição salarial prevê reposição de 4,39%, que será dividido em duas etapas, com a segundo sendo repassada só em 2027

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Quando assumiu o atual mandato, em 1º de janeiro de 2025, o salário da prefeita Adriane Lopes (PP) estava em R$ 21.263,62. Em abril, subiu para R$ 26.943,05. Em feverreiro de 2026 saltou para R$ 31.912,56. E, conforme a previsão, em fevereiro do próximo ano sobe para R$ 35.462,22. 

Estes seguidos aumentos representam alta de 66,7%  no salário da chefe do Executivo e também garantem melhorias salariais com índice próximo a isso para secretários e uma série de outros servidores, entre os quais médicos, parcela dos dentistas, boa parte dos auditores-fiscais e procuradores jurídicos e até uma parcela dos diretores de escolas, entre outros. 

Na época da aprovação do reajuste escalonado do salário da prefeita, que serve de teto para o restante do funcionalismo, foi anunciado que o impaco médio mensal destes aumentos seria de R$ 6,85 milhões aos cofres da prefeitura de Campo Grande. 

Em fevereiro de 2023 chegou a ser aprovado pela Câmara de Vereadores aumento de quase 100% sobre o salário da prefeita, que iria para R$ 41.845,48 já no começo do novo mandato. 

Mas, em meio à repercussão negativa, Adriane Lopes conseguiu derrubar a lei aprovada no ano anterior e a Câmara acabou provando reajuste menor (66,7%), e escalonado em três etapas, com a última delas vigorando a partir de fevereiro do próximo ano

Nesta quarta-feira (10), a prefeita encaminhou projeto para a Câmara de Vereadores prevendo reposição de 4,39% para cerca de 9 mil servidores que estão na base da pirâmide salarial. Além da disparidade entre os valores dos salários, o índice percentual de diferença entre o reajuste da elite e o reajuste oferecido agora à plebe do funcionalismo municipal de Campo Gande é da ordem de 1.415%. 

E, conforme sua proposta, 2,2% seriam concedidos em agosto e o restante, em março do próximo ano, um mês depois que o salário dela e da elite do funcionalismo subir pela terceira vez.  A última vez que o funcionalismo municipal obteve reajuste linear foi em meados de 2021. Desde então, a inflação acumulada está na casa dos 34%. 

No projeto enviado à Câmara nesta quarta-feira, o Executivo não fez menção ao impacto financeiro que a correção de 2,2% causará na folha salarial a partir de agosto ou a partir de março do próximo ano. Vereadores da base aliada da prefeita também não souberam informar nesta quinta-feira (11) qual seria este impacto. 

Porém, para milhares de servidores o impacto será zero. Isso porque o salário-base de mais cinco mil trabalhadores municipais enquadrados até o chamado nível dez está abaixo de um salário mínimo e precisa receber complemento, já que nenhum trabalhador pode receber menos de R$ 1.621,00.

Então, com a reposição de 2,2% ou de 4,39%, o salário-base vai até apresentar uma pequena melhora. Automaticamente, porém, o complemento salarial que a administração já paga sofrerá redução e o rendimento que efetivamente chegará ao bolso dos servidores não terá alteração. 

VEREADORES

No começo do ano passado também ocorreu aumento no salário dos 29 vereadores, de 37,3% . Com isso, a remuneração passou de R$ 18,9 mil para R$ 26,08 mil. O reajuste foi aprovado em dezembro de 2023, com a justificativa de que o salário dos vereadores deve corresponder a 75% daquilo que recebem os deputados estaduais. 

POLÍCIA

Irmão do prefeito de Bandeirantes é preso por desvio de combustível

Operação da Deleagro flagrou descarregamento clandestino de diesel em propriedade no município; motorista de caminhão-tanque também foi preso

11/06/2026 11h30

 Ação da Polícia Civil apreendeu cerca de 2 mil litros de diesel, reservatórios utilizados para armazenamento do combustível e aparelhos celulares.

Ação da Polícia Civil apreendeu cerca de 2 mil litros de diesel, reservatórios utilizados para armazenamento do combustível e aparelhos celulares. Divulgação

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (10), dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de furto e receptação de combustível no município de Bandeirantes. Entre os detidos está Selmo Ribeiro Abrante, irmão do prefeito da cidade, autuado pelo crime de receptação.

Conforme informações divulgadas pela Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), a ação ocorreu durante diligências investigativas que apuravam o furto de parte da carga transportada por um caminhão-tanque. O motorista do veículo foi preso em flagrante por desviar e comercializar clandestinamente o combustível.

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram que parte da carga de óleo diesel era retirada antes de chegar ao destino final e revendida irregularmente. Durante a operação, também foi preso o responsável pelo recebimento e armazenamento do produto furtado.

Segundo informações publicadas pelo portal iDest, equipes da Deleagro monitoravam um caminhão-tanque suspeito e acompanharam o veículo até um imóvel localizado na Rua Afonso Pena, em Bandeirantes. No local, os policiais teriam flagrado o descarregamento do combustível em um reservatório com capacidade aproximada de mil litros instalado em uma propriedade onde funcionam uma oficina mecânica e um pátio para caminhões e tratores.

Ainda conforme o portal, o motorista relatou aos investigadores que já havia realizado entregas semelhantes no endereço em outras ocasiões. Na ação desta quarta-feira, ele descarregaria cerca de 600 litros de diesel, que seriam vendidos por R$ 4 o litro. As declarações foram registradas pela autoridade policial e deverão ser analisadas ao longo da investigação.

Durante a operação, a perícia foi acionada para realizar levantamentos no local e verificar a eventual ocorrência de crime ambiental. Foram apreendidos os reservatórios utilizados para armazenar o combustível, aproximadamente 2 mil litros de óleo diesel e dois aparelhos celulares.

A Polícia Civil informou que a ação integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e foi realizada no âmbito da Operação Protetor, coordenada pela IOPI/CGFRON/Senasp, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para apurar possíveis crimes relacionados ao caso e identificar outros envolvidos no esquema.

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