Esportes

MÉXICO

Brasil inicia Pan e tenta superar Rio 2007

Brasil inicia Pan e tenta superar Rio 2007

TERRA

14/10/2011 - 11h03
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A partir deste sábado, alguns dos melhores atletas das Américas entrarão em ação nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A competição deste ano reunirá 5.995 atletas de 42 países e terá um trunfo para apimentar ainda mais as disputas: 15 dos 46 esportes disputados distribuirão vagas na Olimpíada de Londres 2012.

É também por isso que o Brasil mandará ao México um time forte, que contará, entre outras estrelas, com os nadadores César Cielo (campeão olímpico e bimundial dos 50 m livre) e Felipe França (campeão mundial dos 50m m peito), as saltadoras Fabiana Murer (campeã mundial) e Maurren Maggi (campeã olímpica), o judoca Tiago Camilo (bronze em Pequim 2008 e prata em Sydney 2000) e o ginete Rodrigo Pessoa (ouro em Atenas 2004).

Com 518 atletas, a delegação nacional será a terceira maior no México, atrás apenas dos donos da casa (644) e dos Estados Unidos (620). O objetivo natural seria obter o melhor resultado na história do Pan, porém, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, já adiantou que será "muito difícil" repetir o desempenho do Rio de Janeiro 2007 - chefe da delegação verde e amarela há quatro anos, Marcus Vinícius Freire classificou a tarefa como "impossível".

Dentro de casa, os esportistas brasileiros conseguiram 52 medalhas de ouro, 40 de prata e 65 de bronze, somando 22 pódios a mais que Cuba e ficando a sete ouros de tirar os rivais da segunda posição - desde Cáli 1971, o país insular do Caribe vem permanecendo no top 2 do quadro geral ao lado dos Estados Unidos.

O Brasil só deve sair insatisfeito, então, se não superar os números de Santo Domingo 2003, os melhores do Brasil em todos os tempos até o evento do Rio de Janeiro. Na ocasião, ocupou a quarta posição com 29 ouros, 40 pratas e 54 bronzes.

A prioridade, porém, é mesmo Londres, como exemplifica Freire: "estamos pensando no ano que vem. Podemos colocar cerca de 100 atletas na Olimpíada com os resultados aqui de Guadalajara".

No México, 15 das modalidades oferecerá classificação diretamente nos Jogos de 2012 ou dará pelo menos a oportunidade de se atingir o índice olímpico - um índice de 32,6%. São elas: atletismo, canoagem, handebol, hipismo, hóquei sobre a grama, judô, natação, nado sincronizado, pentatlo moderno, polo aquático, saltos ornamentais, tênis, tênis de mesa, tiro esportivo e triatlo. Como efeito de comparação, no Rio de Janeiro 2007 13 esportes proporcionavam vagas para Pequim 2008.

Assim, o México receberá estrelas do porte dos cubanos Dayron Robles, atual campeão olímpico dos 110 m com barreiras, e Yipsi Moreno, prata em Pequim 2008 e Atenas 2004 no lançamento do martelo; do panamenho Irving Saladino, atual campeão olímpico do salto em distância; do colombiano Edwin Avil, atual campeão mundial de ciclismo na prova de pista por pontos; do dominicano Gabriel Mercedes, atual vice-campeão olímpico da categoria até até 58 kg do teaekwondo; e da jamaicana Verónica Campbell, bicampeão olímpica dos 200 m rasos.

Favoritos a manter o domínio que só não tiveram em duas das 15 edições de Pan-Americanos já disputadas, os EUA não mandarão todos os astros. Mesmo assim, terão 82 atletas que já participaram de Jogos Olímpicos, incluindo 40 medalhistas e dez campeões.

Entre eles estão a atiradora Kim Rhode, que soma um total de dois ouros, uma prata e um bronze, e a ginasta Shawn Johnson, que brilhou em Pequim 2008 com um ouro e três pratas.

Atuando em seus domínios, o México espera quebrar seu recorde de primeiros lugares (23) e de pódios (80), ambos obtidos em Mar del Plata 1995. Para organizar a competição, o país gastou cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 2,6 bilhões) e, além de Guadalajara, terá como sub-sedes as cidades de Puerto Vallarta, Ciudad Guzmán, Lagos de Moreno e Tatalpa.

Apesar do alto investimento, os mexicanos tiveram dificuldades para entregar algumas obras, sendo que os estádios de atletismo e rúgbi e o terminal marítimo para as disputas de remo e canoagem tiveram atrasos.

Festa de abertura

Outro problema - este que o comitê organizador do evento (Copag) não podia controlar -, foi o furacão Jova, que atingiu nesta semana o Estado de Jalisco. Embora o fenômeno tenha se dissipado para uma tempestade tropical, chuvas vêm caindo sobre Guadalajara desde a quarta e podem prejudicar a cerimônia de abertura.

O Terra transmite a festa a partir das 21h30 (de Brasília) desta sexta, direto do Estádio Omnilife. Paola Espinosa, ganhadora do bronze na Olimpíada de Pequim nos saltos ornamentais, é quem terá a honra de acender a pira olímpica.

Outras esperanças locais de medalha dourada são Damián Villa, vice-campeão mundial de taekwondo na categoria até 58 kg em 2009, e a ginasta Cinthya Valdez (prata no Rio 2007 e bronze em Santo Domingo 2003).

Esportes

Marrocos e Senegal são punidos em R$ 5,8 milhões por incidentes na final da Copa Africana

Tudo foi definido pela Fifa e também pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como "inaceitáveis."

29/01/2026 23h00

Times foram punidos em R$ 5,8 milhões

Times foram punidos em R$ 5,8 milhões Divulgação

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A Fifa reprovou os incidentes na polêmica decisão da Copa Africana das Nações entre Marrocos e Senegal, em Rabat, dia 18 de janeiro, e aplicou altas multas de mais de US$ 1,130 milhão (aproximadamente R$ 5,86 milhões) para a dupla e ainda suspendeu treinador e jogadores.

Os senegaleses - foram campeões com 1 a 0 na prorrogação - chegaram a abandonar o campo por 15 minutos após a anotação de um pênalti questionável e desperdiçado por Brahim Díaz no fim do tempo normal.

A federação senegalesa foi a mais castigada pela Fifa, com salgada multa de US$ 615 mil (cerca de R$ 3,19 milhões). O treinador da seleção campeã, Pape Thiaw também não passou impune e terá de desembolsar US$ 100 mil (R$ 519,5 mil) além de ser suspenso por cinco partidas por "conduta antidesportiva". Partiu dele a ideia de tirar Senegal de campo.

Tal atitude gerou revolta nas arquibancadas e torcedores de Senegal tentaram invadir o gramado e acabaram entrando em conflito com jornalistas. Tudo foi definido pela Fifa e também pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como "inaceitáveis."

Já a anfitriã Marrocos também não passou ilesa. E terá de desembolsar uma multa de US$ 315 mil (R$ 1,63 milhão) pelos jogadores brigando e também por ter gandulas tentando tomar a toalha do goleiro reserva de Senegal, Edouard Mendy, atrás do gol.

As pesadas punições foram reveladas pela CAF. A entidade informou que as sanções "se aplicarão exclusivamente a partidas na África e não na Copa do Mundo", que começa em junho, e na qual ambas estão classificadas.

Jogadores também acabaram punidos por brigarem na beira do gramado. Os senegaleles Iliman Ndiaye e Ismaila Sarr terão de cumprir dois jogos de suspensão, assim como o marroquino Achraf Hakimi, com um jogo de pena condicional. Seu companheiro, Ismael Saibari, pegou três partidas de gancho e multa de US$ 100 mil (R$ 519,5 mil).

Walid Regragui, técnico do Marrocos, afirmou que a final da Copa Africana de Nações transmitiu uma imagem "vergonhosa" do futebol africano.

O país tenta ser sede, ao lado de Espanha e Portugal, da Copa do Mundo de 2030, e o episódio pode jogar contra na disputa na Fifa.

Marrocos havia entrado com um recurso para anular o resultado da final, alegando a desistência de Senegal da partida, o que foi rejeitado pela CAF.

Autoridades políticas dos dois países acabaram trocando farpas por causa do episódio até com discurso de ódio contra ambas nações.

Esportes

Vasco apresenta o colombiano Hinestroza e oficializa a contratação de Brenner

Os dois chegam para reforçar o setor ofensivo do técnico Fernando Diniz visando a temporada 2026

28/01/2026 23h00

O colombiano Marino Hinestroza, à esquerda, e Brenner, à direita

O colombiano Marino Hinestroza, à esquerda, e Brenner, à direita Montagem

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O dia foi de novidades para a torcida do Vasco. A diretoria do clube carioca atuou em duas frentes nesta quarta-feira. Primeiro apresentou o colombiano Marino Hinestroza e, na sequência, oficializou a chegada de Brenner. Os dois chegam para reforçar o setor ofensivo do técnico Fernando Diniz visando a temporada 2026.

Hinestroza concedeu a sua primeira entrevista coletiva e vai ter a missão de substituir Rayan, destaque da equipe e negociado recentemente com o Bournemouth, da Inglaterra.

Atacante de personalidade forte e que tem na velocidade o seu ponto de excelência, ele espera reeditar as boas atuações dos tempos do Atlético Nacional. "Não tenho que mudar nada. Se eu mudar, deixo de fazer o que me trouxe até aqui. Vou melhorar e isso é dentro de campo. Vou continuar fazendo o que me trouxe até aqui", afirmou o atleta.

Hinestroza assinou vínculo até dezembro de 2029. A transação que possibilitou a sua chegada (o clube adquiriu 80% dos seus direitos econômicos) gira em torno de

US$ 5 milhões (algo em torno de 30 milhões).

No embalo da vinda do atacante colombiano, o Vasco anunciou também a contratação do avante Brenner. O jogador de 26 anos aparece como o quarto reforço da temporada e estava na Udinese.

Brenner já realizou exames médicos e também assinou por quatro temporadas. No processo que envolveu a sua contratação, o atleta teve uma conversa direta com Fernando Diniz, que o convenceu a voltar ao futebol brasileiro.

Em meio ao dia cheio de novidades, o time carioca finaliza a sua preparação para a estreia no Campeonato Brasileiro. O primeiro jogo acontece nesta quinta-feira, fora de casa, diante do Mirassol.

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