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Saúde

Brasil gasta com saúde menos que a África

Brasil gasta com saúde menos que a África

DA REDAÇÃO

14/05/2011 - 15h29
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Os 6% gastos pelo governo brasileiro com saúde é inferior à média africana (de 9,6%) e o setor no País ainda é pago em maior parte pelo cidadão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou ontem seu relatório anual.

Os dados apontam ainda que 56% dos gastos com a saúde no Brasil vêm de poupanças e das rendas de pessoas. O número representa uma queda em relação a 2000 – naquele ano, 59% de tudo que se gastava com saúde no Brasil vinha do bolso de famílias de pacientes e de planos pagos por indivíduos.

Das 192 nações avaliadas pela OMS, o Brasil ocupa 151º posição.

24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

tempo

Após friozinho, calorão volta com força e umidade chega a níveis críticos durante a semana

Temperaturas podem ficar próximas dos 40ºC, com umidade em 10%; há possibilidade de chuvas isoladas entre quinta e sexta-feira

23/08/2026 15h00

Calor e tempo seco predominam durante a semana

Calor e tempo seco predominam durante a semana Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após a atuação de uma massa de ar frio e seco, que derrubou ligeiramente as temperaturas em Mato Grosso do Sul, o calor volta a predominar durante esta semana em todo o Estado.

De acordo com previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clime (Cemtec),  ao longo dos dias, a massa de ar frio perderá força gradualmente e dará lugar a uma condição de aquecimento mais acentuado,
favorecendo a elevação das temperaturas, principalmente durante as tardes.

As máximas poderão variar entre 30 e 37°C, podendo ultrapassar os 40ºC em municípios do norte e do Pantanal.

Em Campo Grande, as temperaturas devem oscilar entre 14ºC e 39ºC.

Aliado ao tempo mais quente, a umidade relativa do ar diminui em níveis críticos, com índices entre 10 e 30%, considerados prejudiciais à saúde.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem dois alertas vigentes para Mato Grosso do Sul, sendo um de perigo e outro de perigo potencial, ambos devido à baixa umidade.

Conforme o alerta, há risco de incêndios florestais e à saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. A orientação é beber bastante líquido, evitar atividades físicas e exposição ao sol nas horas mais quentes dos dias, usar hidratante para pele e umidificar os ambientes.

Apesar do calor e tempo seco, ao amanhecer e à noite as temperaturas ainda devem ficar amenas, pelo menos no começo da semana.

Isto porque, segundo o Cemtec, a presença de ar seco, associada às condições de tempo estável e à pouca nebulosidade, favorecem a elevada amplitude térmica, com diferenças entre as temperaturas mínimas e
máximas que poderão superar 15 a 20°C em algumas localidades.

O tempo será predominante firme, mas não estão descartadas pancadas de chuva isoladas entre quinta (20) e sexta-feira (21).

Estas condições devem permanecer até o fim do mês, quando a previsão indica a aproximação de uma nova frente fria no início de setembro, com queda acentuadas nas temperaturas e frio considerável, segundo o meteorologista Natálio Abraão.

Calor e tempo seco predominam durante a semanaMato Grosso do Sul está em alerta de perigo devido à baixa umidade (Foto: Reprodução / Inmet)

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