Sexta, 24 de Novembro de 2017

Bolsa lança simulador para atrair mais clientes

18 JUL 2010Por 21h:38
ADRIANA MOLINA    

Com o objetivo de popularizar a Bolsa e chegar a cinco milhões de investidores pessoa física, a BM&F Bovespa lançou um simulador de investimentos. Pela internet, o interessado em fazer operações pode agora saber como funciona, conhecer procedimentos e até mesmo simular a compra e venda de ações.
Segundo a Bovespa, o portal foi desenhado para mostrar a facilidade de se operar na bolsa, sendo possível de forma bem semelhante à real, enviar ordem de compra, venda e determinar stops (limites de perda). Entre os recursos disponíveis aos usuários, estão gráficos, histórico de cotações e livro de ofertas. A ferramenta é gratuita e está disponível no próprio site da BM&F Bovespa.
O economista Fabio Ciasca, especialista em Bolsa de Valores, avalia a ferramenta como uma boa opção para os que pretendem ingressar no mundo das ações. “Qualquer um pode investir, mas é preciso ter cautela, saber que não é uma loteria, que se fica rico do dia para noite. Informação é essencial para não ter prejuízos e simuladores ajudam muito na aquisição de experiência”, explica.
Trabalhando há 12 anos no mercado de ações, Ciasca conta que com dedicação e paciência é possível até mesmo viver da compra e venda de papéis, com rendas fixas mensais. “Mas para isso o investidor já precisa ter um patrimônio formado, ter capital de investimento. O mais indicado é que se comece com pouco, pequenos aportes mensais, por exemplo, funcionando como uma espécie de poupança forçada”, afirma.
E segundo o economista, ao contrário do que muitos pensam, não é preciso grande volume de recursos para começar, com R$ 300 já é possível entrar no mundo das ações. O indicado é que se opte preferencialmente por empresas do setor de petróleo, siderurgia e bancário, que são mais estáveis e sem grandes riscos de prejuízo.
E para evitar  impactos de grandes perdas ou até mesmo a necessidade de vender as ações em horas não muito vantajosas, outra recomendação é que não se poupe por meses ou anos para começar a investir, com carteiras de maior valor. “Começar com pouco e ir adquirindo experiência para mais à frente realizar negócios maiores é o ideal. Se a pessoa for esperar ter um bom volume de recursos para investir podem acontecer duas coisas: ou ele acaba não investindo; ou acaba frustrado, perdendo justamente pela falta de experiência”, pondera.
E com paciência, sabendo distinguir a hora certa de apenas observar ou vender é possível obter boa rentabilidade, chegando inclusive a dobrar o valor investido. Para Ciasca, a Bolsa é melhor opção que até mesmo a poupança, pois se pode chegar a, por exemplo, 5% em uma única operação – valor bem maior que o rendimento da poupança, onde a correção chega a, no máximo, 1% ao mês.

Leia Também