Domingo, 19 de Novembro de 2017

Bolsa avança 1,09% e dólar recua para R$ 1,79

2 MAR 2010Por 06h:32
A recuperação dos mercados mundiais ajudou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a encerrar o primeiro pregão do mês em terreno positivo. O giro de negócios foi magro, mostrando a cautela dos investidores numa semana carregada de indicadores importantes para os próximos dias. A taxa de câmbio doméstica ficou abaixo de R$ 1,80 no fechamento pela primeira vez desde 20 de janeiro. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,798, em queda de 0,49%. A taxa de risco-país marca 201 pontos, número 5,63% inferior à pontuação anterior. O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 1,09% no fechamento, aos 67.227 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,07 bilhões, bem abaixo da média em fevereiro (R$ 6,55 bilhões/dia). Nos EUA, a bolsa de Nova York fechou com avanço de 0,76%. Profissionais de mercado avaliam que a semana promete volatilidade: investidores vão ficar atentos ao “Livro bege” (relatório geral sobre economia) e o relatório “payroll” (geração de empregos), além dos indicadores ISM (nível de atividade), importantes para avaliar os rumos da economia americana. Ontem também circularam nas mesas de operações rumores sobre possível pacote de ajuda à Grécia, ainda sem confirmação oficial. “Nos mercados, não há tendência a ser apontada neste momento. A falta de confiança ainda prevalece em termos globais, com a percepção de volatilidade sendo ampliada pela agenda econômica intensa dos próximos dias”, comenta Silvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin, em relatório sobre as perspectivas para o mercado financeiro. “Provavelmente, o dólar deve oscilar entre R$ 1,79 e R$ 1,81 no curto prazo. A questão é que o dólar a esse preço (R$ 1,79) chama muito a atenção, e o Banco Central tem atuado diariamente. Provavelmente, quando ele publicar o seu relatório do mês, nós vamos ver que as compras (de moeda) subiram significativamente”, comenta Reginaldo Galhardo, diretor da corretora de câmbio Treviso. “Nós notamos que o fluxo de dólares está forte. Tem sobrado uma quantidade de dólares muito grande todo o dia para o BC absorver”, acrescenta. Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA revelou que o nível de gastos do consumidor americano aumentou 0,5% em dezembro, o quarto mês consecutivo de aumento desse indicador.

Leia Também