Quarta, 22 de Novembro de 2017

Bolões continuarão sendo vendidos

25 FEV 2010Por 04h:22
As lotéricas de Mato Grosso do Sul continuarão a vender bolões, segundo informou o Sindicato dos Empresários Lotéricos do Estado. A polêmica instalou-se depois que a Caixa Econômica Federal divulgou nota afirmando que a venda dessa modalidade de jogo pelas lotéricas de todo o Brasil não é permitida. Na semana passada, apostadores de Novo Hamburgo (RS) compraram cotas de um bolão, acertaram as dezenas da Mega-Sena, mas não tiveram o jogo registrado pela loja, originando a decisão da Caixa. “O bolão feito pela lotérica é uma relação entre a empresa e o apostador. A recomendação do sindicato é que a loja registre o jogo, antes de vendêlo. Se acontecer do bilhete ser vendido e não ter sido registrado, o dono da lotérica é quem deve responder criminalmente”, explica Ricardo Amado Costa, presidente do sindicato no Estado e também vice-presidente da Federação Brasileira das Empresas Lotéricas. Se a prática fosse proibida pela Caixa, afirma Ricardo, vários bilhetes sorteados não teriam sido pagos no Brasil e também no Estado. “Quando um bolão feito pela lotérica é premiado, a Caixa sabe que está pagando para vários apostadores, pois uma lista de nomes do bolão é entregue. O prêmio, inclusive, já sai fracionado para facilitar na hora do apostador declarar seu imposto de renda”, completa. A nota foi divulgada pela Caixa Econômica, na terçafeira, e cita “que os locais flagrados oferecendo esse tipo de aposta (bolões) estarão sujeitos a penalidades que variam de advertências ao descredenciamento”. Para o presidente do sindicato, esta foi uma maneira imediatista de a Caixa se manisfestar à população sobre o caso recente de apostadores que ganharam, mas não levaram o prêmio em Novo Hamburgo. “Foi precipitado”, observou. Demanda As lotéricas não receberam da Caixa Econômica nenhum comunicado formal da nota divulgada pela imprensa. “Se essa nota chegar aos sindicatos, colocaremos o assunto em pauta e vamos discuti-lo”, informa Ricardo. “Existe uma demanda pelos bolões feitos pelas lotéricas, e isso deve representar 30% do movimento das lojas – pois quando alguém aposta num bolão aumenta sua chance de ter os números sorteados. Se isso não puder mais ser feito, o movimento nas lojas vai cair”, apontou. A reportagem visitou três lotéricas na manhã de ontem e encontrou em todas as lojas anúncios de bolões feitos pelos estabelecimentos. “O movimento não mudou. As pessoas continuam procurando os bolões. Ninguém disse que isso é proibido”, informou Erlienne de Albuquerque, funcionário de uma lotérica da Capital. O maior prêmio pago em Mato Grosso do Sul foi de R$ 51,99 milhões em 1999. Na história das loterias, foram apenas seis premiados no Estado.

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