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BNDES cria programa para financiamento da moda

BNDES cria programa para financiamento da moda

Folhapress

24/10/2013 - 00h00
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Uma das apostas da indústria do país para ganhar mercados, num cenário de crise e excesso de oferta de mercadorias em escala global, é investir em produtos diferenciados. Para apoiar tal iniciativa, o BNDES lançou um programa inédito para financiar, com juros mais baixos, design, moda e marcas brasileiras.

Com orçamento de R$ 500 milhões e taxas atrativas, segundo o banco, o projeto tem objetivo de "estimular aumento da competitividade de empresas brasileiras".

A nova linha de crédito tem um dos mais baixos custos de crédito do BNDES -TJLP, taxa de referência do banco de fomento, atualmente em 5% ao ano, mais 0,9% e mais taxa de risco, de acordo com a avaliação de rating da empresa.

"O custo reflete a importância dada pelo BNDES aos investimentos intangíveis ligados à qualidade, agregação de valor e competitividade", diz o BNDES.

Batizado de Prodesign, o programa dará suporte a investimentos em design, moda, desenvolvimento de produtos, diferenciação e fortalecimento de marcas.

Beneficiados
Os setores que poderão se beneficiar do crédito subsidiado são têxtil e de confecções, calçadista, moveleiro, de higiene pessoal, de perfumaria e cosméticos, de utilidades domésticas, de brinquedos, de metais sanitários, de joias, relojoeira, de embalagens, de eletrodomésticos e de revestimentos cerâmicos.

"O design tornou-se item relevante para as cadeias produtivas da indústria de bens de consumo, enquanto a segmentação e diferenciação passaram a exigir elevado grau de conhecimento do perfil do cliente, demandando novos investimentos."

Segundo o BNDES, o investimento em qualidade, design e na marca "passaram a ocupar posição de destaque, ao lado da logística e do controle de canais de distribuição e de vendas" para o segmento de bens de consumo.

As empresas interessadas na nova linha de crédito poderão obter financiamento para pesquisa, desenvolvimento e aperfeiçoamento de produtos, embalagens, desenho industrial e design de moda, aquisição de softwares desenvolvidos no país, despesas com treinamento de empregados e participação em feiras e eventos no Brasil ou no exterior.

O banco apoiará ainda estudos, consultorias e projetos de certificação e registros no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). 

Rota bioceânica

Campo Grande e Chile firmam parceria institucional, tecnológica e econômica

Acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura por meio da Rota Bioceânica

08/07/2026 15h00

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá

Assinatura do acordo entre Prefeitura de Campo Grande e Governo de Tarapacá Paulo Ribas

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (Brasil) e Governo de Tarapacá (Chile) assinaram parcerias institucionais, tecnológicas e econômicas, na manhã desta quarta-feira (8), durante o Tarapacá Day, no Parktec CG, localizado na avenida Rachid Neder, número 760, Monte Castelo, na Capital.

Os acordos envolvem logística, comércio internacional, economia, turismo, tecnologia e cultura.

De acordo com a prefeitura, a parceria põe Campo Grande em um corredor estratégico de integração sul-americana, aproximando a Capital de mercados internacionais.

O objetivo é promover o desenvolvimento econômico das duas regiões, esquentar as relações comerciais/institucionais e viabilizar parcerias em Campo Grande, por meio da Rota Bioceânica.

“Hoje nós estamos aqui iniciando uma tratativa muito importante no Chile. Uma tratativa de aproximarmos ainda mais as nossas ações. Nós estamos fazendo história, iniciando um projeto de desenvolvimento econômico, integrando os nossos países e as nossas cidades para o futuro”, explicou a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

Atualmente, Campo Grande tem um escritório do Chile, que, de acordo com a prefeita, foi o primeiro país do mundo a instalar um escritório na Capital.

“Temos o escritório do Chile, foi o primeiro país a instituir um escritório oficial na capital. E agora nós convidamos o governador para trazer o escritório do Chile para dentro do parque tecnológico. Nós estamos em vias de ampliação do parque tecnológico da nossa Capital e há três anos nós iniciamos essa tentativa com o governo de Itaparacá e toda a delegação do Chile”, disse a chefe do executivo estadual.

O Parque Tecnológico e de Inovação, mais conhecido como ParkTec, instalado em Campo Grande, está a disposição do governo regional de Tarapacá para lançamento de parcerias promissoras.

O local foi criado para reunir empresas, startups, universidades e centros de pesquisa, com o objetivo de desenvolver inovação, tecnologia e novos negócios.

“O estado de Tarapacá, que é um grande parceiro da nossa capital, onde hoje nós estamos abrindo as portas do Parque Tecnológico para que o governador José Miguel possa trazer participantes de tecnologia para esse campo novo. E agora é buscada as parcerias para construir portas para que a gente possa atrair novas empresas, novos desafios e daqui o parque tecnológico de Campo Grande, [onde] integramos a tecnologia, o estímulo de expertise no mundo de logística. O nosso maior desafio da vida pra frente é na área de logística”, destacou Adriane.

Em 2026, comemora-se o terceiro aniversário do escritório “Tarapacá para o mundo”, instalado na Capital.

alimentos mais caros

Cesta básica registra alta pelo quarto mês consecutivo em Campo Grande

Puxada pelo aumento da batata, cesta da Capital é a sexta mais cara do Brasil e compromete mais de 56% do salário-mínimo

08/07/2026 13h00

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital

Batata foi o item que teve o maior aumento de preço em junho na Capital Marcelo Victor/ Correio do Estado

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A cesta básica fechou o mês de junho custando R$ 846,06 em Campo Grande, o que representa alta de 0,58% em relação ao mês anterior, quando o preço foi de R$ 841,19. Este é o quarto aumento consecutivo do kit de alimentos na Capital.

Os dados são da pesquisa de preços divulgada nesta quarta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A última vez que houve deflação foi em fevereiro, de -0,40%. Nos meses seguintes, a cesta acumulou altas de 3,29% em março, 2,60% em abril e 1,73% em maio.

No ano, o aumento acumulado é de 9,04%, enquanto nos últimos 12 meses é de 6,69%.

Considerando o mês de junho, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços, sendo:

  • batata 10,88%
  • banana 3,27%
  • feijão carioca 2,71%
  • tomate 2,21%
  • pão francês 1,34%

Outros oito alimentos registraram queda de preço, sendo:

  • leite integral -3,17%
  • óleo de soja -3,01%
  • arroz agulhina -2,20%
  • carne bovina de primeira -1,46%
  • farinha de trigo -1,15%
  • açúcar cristal -0,97%
  • manteiga -0,78%
  • café em pó -0,39%

Em relação ao preço, a cesta básica de Campo Grande só fica atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre. Já considerando a variação do mês, é a 10ª maior entre as capitais.

Comprometimento

A jornada de trabalho necessária para comprar uma cesta básica em Campo Grande foi de 114 horas e 50 minutos em julho, aumento de 40 minutos na jornada em comparação ao mês de maio.

Na comparação com junho de 2025, cuja jornada registrou 114 horas e 56 minutos, o resultado foi de redução em seis minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, de R$ 1.621,00, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer 56,43% da renda para adquirir a cesta.

Em maio, esse percentual correspondeu a 56,10% da renda líquida e, em junho de 2025, a 56,48%.

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