Sexta, 17 de Novembro de 2017

Bloco eletrônico será adotado pela PM para multar mais

22 FEV 2010Por 03h:51
A partir do próximo mês, os policiais de trânsito de Campo Grande começam a trocar os blocos de papel por equipamentos eletrônicos para aumentar o número de multas. O novo sistema está instalado em 30 smartphones (computadores de mão com serviços de telefonia móvel), que têm acesso direto ao banco de dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran/ MS). Isso pode agilizar a tramitação dos processos de infrações de trânsito. Hoje, em reunião no órgão às 10h, será feita explanação do método, além do lançamento de campanha para redução do número de acidentes e de mortes.No ano passado, foram registrados 7.654 na Capital, quando 58 pessoas perderam a vida. Mensalmente, a polícia de trânsito expede, em média, 1,9 mil multas, sendo que esse número pode ser maior quando as blitze são intensificadas. Diariamente, são lavrados 70 autos de infração. Em janeiro deste ano, 2.705 infrações de trânsito foram registradas pelos policiais. Os militares da Companhia Independente de Polícia de Trânsito (Ciptran) passaram por treinamento no início de fevereiro e já começaram a utilizar o “bloco eletrônico” de forma experimental. “É um avanço porque com esse sistema podemos ter dados rápidos dos motoristas e dos veículos”, avaliou o comandante da Ciptran, major Alírio Vilassanti Romero. Ele explicou que o equipamento facilita a consulta da situação do motorista, pois dá acesso ao banco de dados do Detran. Além disso, com o uso dele, a tramitação da multa começa imediatamente após o preenchimento no talão eletrônico. Como o aparelho tem Sistema de Posicionamento Global (GPS), o auto de infração terá preenchimento automático de localização, hora e data. O equipamento também imprime uma via da multa, que é entregue ao motorista e a assinatura da via continua sendo facultativa. O major Vilassanti lembra que o fato de o motorista assinar a multa não significa que ele admite ter cometido a infração de trânsito, mas apenas oficializa o recebimento de uma das vias do auto de infração. O comandante da Companhia de Polícia de Trânsito não acredita que o uso dos novos equipamentos possa iniciar uma “indústria de multas”, já que, segundo ele, nada se altera nas fiscalizações e formas de perceber as infrações de trânsito. Ele lembra ainda que, mesmo com o uso do novo sistema, os talões de papel não serão aposentados, para alguma eventualidade.

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