Quarta, 22 de Novembro de 2017

Black Jack sai customizada de fábrica

23 JUL 2010Por 10h:48
Lucas Rizzollo, Agência INFOMOTO

Para quem é amante do mundo moto e esteve no Salão das Duas Rodas 2009 com certeza vai se lembrar das exóticas motos expostas no estande da MVK. Uma custom batizada de Ghost e uma bobber - tipo de customização - chamada Black Jack, modelo que atraiu olhares curiosos durante a feira de motocicletas. As motos são fabricadas pela chinesa Regal Raptor e vendidas no Brasil pela Tecmoto (detentora das marcas MVK e Regal Raptor).
Antes de conhecer melhor a Black Jack é importante dizer que o modelo foi idealizado para agradar primeiramente aos olhos e não para ser uma escolha racional de motocicleta. Ela não é prática, rápida ou versátil. Principalmente pelo seu maior diferencial, a ausência de suspensão traseira, chamada de hard tail, o popular rabo duro.
É impossível levar garupa e o piloto tem um banco individual amortecido apenas por uma mola parecida com a de uma mountain bike. Logo, acelerar em vias esburacadas e acomodar bagagens para longas viagens não combinam com a Black Jack. Mas se falta praticidade, sobra estilo. Tudo no modelo é cheio de estilo, dos comandos avançados até o tanque de óleo. Já o tanque de combustível tem apenas 9 litros e não há trava, tudo para manter o estilo bobber. Em função do design, o piloto da Black Jack vai cansar de ouvir elogios. E acredite, a moto é ainda mais bonita ao vivo.

Pilotando a “magrela“
Diferente da maioria das motocicletas custom, que usam o tradicional “V2”, o modelo chinês é equipado com um propulsor de dois cilindros paralelos e 320 cm³ de capacidade. Alimentado por carburador, rende quase 23 cv de potência máxima a 8.000 rpm.  Apesar das diferenças, o propulsor se mostrou elástico e adequado ao tipo de uso da moto.
O sistema de freios da Black Jack é formado por três discos do tipo margarida - duplo com 300 mm na dianteira e simples de 240 mm na roda traseira - e dotado de linhas de freios feitas em malha de aço (Aeroquip). Infelizmente, a frenagem é limitada em função da qualidade dos pneus, de origem chinesa. Na chuva a atenção deve ser redobrada.
Parado no semáforo com a Black Jack um motoboy disse: “Magrela não? Só tem o quadro e o motor.” Fruto do seu estilo minimalista e beleza estética, a moto oferece baixo peso. Com 160 kg, a Black Jack pode não ser uma “magrela”, mas perto de uma Honda Shadow e seus 247 kg, parece um brinquedinho em duas rodas.  
Outro item que literalmente chama atenção é o ronco grave que sai dos escapamentos. Em marcha lenta parece calmo, mas basta girar o acelerador para o som ser propagado e, consequentemente, a moto abrir caminho entre os carros.
E falando em automóveis, a Black Jack traz um guidão alto e largo. Por isso é bom tomar muito cuidado nos deslocamentos urbanos ao rodar pelo corredor. Em estrada aberta a moto ganha velocidade fácil e anda com desenvoltura até os 110 km/h, depois disso o velocímetro entra em sua faixa vermelha e o conforto fica prejudicado.
No Brasil esta moto não tem concorrência direta. Quem mais se aproxima são as custom 250, como a Kasinski Mirage e Sundown V-Blade. Atraindo olhares de todos os lados não é difícil se imaginar na pele de Denis Hopper no filme Easy Rider (Sem Destino). Para quem quer fugir da mesmice e se destacar no trânsito sem precisar trocar nenhuma peça, a Rebel Raptor Black Jack é uma boa opção. Uma bobber original de fábrica que custa R$ 15.580.

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