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Biomanguinhos conclui segunda etapa para produção de vacina contra meningite C

Biomanguinhos conclui segunda etapa para produção de vacina contra meningite C

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ

17/12/2012 - 07h00
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Para diminuir os casos de meningite C no país, o laboratório do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) estuda, há mais de dez anos, a produção da vacina meningocócica C conjugada. Coordenado pela Assessoria Clínica do Instituto, em parceria com o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), o projeto acaba de concluir sua segunda etapa do estudo clínico. A conquista é especial para o Brasil, pois trata-se do primeiro laboratório nacional a alcançar este resultado.

A segunda fase foi finalizada com testagem da imunogenicidade (capacidade protetora) e a reatogenicidade (segurança) da vacina meningocócica C conjugada em 360 crianças saudáveis, moradoras do bairro de Manguinhos e que são atendidas por equipes de Saúde da Família da iniciativa Teias (Território Integrado de Atenção à Saúde) – Escola Manguinhos.

Na terceira etapa, que será concluída em 2013, o imunizante poderá ser aprovado pelas agências reguladoras, para posteriormente ser comercializado. Será mais uma das vacinas produzidas em Biomanguinhos presente no Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que representa a chance de fabricar “em casa” o que era feito por laboratórios estrangeiros.

Atualmente, esta vacina é a única forma de prevenção da meningite, doença que atinge 500 mil pessoas por ano no mundo e causa 50 mil óbitos.

Histórico

Anos 70 - A produção da vacina meningocócica AC, em Biomanguinhos, é realizada a partir de um acordo de cooperação técnica com o Instituto Mérieux, da França.

Em 2010 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunica oficialmente que a vacina contra meningite meningocócica A e C, produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos) da Fiocruz, em parceria com o Instituto Finlay, de Cuba, é pré-qualificada.

TEMPO

Campo Grande já tem o fevereiro mais chuvoso dos últimos três anos

Até segunda-feira eram 172,6 milímetros acumulados no mês, volume superior ao registrado em janeiro, quando choveu 152,2 mm em Campo Grande

18/02/2026 08h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo ainda na metade, este mês em Campo Grande já teve acúmulo de 172,6 milímetros de chuva segundo dados registrados até a segunda-feira. Isto coloca o mês de fevereiro deste ano como o mais chuvoso dos últimos três anos na Capital, e ainda há possibilidade de que ele consiga ultrapassar a marca de mais chuvoso desde 2017.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até a segunda-feira o acumulado de precipitação em Campo Grande já era semelhante ao esperado para todo este mês, que segundo a média, é de 180 milímetros, e cujo registro era de 172,6 mm.

Esse valor já está próximo ao registrado no mês inteiro de fevereiro de 2023, quando o acumulado chegou a 242,2 mm.

E se a previsão do tempo se confirmar, já que há indicativo de manutenção das chuvas para os próximos dias, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos. Até agora esse posto é de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 mm.

Segundo a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), Valesca Fernandes, o maior acúmulo de chuvas deste ano em relação aos anos anteriores se dá porque este ano houve a formação de “zonas de convergências de umidade, que contribui com toda chuva”.

“Os modelos indicam mais probabilidade de chuva nas regiões norte, nordeste e noroeste do Estado, com acumulados que podem superar os 80 mm”, explicou a meteorologista sobre os próximos dias.

Apesar de o acúmulo de chuva esperado para os próximos dias não ser tão alto, ainda há probabilidade de chuva com pequenos acumulados para os dias seguintes deste mês na Capital. Para amanhã, há possibilidade de chuva de até 20 milímetros em Campo Grande, segundo indica a previsão.

Conforme o Inmet, na sexta-feira as chuvas devem aumentar em Campo Grande e há, inclusive, a possibilidade de queda de granizo na Capital. O calor, no entanto, continua forte durante toda essa semana, podendo chegar aos 38°C na sexta-feira, mesmo com a chuva.

FENÔMENOS CLIMÁTICOS

Atualmente o clima está sob influência do fenômeno La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e que na Região Centro-oeste costuma favorecer chuvas mais regulares e volumosas.

No entanto, esse fenômeno deve deixar de atuar em abril, o que pode novamente favorecer no retorno das secas.

Conforme a meteorologista do Cemtec-MS, há previsão de que a partir do segundo semestre deste ano haja o retorno do El Niño, fenômeno responsável pelo aumento considerável nas temperaturas em Mato Grosso do Sul.

“Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro”, afirmou Valesca.

Volume de chuva aumentou e já ultrapassou os acumulados de fevereiro dos últimos anos na Capital - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Lembrando que nos últimos anos, Mato Grosso do Sul estava sob influência do El Niño, o que resultou em incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente em 2024.

*Saiba

Aumento das chuvas também tem colaborado para que haja uma “epidemia” de buracos no asfalto de Campo Grande. Por causa disso, a prefeitura diz que intensificou o serviço de tapa-buraco.

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CAMPO GRANDE

Homem passa mal e morre durante desfiles das escolas de samba

Rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão

18/02/2026 08h35

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração

Arquibancada da Praça do Papa no desfile das escolas de samba - Imagem de ilustração Foto: PMCG

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Última noite dos desfiles das escolas de samba terminou em tragédia.

William Roas Batista, de 36 anos, morreu após passar mal, na noite desta terça-feira (17), durante os desfiles das escolas de samba, na Praça do Papa, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o rapaz estava assistindo aos desfiles, quando, em determinado momento, fechou as mãos, esticou os braços e caiu no chão.

Ele foi levado até a tenda médica instalada no evento e foi reanimado por cerca de duas horas, mas, não resistiu e faleceu no local.

Após confirmação da morte, o corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito para os exames necessários.

De acordo com o boletim de ocorrência, o rapaz faz uso de entorpecentes e bebida alcoólica, mas, segundo o irmão, ele não havia bebido na presente data e estava sem usar drogas há 15 dias.

Além disso, ressaltou que seu irmão já havia passado mal em outras ocasiões, mas não havia buscado atendimento médico.

A morte foi constatada às 1h53min e o boletim de ocorrência foi registrado como "morte natural" às 5h57min na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

Ao todo, 20 mil pessoas marcaram presença na última noite de desfile das escolas de samba de Campo Grande, onde se apresentaram Os Catedráticos do Samba, Deixa Falar e Cinderela Tradição.

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