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Biólogos identificam causa de defeito cardíaco em pessoas com síndrome de Down

Biólogos identificam causa de defeito cardíaco em pessoas com síndrome de Down

Isaude.net

08/11/2011 - 20h30
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Estudo envolvendo drosófilas e ratos permitiu que biólogos identificassem dois genes responsáveis por defeitos cardíacos congênitos em indivíduos com síndrome de Down, uma das principais causas de mortalidade infantil e de morte nas pessoas nascidas com este distúrbio genético.

Em artigo, pesquisadores da University of California, do Sanford-Burnham Medical Research Institute e da University of Utah, nos Estados Unidos, relataram a identificação de dois genes que, quando produzidos em níveis elevados, trabalharam juntos para interromper o desenvolvimento e o funcionamento cardíaco.

A síndrome de Down é um distúrbio que ocorre em um a cada 700 nascimentos, quando os indivíduos têm três cópias do cromossomo humano 21, em vez das duas que ocorrem normalmente.

"O cromossomo 21 é o menor cromossomo humano e estudos intensivos de mapeamento genético em pessoas com síndrome de Down identificaram uma pequena região dele que desempenha um papel crítico em causar defeitos cardíacos congênitos.

Essa região da síndrome de Down para a doença cardíaca congênita, chamada de 'região crítica DS-CHD' contém vários genes que são ativos no coração, os quais a nossa colaboradora, Julie Korenberg, suspeitava de interagir uns com os outros para perturbar o desenvolvimento ou o funcionamento cardíaco quando presente em três cópias.

Mas exatamente quais dentre esta meia dúzia de genes são os culpados? Identificar os genes dentro da região crítica DS-CHD que contribuem para os defeitos cardíacos congênitos é desafiador usando-se os modelos experimentais de mamíferos tradicionais, como ratos, já que o número de possíveis combinações genéticas que precisam ser geradas e testadas é muito grande", disse o professor de biologia Ethan Bier.

Para simplificar a pesquisa, os cientistas se voltaram para as moscas de fruta, um sistema mais simples e rápido reprodução biológica que possui muitos genes em comum com os ratos e os seres humanos.

Com a ajuda dos colaboradores Amir Gamliel, Geoff Rosenfeld e Kirk Peterson na University of California San Diego School of Medicine, Rolf Bodmer e Karen Ocorr na Sanford-Burnham Medical Research Institute, Julie R.

Korenberg da University of Utah, o biólogo Tamar Grossman, no laboratório de Bier, elaborou uma abordagem genética sequencial para desvendar o problema.

UCSanDiego

"Primeiro, as moscas de fruta foram utilizadas para testar todas as possíveis interações genéticas entre os pares destes genes que pudessem perturbar o funcionamento do bombeamento simples do fluido do coração da mosca.

Estes estudos genéticos abrangentes apontaram para um determinado par de genes conhecidos como DSCAM e COL6A2, que resultava nos defeitos mais graves quando produzidos em excesso juntos", disse Bier.

Em seguida, os pesquisadores testaram os efeitos de se aumentar os níveis desses genes nos corações dos modelos de rato.

Primeiro eles geraram linhas genéticas de ratos que tinham atividade elevada de cada um destes genes no coração e, em seguida, cruzaram estes ratos geneticamente para criar descendentes que super produziam os genes em conjunto. Os pais, bem como seus descendentes foram então testados para a função cardíaca e defeitos cardíacos visíveis.

Os ratos que tinham níveis elevados de cada gene separadamente eram, em grande parte, normais. Mas a prole com níveis extra de ambos os genes tinha graves defeitos cardíacos.

Estes defeitos cardíacos eram de dois tipos. O primeiro parecia uma das principais características dos pacientes cardíacos com síndrome de Down, em que o sangue desvia-se entre as duas câmaras atriais do coração através de pequenos orifícios no septo que normalmente isola essas duas câmaras.

O segundo defeito, que não é frequentemente observado em pacientes com síndrome de Down, mas que é uma condição comum e muito séria na população em geral, foi um espessamento da parede do coração, a hipertrofia cardíaca.

"Este espessamento da parede do coração reduz o funcionamento do coração e pode levar a ataques cardíacos fatais, o que de fato foi observado entre alguns dos ratos com superprodução de DSCAM e de COL6A2 mais seriamente afetados", disse Bier.

Bier acrescentou que a abordagem genética em camadas, usando moscas da fruta e, em seguida, ratos, poderia ser útil na identificação dos genes envolvidos em outros distúrbios genéticos comuns que acredita-se serem causados por múltiplos genes.

"Essas condições surgem devido a uma variação surpreendente no número de cópias de pequenos intervalos de cromossomos humanos que são realizadas por praticamente todas as pessoas.

Dependendo de quais pequenas regiões do cromossomo têm cópias extras de genes ou menos, várias condições podem resultar, incluindo a obesidade, o autismo e a esquizofrenia. Normalmente, nestas doenças, como na síndrome de Down, o enigma é: qual dos possíveis genes com um número de cópias alterado causou a doença", disse ele.

Tecnologia

Meta diz ao Cade que chatbots de IA se aproveitam do WhatsApp Business para uso não previsto

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes

02/02/2026 22h00

META/DIVULGAÇÃO

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A Meta disse ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que, ao utilizarem a API do WhatsApp Business, os Chatbots de inteligência artificial (IA) se aproveitaram da ausência de vedação expressa nos termos originais para criar e registrar suas próprias contas de "empresa", como se os usuários estivessem interagindo com uma empresa (como um prestador de serviços), quando, na realidade, estavam se comunicando com um Chatbot de IA.

"Esse tipo de interação, conforme mencionado, não foi previsto nem pretendido pela Meta quando do desenvolvimento da API", disse a empresa em manifestação apresentada ao órgão de defesa da concorrência na última sexta-feira, 30. API é a sigla, em inglês, para "Interface de Programação de Aplicações", conjunto de regras e protocolos que permite a integração de serviços entre aplicativos.

A Meta lembrou que a integração de funcionalidades de IA a aplicativos está alinhada a uma tendência observada em diversos setores, na qual provedores vêm incorporando recursos de IA a serviços já existentes, como parte de uma mudança estrutural na forma como serviços digitais são ofertados aos usuários.

A manifestação da Meta é em resposta a um questionário enviado pela Superintendência-Geral (SG) do Cade, que, no mês passado, abriu um inquérito administrativo contra a Meta. Na ocasião, a SG também determinou medida preventiva para impedir a vigência dos novos termos de uso do WhatsApp para inteligência artificial (IA) até que o Cade avaliasse os indícios de infração à ordem econômica e ponderasse os argumentos e teses de defesa apresentados pela Meta, dona do serviço de mensagens.

A área técnica do Cade justificou que era necessário apurar se a Meta estaria abusando de sua posição dominante para favorecer sua própria inteligência artificial (Meta AI) e excluir concorrentes. No entanto, dias depois, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu a medida preventiva do Cade, permitindo à empresa aplicar os novos termos de uso do WhatsApp para IA. Em nota, a empresa disse ter recebido a decisão "com satisfação". "Os fatos não justificam uma intervenção no Brasil nem em qualquer outro lugar", defendeu.

O que a Meta disse ao Cade

O documento apresentado ao Cade possui informações de acesso restrito apenas ao Cade e às representadas, por conterem segredos comerciais e dados sigilosos.

Na versão pública, a empresa informou que os AI Providers serão afetados pelas mudanças nos termos acessaram a API do WhatsApp Business por meio do processo regular de cadastro aplicável a usuários empresariais, isto é, mediante a criação de uma conta no Meta Business Manager e o fornecimento das informações necessárias para a verificação da conta, seguidos da criação de uma conta no WhatsApp Business e do registro de um número de telefone vinculado à API.

A Meta também destacou que a indústria de IA ainda se encontra em estágio incipiente e atualmente o setor tem explorado quais casos de uso, formatos e modelos de negócios geram maior aderência junto aos consumidores, com ênfase na experimentação de funcionalidades baseadas em IA integradas a aplicações. "Nesse ambiente dinâmico, concorrentes lançam continuamente novas funcionalidades em navegadores, aplicativos, suítes de produtividade e mecanismos de busca."

Como exemplo, foi citado o lançamento, pela OpenAI, de novos recursos para expandir sua atuação em serviços de mensagens, incluindo a implementação de conversas em grupo. "Esse processo contínuo de experimentação, integração e inovação caracteriza a forma como os desenvolvedores de IA competem atualmente. Para o WhatsApp, a adoção dessas ferramentas é fundamental para manter a plataforma na vanguarda da inovação centrada no usuário, proporcionando melhorias relevantes sem comprometer a simplicidade e a confiabilidade valorizadas pelos usuários."

Por outro lado, a Meta disse entender que Chatbots de IA operados por terceiros "não constituem parte inerente da experiência do usuário no WhatsApp" e a empresa possui visibilidade limitada sobre os casos de uso específicos atendidos por esses Chatbots de IA no WhatsApp. A empresa sustentou que o WhatsApp é utilizado, predominantemente, como um canal adicional de distribuição para serviços que essas empresas já oferecem em outros ambientes.

Histórico

A investigação do órgão de defesa da concorrência no caso da Meta AI começou no fim de 2025, após uma denúncia das startups de chatbots Zapia e Luzia, que operam, principalmente, por meio do WhatsApp e Telegram. Elas alegam que os Novos Termos do WhatsApp (WhatsApp Business Solution Terms) irão banir da plataforma desenvolvedores e provedores de serviços e soluções de inteligência artificial generativa (AI Providers ou Desenvolvedores de IA), garantindo um monopólio artificial à Meta AI.

O WhatsApp sustenta que o surgimento de chatbots de IA na Business API coloca uma pressão sobre seus sistemas que eles não foram projetados para suportar. Na visão da empresa, a decisão original do Cade partiu do pressuposto de que o WhatsApp é, de alguma forma, uma "loja de apps". A gigante de tecnologia defende que as rotas de acesso ao mercado para empresas de IA são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias com a indústria, não a plataforma do WhatsApp Business.

A discussão no Cade é sobre o uso exclusivo do chatbot da Meta, ou seja, se há uma justificativa técnica para a restrição - a chamada "regra da razão" (do inglês, rule of reason). Essa análise jurídica pondera os efeitos pró e anticompetitivos de uma conduta empresarial, em vez de presumir sua ilicitude.

Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a decisão judicial que suspendeu a medida preventiva não impede a análise do caso pelo Cade. Segundo fontes, o órgão deverá se debruçar sobre o processo ainda no primeiro semestre deste ano.

Restrospectiva 2025

Confira os aplicativos mais baixados no ano de 2025 na App Store

O ano de 2025 foi marcado por lançamentos e atualizações que redefiniram a experiência digital, facilitando o cotidiano e oferecendo entretenimento de ponta

05/12/2025 13h15

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A Apple celebra a inovação e a criatividade digital. Conheça os vencedores que dominaram as plataformas iPhone, iPad, Mac e Vision Pro em 2025, com destaque para a evolução do Pokémon e o épico de mundo aberto da CD Projekt Red.

O ano de 2025 foi marcado por lançamentos e atualizações que redefiniram a experiência digital, facilitando o cotidiano e oferecendo entretenimento de ponta. O App Store Awards se consolida como a principal vitrine para celebrar a paixão e a excelência dos desenvolvedores globais.

Os títulos vencedores deste ano representam o que há de mais refinado em design, usabilidade e impacto cultural, garantindo engajamento e relevância em todas as categorias.

Melhores jogos de 2025: inovação e imersão

A categoria de jogos apresentou inovações notáveis, desde a nostalgia repaginada até a imersão em realidade mista.

Jogo do ano para iPhone: Pokémon TCG Pocket

O fenômeno Pokémon evoluiu para o ambiente móvel com o Pokémon TCG Pocket. O título conquistou o prêmio de Jogo do Ano para iPhone graças às suas ilustrações de tirar o fôlego, batalhas intensas e recursos otimizados. A experiência de colecionar e duelar foi refinada para o dispositivo, tornando-o o mais sofisticado da franquia até agora.

Jogo do Ano para iPad: Dredge

Misturando terror e aconchego, Dredge se destacou no crescente gênero "assustador e aconchegante". O jogo de pesca cativou os usuários do iPad com águas calmas e capturas abundantes, mas fisgou a atenção com um mistério assombroso e toques de terror.

Jogo do ano para Mac: Cyberpunk 2077: Ultimate Edition

A aventura épica de mundo aberto Cyberpunk 2077: Ultimate Edition foi aclamada como o Jogo do Ano para Mac. Glamoroso, intenso e repleto de energia, o título transportou os jogadores para uma metrópole de ficção científica deslumbrante, consolidando-se como uma experiência obrigatória na plataforma.

Jogo do ano do Apple Arcade: What the Clash?

O Apple Arcade premiou What the Clash? por suas competições absurdamente malucas e inéditas. O jogo se destacou por provocar risadas e manter os jogadores constantemente adivinhando o que viria a seguir.

Jogo do ano do Apple Vision Pro: Porta Nubi

No novo ambiente de computação espacial, Porta Nubi foi o Jogo do Ano do Apple Vision Pro. Situado entre as nuvens, o jogo de quebra-cabeças atmosféricos oferece aos usuários a sensação de controlar a luz, aproveitando ao máximo a imersão do dispositivo.


Aplicativos Essenciais de 2025: Produtividade e Conexão

Os aplicativos vencedores focaram em simplificar tarefas complexas e aprimorar a comunicação e o bem-estar.

Aplicativo do ano para iPad: Detail

Com a ascensão da narrativa em vídeo, o Detail democratizou a produção de conteúdo. Suas ferramentas de edição com Inteligência Artificial (IA) permitem que qualquer pessoa participe da conversa, tornando a edição de vídeo acessível e eficiente no iPad.

Aplicativo Mac do ano: Essayist

Para estudantes, acadêmicos e pesquisadores, o Essayist se tornou indispensável. Ao automatizar a organização de fontes e a formatação acadêmica, o aplicativo libera os usuários para se concentrarem nas ideias realmente importantes, resolvendo o demorado trabalho de escrita.

Aplicativo do ano para Apple Watch: Strava

O Strava foi reconhecido como o Aplicativo do Ano para Apple Watch. Com um design elegante, rastreamento de segmentos em tempo real e uma comunidade global de atletas, o aplicativo de fitness completo ajudou milhões de usuários a superarem seus recordes pessoais.

Aplicativo do ano da Apple TV: HBO Max

O HBO Max na Apple TV foi premiado por sua capacidade de reunir família e amigos. Com uma seleção de filmes e séries na vanguarda da cultura pop, o aplicativo se destacou como um centro de entretenimento compartilhado.

Aplicativo do ano do Apple Vision Pro: Explore POV

A experiência mais próxima da teletransportação, o Explore POV foi o Aplicativo do Ano para o Apple Vision Pro. O app leva os usuários a belas praias, florestas exuberantes e cidades vibrantes ao redor do mundo, utilizando a impressionante qualidade do Apple Immersive Video.

Destaque em Produtividade: Timo

O aplicativo Timo fez o impensável: transformou a tarefa de lidar com pendências em uma atividade relaxante. Ao converter calendários caóticos em uma linha do tempo com cores suaves, o Timo provou que a produtividade pode ser sinônimo de bem-estar.


Resumo dos Vencedores do App Store Awards 2025

Para referência rápida, confira a lista completa dos principais vencedores:

 

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