Cidades

Defesa

Biodiversidade é "esfregão natural" contra poluição de rios

Biodiversidade é "esfregão natural" contra poluição de rios

Folha

10/04/2011 - 21h00
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Em um momento em que a Terra entra num período de extinção em massa, um estudo divulgado na quarta-feira apresenta um novo motivo para se preservar a biodiversidade: ela é um "esfregão natural" e eficaz contra a poluição nos cursos d'água.

Ativistas ambientalistas há muito tempo alertam que a diminuição da biodiversidade resulta na perda de serviços ecológicos como a limpeza dos rios, controle de pragas e doenças e aumento da produtividade na pesca.

O estudo mais recente, publicado na revista científica "Nature", mostra como isso funciona: os cursos d'água que contêm mais espécies têm água de melhor qualidade do que aqueles com menos espécies.

As espécies em questão são microorganismos, como as algas, que incorporam a seu corpo partículas de poluição. Quanto maior o número de tipos de algas, cada uma com um habitat minuciosamente diferente, melhor elas agem coletivamente na filtragem da poluição da água.

"Se mantivermos os rios em seu estado naturalmente diversificado, esses cursos d'água que amamos por sua recreação, beleza, pesca etc. terão o benefício tangencial de limpar nossa água para nós", disse o autor do estudo, Bradley Cardinale, da Universidade do Michigan.

"Uma implicação [do estudo] é que, se nós deixarmos a natureza fazer suas coisas, não temos de correr para criar usinas muito caras de tratamento de água por todo o planeta", afirmou Cardinale.

Rios em miniatura

Para chegar a essas conclusões, Cardinale montou 150 modelos em miniatura de rios que espelhavam as condições variadas de cursos d'água nos Estados Unidos. Ele acrescentou de uma a oito variedades de algas e mediu o quanto os minirrios ficavam limpos.

A completa mistura das oito espécies de algas removeu nitrato dos rios 4,5 vezes mais rapidamente, em média, do que faria uma espécie única sozinha, constatou o estudo, financiado pela Fundação Nacional da Ciência.

Descobrir os benefícios da biodiversidade é importante porque os cientistas observam que a Terra entrará em um período de extinção em massa quando cerca de 75% ou mais da vida no planeta desaparecer para sempre.

Cardinale disse haver poucas dúvidas de que essa tendência, amplamente causada pela destruição dos locais onde as espécies vivem, já começou.

A taxa de extinção agora é de cem a mil vezes mais rápida do que o normal e de 30% a 50% das espécies poderão estar extintas até 2.100, disse Cardinale.

Em Mato Grosso do Sul

Detran suspende serviços digitais durante feriadão de 12 de outubro

Portal, aplicativo e atendimento pelo WhatsApp ficarão fora do ar entre sábado e domingo; órgão recomenda antecipar emissão de guias e consultas

07/10/2026 15h01

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Quem precisar acessar serviços digitais do Detran-MS terá que se antecipar neste fim de semana. O Portal de Serviços Meu Detran, o aplicativo Meu Detran MS e o atendimento pelo WhatsApp ficarão indisponíveis entre as 14h de sábado (10) e as 18h de domingo (11), véspera do feriado de 12 de outubro.

Durante a interrupção, não será possível fazer consultas, emitir guias ou utilizar os demais serviços disponíveis pelos canais digitais. O Detran-MS orienta que procedimentos necessários para regularização de veículos e emissão de documentos sejam feitos antes da manutenção, considerando também o prazo de compensação bancária para pagamentos.

A paralisação ocorre durante uma manutenção programada para a migração do banco de dados do Detran-MS para a Setdig (Secretaria-Executiva de Transformação Digital), com mudanças voltadas à ampliação da capacidade de processamento e armazenamento e ao reforço da segurança das informações.

A indisponibilidade termina às 18h de domingo, conforme a previsão do órgão. Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, os serviços presenciais também seguem as regras de funcionamento estabelecidas para a data e não terão funcionamento. 

Travamento

MS-040 completa um mês de restrição a tráfego de caminhões

Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes

07/10/2026 15h00

Trecho em obras na MS-040

Trecho em obras na MS-040 Foto: Divulgação

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Desde o dia 5 de setembro, pouco mais de um mês, obras em duas pontes restringem o tráfego de caminhões entre os quilômetros 205 e 223 da MS-040, trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo.  

As intervenções fazem parte das ações de melhoria da infraestrutura rodoviária administrada pela empresa Caminhos da Celulose, e segundo a concessionária,  têm como objetivo ampliar as condições de segurança para os usuários da via. 

Neste período, moradores, produtores e transportadoras já protestaram sobre o andamento das obras, justificativas que chegaram à Assembleia Legislativa por uma solução para o trecho.

Histórico

A restrição foi adotada pela concessionária no início de setembro, sob justificativa de intervenções nas estruturas. Desde então, veículos leves seguem pelo sistema de Pare e Siga, enquanto caminhões são impedidos de utilizar as pontes.

Para os veículos de carga, o desvio aumenta o percurso e afeta diretamente o transporte de produção e o abastecimento de Santa Rita do Pardo.

A falta de uma previsão para a liberação passou a ser o principal ponto de cobrança na Asembleia Legislativa no início do último mês. Na ocasião, o deputado estadual Pedro Arlei Caravina apresentou requerimento pedindo mais informações à concessionária e à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

Entre os pedidos estão os laudos técnicos que fundamentaram a restrição, informações sobre as condições das pontes e um cronograma para execução dos serviços. Na ocasião, o parlamentar também questionou a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para permitir a passagem de caminhões enquanto as obras não são concluídas.

“Não existe nenhuma obra a ser executada lá. Foi instalado um 'Pare e Siga', reduzido demais a passagem de veículos, passando com dificuldade caminhonetes, e não sei se veículos de urgência e emergência, como o Samu, conseguem passar naquele espaço”, afirmou Caravina durante discurso no plenário.

O deputado também cobrou uma definição sobre o prazo para a solução. Segundo ele, em contato com representantes da concessionária, a informação recebida foi de que somente no dia 25 último seria feita uma nova avaliação para definir o que precisaria ser executado.

A restrição já havia sido abordada pelo Correio do Estado na primeira semana de setembro, quando a concessionária iniciou a recuperação das duas estruturas. Dias depois, a situação passou a atingir diretamente o transporte de cargas, já que não havia uma rota alternativa próxima capaz de absorver o tráfego pesado sem ampliar significativamente o percurso.

Desde então, a discussão deixou de ser apenas sobre a recuperação das pontes e passou a envolver também a necessidade de uma solução provisória para garantir a circulação de cargas.

Caravina afirmou que a insatisfação entre produtores e moradores é generalizada e defendeu que a concessionária apresente um planejamento para reduzir os impactos enquanto as intervenções definitivas não são concluídas.

“Peço a possibilidade de uma ponte móvel para liberar pela lateral dela para retomar o tráfego de caminhões. Precisamos de um planejamento e uma informação o mais urgente possível”, disse.

O que falta esclarecer

Além do prazo para conclusão das intervenções, o parlamentar busca os motivos técnicos que levaram à restrição dos veículos pesados, o estágio atual das obras e quais medidas estão sendo adotadas para reduzir os impactos do bloqueio.

O Correio do Estado já questionou a Agems sobre a fiscalização do contrato de concessão da Rota da Celulose e sobre as medidas que podem ser adotadas diante da permanência da restrição.

A concessionária Caminhos da Celulose havia informado anteriormente que trabalhava na busca de uma solução para permitir a liberação parcial do trecho. Até o fechamento desta matéria, a empresa não apresentou uma atualização para o retorno dos caminhões. O espaço segue aberto. 

Colaborou Evelyn Thamaris*

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