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Virtual

Biblioteca online reúne títulos que influenciaram Fernando Pessoa

Biblioteca online reúne títulos que influenciaram Fernando Pessoa

THIAGO ANDRADE

26/10/2010 - 17h31
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Mergulhar no mundo literário que serviu de referência para o poeta português Fernando Pessoa tornou-se possível por meio da internet. No site http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt, encontram-se livros que marcaram e acompanharam o poeta na adolescência, época em que ainda morava na África do Sul. A coleção acompanha a trajetória do escritor, sendo que o último livro entrou para a coleção pessoal em outubro de 1935, um mês antes de sua morte.

São mais de 1,1 mil livros disponíveis para a consulta on-line. Não são todos os livros da coleção do autor que estão disponíveis, já que alguns ainda não caíram em domínio público. Entretanto, alguns dos livros da biblioteca virtual contam com anotações de Fernando Pessoa, assinadas por pré-heterônimos, que mais tarde serão utilizados pelo autor para assinar suas obras. A primeira vez que utiliza um desses tinha 15 anos, assinando como F. Pyps.

CAMPO GRANDE

FenaSul começa na sexta-feira com música, gastronomia e cultura gaúcha

40 expositores estarão no local com chocolate de Gramado, vinhos, queijos, salames, bolacha colonial, cucas, chimarrão, suco de uva, panelas, entre outros

01/07/2026 15h10

Exposição e venda de vinhos, queijos e cachaças na FenaSul

Exposição e venda de vinhos, queijos e cachaças na FenaSul Reprodução/Facebook - Fenasul

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A tradicional FenaSul está de volta.

A Feira Gaúcha ocorre de 3 a 12 de julho de 2026, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, localizado na rua Américo Carlos da Costa, número 320, Jardim Américo, em Campo Grande.

A feira exibe a cultura, gastronomia, moda, música, dança e cotidiano da região Sul em Mato Grosso do Sul.

Chocolate de Gramado, vinhos, queijos, salames, costela fogo de chão, doces artesanais, doces cristalizados, geleias, chimias, bolacha colonial, cucas, chimarrão, suco de uva, panelas, louças, tapetes em couro, botas de couro, chapéu country, casacos, bolsas, acessórios e calçados da região Sul do Brasil estarão à amostra. Ao todo, 40 expositores participarão do festival.

Em muitos anos, a feira aconteceu no Círculo Militar, localizado na avenida Afonso Pena, mas, de alguns anos para cá, mudou de lugar, para o Parque de Exposições.

Turismo

Projeto Corumbá a Pé usa QR codes para revelar a história de 17 edifícios históricos

Projeto Corumbá a Pé usa QR codes para revelar a história de 17 edifícios históricos e transforma um passeio pelo centro da cidade em uma experiência interativa de valorização do patrimônio cultural às margens do Rio Paraguai

01/07/2026 08h30

Silvio de Andrade

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Caminhar pelo centro e o Porto Geral de Corumbá é voltar a um passado de prosperidade econômico pós-guerra (do Paraguai), entre o fim do século 19 e meados do século 20. São grandes casarões construídos com influência arquitetônica europeia, misturas neoclássicas e coloniais e ornamentações de diversas origens.

Tombado pelo patrimônio histórico nacional, o conjunto reflete a importância continental da cidade como terceiro maior porto fluvial do Brasil.

A imponência desses bens culturais chama a atenção do visitante, qualificando Corumbá como uma cidade de aspecto urbanístico e paisagístico diferenciado em Mato Grosso do Sul, moldada pelos caminhos das águas do Rio Paraguai e platinas.

Elementos ornamentais, fachadas alinhadas ao passeio público e diferentes usos urbanos compõem a identidade visual do conjunto histórico, grande parte de frente para o rio e o Pantanal.

O corumbaense precisa incorporar essa joia cultural ao seu bairrismo como pertencimento e, assim, protegê-la e eternizá-la. Várias têm sido as iniciativas (ou tentativas) para que a cidade assuma um dos elementos mais preciosos de sua história de 247 anos, envolvendo, principalmente, os jovens e as crianças.

Ainda se depreda, abandona ou descaracteriza um imóvel histórico, ou pior, leva-se ao chão para construir algo que não compõe a paisagem.

Foto: Silvio de Andrade

Na palma da mão

Na semana passada, a prefeitura de Corumbá, com a participação do campus da Universidade Federal de MS (UFMS), lançou mais um projeto que chega como um novo despertar para atrair a família corumbaense, os turistas e os pesquisadores para a valorização do Centro Histórico (e entorno).

O Corumbá a Pé é um convite para a busca da identidade e referenciar uma bela e encantadora cidade, com seus paralelepípedos, palmeiras imperiais e samba no pé.

Com a ajuda da tecnologia para aproximar a população e o visitante, o passeio por essas edificações de grande expressividade se torna mais do que uma aula de patrimônio arquitetônico, num momento crucial em que o município está investindo R$ 21 milhões na restauração de cinco prédios.

Por meio da leitura de QR codes, a identificação e a história do imóvel vêm à palma da mão, enquanto se observa sua grandiosidade arquitetônica.

A iniciativa inovadora contempla 17 exemplares construídos a partir de 1876 (Casa Wanderley & Baís, na Rua Manoel Cavassa, orla portuária).

Suas fachadas receberam placas com QR codes e, ao apontar a câmera do celular, tem-se acesso a informações sobre a história, as características de construção e a importância cultural, tornando a experiência de conhecer o Centro Histórico mais interativa, acessível e educativa com conteúdo digital.

No Porto Geral, antiga Alfândega e, ao fundo, prédio da Casa Vasquez & Filhos
Foto: Silvio de Andrade
Foto: Silvio de Andrade

Além da Casa Wanderley & Baís, que abriga o Museu de História do Pantanal (Muhpan), foram incluídas na listagem outras construções do século 19, como o antigo presídio (hoje, Casa do Artesão), de 1875, a Catedral de Nossa Senhora da Candelária, de 1885, a Alfândega, sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan), de 1896, e a Casa Comercial Vasquez & Filhos, sede do Memorial do Homem Pantaneiro, de 1898.

Fortalecer a identidade

Também figuram o Instituto Luiz de Albuquerque (ILA), o Moinho Mato-Grossense (hoje, Moinho Cultural Sul-Americano), a antiga sede da prefeitura, a Casa Marinho, o Hotel Galileo, o Mercadão Municipal, o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, a Escola Municipal Cyriano Félix de Toledo, inaugurada em 1947 pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra, a Praça da República, local da retomada de Corumbá na Guerra do Paraguai, o Museu Casa do Dr. Gabi, a Casa e Museu Art Izu e o Centro de Convenções do Pantanal.

A Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (Fuphan), ao lançar o Corumbá a Pé, aposta na ferramenta e no acesso fácil à história patrimonial para aproximar moradores, estudantes e visitantes da memória urbana corumbaense e promover sua valorização e proteção.

Arquiteta Lauzie Xavier, diretora-presidente da Fuphan
Foto: Silvio de Andrade

Para a diretora-presidente da fundação, Lauzie Michelle Mohamed Xavier Salazar, despertar a comunidade para sua própria história é vital para esse pertencimento.

“A iniciativa integra ações de educação patrimonial voltadas à valorização da memória urbana, ao fortalecimento da identidade cultural da população e à promoção do turismo cultural em Corumbá”, ressalta Lauzie, que é arquiteta e neta da escultora Izulina Xavier (ícone da cultura pantaneira, falecida em 2022) e trabalhou em vários projetos de restauração no conjunto tombado em 1993.

Numa segunda fase, o projeto, que tem o apoio do escritório técnico do Iphan, ampliará o catálogo dos imóveis históricos para 40, contando também com a participação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado (CAU).

A plataforma de acesso às informações (inclui mapa da área tombada) foi desenvolvida pelos alunos do campus da UFMS que integram o trabalho de extensão Materialidade e Espacialidade das fachadas Históricas de Corumbá-MS.

Acesse o site em https://lapan-arq.github.io/Casario-do-Porto-de-Corumba/.

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