Terça, 21 de Novembro de 2017

Berzoini não se ilude com união de PT e PMDB em MS

29 JAN 2010Por 09h:29
Mato Grosso do Sul é um dos quatro estados brasileiros em que a direção nacional do PT considera haver pouca esperança de acordo com o PMDB e devem ficar fora do roteiro em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidata à sua sucessão Dilma Rousseff serão chamados no início de março para intervir nas negociações partidárias. “Em alguns lugares não podemos nos iludir”, admitiu o presidente nacional da sigla, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), ao jornal Folha de S.Paulo, depois de reunião com lideranças do PMDB, em Brasília, na quarta- feira. No encontro, ficou acertado que Lula e Dilma deverão intervir principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde o ministro das Comunicações, Hélio Costa, do PMDB, disputa a candidatura a governador com os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel. Dirigentes dos dois partidos consideram que lançar dois candidatos da base aliada no estado seria “suicídio eleitoral”, pois, conforme Berzoini, a cultura política mineira “não facilita a transferência de votos no segundo turno”. Em alguns estados, os partidos já se conformaram em ter dois candidatos, como Bahia e Pará. Para cada caso, as siglas definirão regras. Dilma e Lula poderão ir aos dois palanques, não ir a nenhum ou juntar os palanques, explica o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra. Como em Mato Grosso do Sul a possibilidade de acordo já não ilude as lideranças, uma dessas alternativas pode vir a ser usada também no estado. (ME)

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