Correio B
História
Beatles terão história contada em quadrinhos
Felpuda
Leia a coluna desta quarta-feira (6)
06/05/2026 00h02
Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado
Roberto Campos - economista brasileiro
"A diferença entre a empresa privada e a empresa pública é que aquela é controlada pelo governo, e esta por ninguém”.
Irritado com prefeitos que, segundo ele, estariam “escondendo” quem foi o responsável por obras construídas com repasse de recursos federais, o deputado José Orcírio decidiu ser um “agente secreto”. Se autointitulando “013”, anunciou que vai percorrer os municípios para registrar tudo aquilo que ele imagina que foi o Lula que proporcionou. Alguns parlamentares consideraram a atitude hilária e sugeriram que o colega se utilize de “uma lupa” para encontrar algum benefício e lembraram que o “dinheiro não é do governo do PT” e sim proveniente dos impostos pagos pela população. Portanto...

A Justiça de Campo Grande condenou uma empresa de transporte após uma passageira perder o velório e o sepultamento da mãe por atraso na viagem. A cliente sairia de madrugada rumo a Presidente Epitácio (SP), com chegada prevista antes das cerimônias.
No entanto, o embarque atrasou cerca de 4 horas e ela não conseguiu chegar a tempo. E também não recebeu resposta ao pedido de reembolso feito à empresa. A condenação foi o pagamento de R$ 5 mil por danos morais, além da restituição do valor da passagem.
Camilla Muzzi Grinfelder Tófano e Elton Fabricio Tófano - Foto: Studio Vollkopf
Dra. Lorena Gargaro - Foto: Arquivo PessoalO governador Eduardo Riedel já teria conversado com lideranças da Fiems e dito, em alto e bom som, que a preferência para compor sua chapa majoritária à reeleição continua sendo o atual vice, José Carlos Barbosa, o Barbosinha. A possibilidade de haver uma “troca” por Jaime Verruck, ex-titular da Semadesc, seriam apenas especulações. Fontes afirmam que essa tentativa de impor nomes “goela abaixo” já ocorreu em outras oportunidades e “deu ruim”.
O ex-secretário Jaime Verrick, pré-candidato a deputado federal, fez questão de esclarecer à imprensa que não colocou sua assinatura em convênio de R$ 7 milhões com a Federação das Indústrias de MS e que está dando o que falar. Ele explicou que foi exonerado no dia 1º de abril e a parceria entre o governo, via aquela secretaria, com a entidade, foi feita no dia 9 de abril. Ele deverá ser chamado na Assembleia para explicar nos mi-ní-mos detalhes.
Teliane Alves Bisognin;
Henry Barcelos Ceolin;
Sandra Maria da Rosa Salomão;
Ludéverson Delmondes Simioli Cação;
Dra. Daniele Iunes Monteiro;
Andrea Moraes Coimbra Frandoloso;
Isamélia Saravy Soares;
Danilo Proença Brum;
Joaninha Asato;
Elizeu Fernandes Tabosa Filho;
João Silva de Oliveira;
Takashige Nakase;
Antonio Araujo Correia;
Giselle Queiroz dos Santos;
José Santos Urtado;
Rechelina Geremia Gasparetto;
Jeanete Vieira de Carvalho;
Dr. Rui Spínola Barbosa;
Luis Eduardo Longobardi;
Alexandre Osorio Pastorello;
João Pereira da Silva;
Andréa de Souza Ferrão;
Ana Cristina Cestari Sanches;
Egydio Paro Luiz Wilson;
Eric Palko Burigato;
Otalino José de Farias;
Ubirajara Cecilio Garcia;
Gustavo Trindade Correa;
Renato dos Santos Lima;
Carolina Fontana de Oliveira;
Maria Carmem Pedra;
Paloma Nayara Gomes da Silva;
Ana Paula Ajul de Menezes;
Virgínia Alves Barbosa;
Mario Turino Fieburger;
Vilson Bernardes Melo;
Ana Lúcia Rôa;
Rochele Tôrres Serejo;
Maria da Glória da Cruz Rocha;
Júlia Hiromi Iguma;
Alvina de Almeida e Castro;
Sonia Regina Cesar;
Antônio Castro de Souza;
Marinete Soares da Silva;
Heilaine da Costa Castro;
Marcilio Alves Chianea;
Roberto Mota Filho;
José Eduardo Sodré;
Maria Inez Marques Soares;
Alda Regina Rondon Pontes;
Marlene Silva Souza;
Fátima Dutra dos Santos;
Maria Aparecida de Oliveira;
Francelina Barbosa;
Cláudio da Rocha Maciel;
João Francisco Alves;
Maria Teresa Menezes;
Glória Maria da Silva;
Paloma de Souza Nunes;
Keila Lopes;
Leila Oliveira Pereira;
Viviane Gonçalves Leite;
Maria Auxiliadora Barbosa Costa;
Lucila Rodrigues Ribeiro;
Maria Lúcia Grimaldi;
Florípedes Açucena Lopes;
Aroldo Flôres da Rocha;
Jorge Tetsuo Taira;
Geraldo Humberto Ferreira;
Marcio Cândido Alves;
Eulina Vieira Andrade;
Aroldo Pereira da Silva;
Josemir da Silva;
Eder Rosa de Campos;
José Carlos Lopes;
Herivelto Carvalho Pereira;
João Bosco Martins de Barros;
Marco Antônio Vieira;
Sebastião da Silva;
José Mendes Rocha;
Mauro Fialho;
Aires Xarão de Souza;
José Antonio Vieira;
Alaide Aparecida Ricardo Rodrigues;
Maria de Lourdes Osório;
Olentino Garcia Queiroz;
Jefferson Eduardo Pessoa;
Fabiano Cação Cesco;
Roberto Carlos Correa Rinaldi;
Sandro Luiz Mongenot Santana;
Moacir Antonio de Oliveira Lima;
Antonio Adelar Silva Landfeldt;
Marleide Gonçalves Puig;
Gustavo Bottos de Paula;
Cassiano Alcântara;
Mara Maria Ballatore Holland Lins;
Eduardo Borges de Amaral;
Maria Auxiliadora Toledo Vilalva Freire;
Alexandra Loro Urio;
Clayton Alves Martins;
Joice de Souza Barbosa Garcia;
Raphael Suzini de Paula;
Eduardo Cassiano de Lima Mãnica;
Célia de Souza Vieira Moreira;
Lilia Porfiria Rivero Cordova Valdes;
Antonio Carlos Jorge Leite;
Arnaldo Puccini Medeiros;
Eder Luiz Redó.
Colaborou TATYANE GAMEIRO
Arte
Performance de Halisson Nunes, "Corpo Sobre Penas", ocupa o histórico hotel e convida o público a desacelerar propondo reflexão sobre tempo, escassez e resistência na vida contemporânea
05/05/2026 08h30
Obra propõe uma experiência sensorial que passa pela dança, as artes visuais e a literatura para investigar corpos em transformação Lunar Fotografia
Entre a aridez e a permanência, entre o que falta e aquilo que insiste em existir, um corpo se movimenta – lento, fragmentado, em constante reconstrução. É nesse território de tensões que nasce o espetáculo de dança “Corpo Sobre Penas”, nova criação do artista sul-mato-grossense Halisson Nunes, que estreia nesta sexta-feira e sábado, às 19h30min, no Hotel Gaspar, em Campo Grande.
Com entrada gratuita (mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível ou item de higiene para a Central Única das Favelas) a performance convida o público a uma experiência sensorial que passa pela dança, a literatura e as artes visuais, propondo uma reflexão sobre a seca, a lentidão e os modos de existência na contemporaneidade.
Inspirado em obras clássicas como o livro Vidas Secas, a pintura “Retirantes” e a figura do monstro de Frankenstein, o espetáculo busca capturar a essência estética e simbólica que essas histórias carregam.
“A inspiração não vem como dramaturgia, mas na plasticidade em si. Aqui a proposta não é reproduzir a figura de cada obra, mas a força e a ideia de movimento e de tempo que as imagens carregam”, explica Halisson.
Com cerca de 40 minutos de duração e classificação livre, “Corpo Sobre Penas” constrói uma poética em que o corpo não representa personagens ou situações específicas – ele se transforma em campo de forças, marcado por ausência, resistência e reinvenção.
Partindo do projeto “Corpo Fantasma – Protótipo A”, a performance investiga um corpo que passa por excessos e faltas, que busca se reorganizar diante das pressões do mundo contemporâneo. Em cena, o movimento surge como resposta à escassez, mas também como tentativa de permanência.
“É um corpo que se constrói no espaço, atravessando estímulos sensoriais e propondo a lentidão como gesto de resistência e diálogo com a plateia”, afirma o artista.
Essa escolha pela lentidão se destaca como contraponto ao ritmo acelerado da vida atual. Ao desacelerar, o espetáculo abre espaço para a percepção, para o detalhe e para o encontro, tanto entre corpo e ambiente quanto entre artista e público.
A criação é assinada em parceria com o artista paulista Fernando Martins, responsável pela trilha sonora e direção artística. Com quase quatro décadas de trajetória na dança, Fernando desenvolve pesquisas que articulam movimento, música e dramaturgia.
Segundo ele, o som não atua apenas como acompanhamento, mas como força ativa na construção da cena. “O som não acompanha a cena, ele interfere. Afeta decisões, ritmo e presença”, afirma.
O processo criativo ocorreu ao longo de meses, em um intercâmbio entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, combinando encontros presenciais e investigações à distância. Para os artistas, o trabalho agora atinge um momento de maturidade.
“Hoje o trabalho está em um estado mais fino de lapidação. Não buscamos mais o que fazer, mas como sustentar o que emergiu”, completa Fernando.
De forma sutil, a performance também passa por duas pesquisas desenvolvidas por Fernando Martins: “Brain Diving” e “Dieta Aranha”. Essas práticas investigam o corpo como um campo sensível, capaz de captar, organizar e responder às forças que o atravessam.
Enquanto o “Brain Diving” propõe um mergulho nas camadas musculares e articulares – ativando respiração, impulsos e microdinâmicas internas – a “Dieta Aranha” explora relações de percepção e composição com o ambiente, apostando na suspensão do tempo, no alongamento do movimento e na atenção ao entorno.
Esses elementos não aparecem de forma explícita, mas influenciam diretamente a qualidade do movimento em cena. “Conhecer o trabalho do Fernando amplia o campo de criação. Existe algo dessa pesquisa que atravessa a performance de maneira sensível, mesmo que não seja explícito”, comenta Halisson.
Mais do que um simples cenário, o Hotel Gaspar é parte fundamental da narrativa. Inaugurado na década de 1950, o local foi um dos principais pontos de chegada e partida da cidade, funcionando inclusive como a primeira rodoviária de Campo Grande.
Hotel Gaspar - Foto: Arquivo / DivulgaçãoConhecido como o “pai dos viajantes”, o espaço testemunhou histórias de encontros, despedidas e recomeços – elementos que dialogam diretamente com o conceito de deslocamento presente no espetáculo.
Atualmente desativado, o hotel reabre de forma pontual para receber o projeto, reforçando sua vocação como espaço de memória e transformação.
Para a proprietária, Chris Gaspar, a ocupação artística também carrega um significado afetivo. “O Halisson chegou com muito cuidado e respeito pela história do lugar. Isso fez toda a diferença”, afirma.
Ela destaca ainda que este será seu último evento à frente do espaço e manifesta o desejo de que o local seja preservado como equipamento cultural. “que o poder público pudesse manter este legado, abrindo o hotel como espaço para cultura da cidade, com eventos, saraus, biblioteca”, completa.
Além das apresentações, o projeto promove uma roda de conversa no domingo, às 10h, com café da manhã para os participantes. O encontro busca ampliar o diálogo sobre o processo criativo e aproximar o público das reflexões que sustentam a obra.
Halisson Nunes é acadêmico do curso de Dança – Licenciatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e desenvolve, há mais de dois anos, uma pesquisa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
Seu trabalho investiga imagens e textos como dispositivos de criação cênica, com foco em territórios e patrimônios históricos de Campo Grande.
Integrante do grupo de pesquisa Gpped – Corpo, Leitura e Memória – o artista utiliza referências como “Retirantes” e “Vidas Secas” para pensar a relação entre corpo, memória e espaço urbano, dando origem ao projeto Corpo Fantasma.
Já Fernando Martins atua há 39 anos na dança, com passagens por companhias nacionais e internacionais, como Galili Dance, Quasar e Balé da Cidade de São Paulo. Atualmente, vive em Piracaia (SP), onde conduz processos criativos e residências artísticas, mantendo forte colaboração com artistas de Mato Grosso do Sul.
Projeto Corpo Fantasma – Espetáculo “Corpo Sobre Penas”
Local: Hotel Gaspar;
Endereço: Av. Mato Grosso, nº 2, no Centro.
Apresentações:
Datas: Sexta-feira e sábado;
Horário: 19h30min;
Entrada gratuita (doação de 1 kg de alimento ou item de higiene).
Roda de conversa – Processo criativo
Data: Domingo;
Horário: 10h (com café da manhã).
Para acompanhar mais sobre o projeto, o público pode acessar o Instagram
do artista: @umcorposobrepenas.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
ASSINANTES