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"A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando", explica a Dra. em psicologia Vanessa Abdo
22/03/2026 14h00
Coluna Desatando nós: O cansaço invisível das mulheres Foto: Divulgação
Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo que estão cansadas. Não é apenas cansaço físico. É um esgotamento mais profundo, difícil de explicar. Quando começamos a conversar, aparece algo que tem nome, mas ainda é pouco reconhecido no cotidiano das famílias: a carga mental.
A carga mental é o trabalho invisível de pensar, lembrar, planejar e antecipar tudo o que mantém a vida familiar funcionando. Não se trata apenas de fazer tarefas. Trata-se de lembrar a consulta médica do filho, organizar a rotina da casa, pensar no material da escola, prever aniversários, resolver conflitos, administrar emoções e garantir que tudo aconteça.
Inclusive ter que pedir para o parceiro lavar louça (uma ação óbvia que precisa ser feita, é exaustiva!). Mas é só pedir! Eles dizem!
E elas exaaaaustas!
Mesmo em famílias onde as tarefas são divididas, muitas mulheres continuam sendo as responsáveis por coordenar mentalmente a vida de todos. São elas que pensam no que precisa ser feito, delegam, lembram, acompanham e verificam se tudo foi realizado. Esse trabalho não aparece nas listas de tarefas, mas ocupa espaço constante na mente.
Com o tempo, essa sobrecarga produz irritação, sensação de injustiça e um cansaço difícil de explicar. Muitas mulheres passam a se sentir culpadas por estarem sempre exaustas, enquanto muitos homens acreditam que estão colaborando porque executam tarefas pontuais. O problema é que a gestão emocional e organizacional da família continua concentrada em uma pessoa.
Falar sobre carga mental não é transformar relações em disputa. É reconhecer um desequilíbrio que ainda existe em muitas famílias e que impacta diretamente a saúde mental das mulheres. Quando essa responsabilidade passa a ser realmente compartilhada, não apenas nas tarefas, mas também no planejamento e na responsabilidade emocional, as relações se tornam mais leves.
Dividir a vida não é apenas dividir o que se faz. É também dividir o que se pensa, o que se lembra e o que se sustenta emocionalmente dentro de uma família.
Vamos desatar esses nós?
Vanessa Abdo - Dra. em psicologia - Divulgação
Despedida
Dramaturgo morreu na madrugada de sábado (21)
22/03/2026 12h30
Ator morreu na madrugada de sábado (21) devido a uma pneumonia Divulgação
O enterro de Juca de Oliveira aconteceu neste domingo, 22, no Cemitério do Araçá, em São Paulo. A cerimônia contou com a presença de familiares e amigos do ator.
O dramaturgo, um dos grandes nomes da televisão e do teatro no Brasil, morreu no sábado, 21. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês desde sexta-feira, 13, e enfrentava uma pneumonia associada a complicações cardíacas. Poucos dias depois da internação, no dia 16, havia completado 91 anos.
Uma vida dedicada à arte
Com uma trajetória que atravessa décadas, Juca de Oliveira construiu uma carreira extensa e diversa. Foram mais de 30 novelas e minisséries, cerca de dez filmes e mais de 60 peças teatrais, muitas delas também assinadas por ele como autor.
Mais do que números, sua história se confunde com a própria evolução da dramaturgia brasileira. Entre palcos e estúdios, trabalhou com alguns dos maiores nomes da cultura nacional e ajudou a moldar o teatro e a televisão como conhecemos hoje.
Muitos de seus trabalhos tinham forte teor político, assim como seus posicionamentos ao longo da vida. Em 2022, ele relatou ao Estadão a angústia de ter sido obrigado pela pandemia dois anos antes a tirar de cartaz a comédia Mãos Limpas, que vinha lotando o Teatro Renaissance.
"Foi a pior sensação da minha vida bloquear um espetáculo que garantia o sustento de uma equipe e perceber que a paralisação se arrastaria por muito tempo", disse. Mas comemorava poder retornar aos palcos com a peça A Flor do Meu Bem-Querer.
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