Cidades

MAQUIAGEM

Batom neon vira febre da temporada

Batom neon vira febre da temporada

Clara Reis/Bolsa de Mulher

13/10/2010 - 10h43
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Às vésperas do verão o desejo por cor e ousadia começa a tomar conta dos modismos. Pois então, prepare-se: depois dos esmaltes neon agora é vez dos batons fluo. Muito além das variações de rosa e vermelho, os tons ultrachamativos (que até brilham no escuro!) são a mais nova promessa de febre para a temporada.

Seguindo a regrinha básica da maquiagem em que o foco ou fica nos lábios ou nos olhos - o verão 2011 parece ter eleito os bocões "chamativos". As passarelas nacionais e internacionais já anunciaram a tendência: Chanel, Dior, Fendi e Alexandre Herchcovitch, por aqui - foram algumas das marcas que desfilaram suas coleções acompanhadas de bocas verdes, azuis e laranjas.

Recém chegados à Maison Esmell, em Ipanema, no Rio de Janeiro, os batons vibrantes da marca americana Lime Crime são a sensação do momento entre as moças que já se encorajaram a experimentar a novidade. Rosa, lilás, laranja, azul e preto são alguns dos tons da mais nova marca-xodó entre as fashionistas de plantão. "Como esses batons são muito chamativos, a pedida é apostar num make simples: pele bronzeada, sobrancelha marcada e batom. Para sair à noite, vale apostar nos cílios postiços - mas deixe de lado às sombras", indica a maquiadora e cabelereira da Maison Esmell, Dani Carneiro.

Em tempo: se o verão não é pretexto suficiente para te encorajar a usar os novos tons de batom espere até o carnaval - nada melhor!

Mobilidade

Por dia, 60 pessoas são hospitalizadas por acidentes de trânsito na Capital

Santa Casa de Campo Grande atendeu 22,1 mil pessoas que foram vítimas de colisões nas vias da cidade no ano passado

31/03/2026 08h10

Equipe do Samu chegando com vítima de acidente à Santa Casa

Equipe do Samu chegando com vítima de acidente à Santa Casa Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O maior hospital de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa de Campo Grande, atendeu durante o ano passado 60 pessoas por dia vítimas de algum tipo de acidente de trânsito.

Segundo dados do hospital, em 2025, 22.127 pessoas deram entrada no pronto-socorro da unidade após uma colisão nas ruas da Capital. Isso significa que, a cada duas horas, cinco pessoas chegaram ao centro médico por causa de batidas.

Esses dados refletem pesquisa feita pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgada na semana passada pelo Correio do Estado. Segundo dados da pesquisa Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, Mato Grosso do Sul é o segundo estado brasileiro que mais lota leitos de hospitais em razão de acidentes de trânsito, ficando atrás somente do Espírito Santo.

Conforme a pesquisa, em Mato Grosso do Sul, a cada 10 mil habitantes, 22,9 foram internados por envolvimento em acidentes de trânsito. O Espírito Santo, líder no ranking de hospitalizações, tem uma taxa de 30,5 por 10 mil habitantes.

Os dados de Mato Grosso do Sul pioraram em relação à pesquisa anterior, de 2024, quando ficou em quarto lugar. A diferença é que, naquela época, o levantamento levava em conta o índice de internações por 100 mil habitantes, com isso, a taxa de MS era de 180,7, atrás apenas de Goiás, Piauí e Rondônia.

O aumento de acidentes de trânsito e, consequentemente, de vítimas gera reflexo rápido nas internações de modo geral. No ano passado, não foram poucas as reportagens sobre falta de leitos e superlotação dos hospitais públicos de Campo Grande.

Por causa disso, inclusive, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com ação civil pública para garantir o aumento de leitos, tanto pediátricos como adultos, em Campo Grande.

INTERNAÇÕES EM 2024

Equipe do Samu chegando com vítima de acidente à Santa Casa

Apesar de os números do ano passado impressionarem, eles foram inferiores aos de 2024, de acordo com o hospital, quando 37.594 pessoas foram internadas após sofrerem algum tipo de acidente de trânsito.

Esse número reflete uma média diária de atendimentos de trauma de 102,9 pessoas, ou 4,2 por hora.

Segundo o hospital, a maior parte dessas pessoas é socorrida no pronto-socorro e só em alguns casos, quando a situação é mais grave, elas chegam a ocupar leitos no setor de trauma da unidade.

Mesmo assim, a ocupação desses leitos tem deixado o atendimento a outras enfermidades prejudicado, já que eles sempre chegam como urgência e em alguns casos utilizam a vaga por um longo período.

MORTES

Matéria publicada no mês passado pelo Correio do Estado mostrou que algumas dessas vítimas de trânsito sequer são hospitalizadas, já que a “epidemia” de acidentes de trânsito fez de 2025 o ano mais letal desde 2017, segundo a série histórica da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp). No ano passado ocorreram 394 mortes no trânsito do Estado, 13 a mais que o número registrado em 2024.

Considerando acidentes fatais em vias urbanas e rodovias estaduais, este é o maior número em nove anos.

O mesmo aumento foi registrado em Campo Grande, onde ocorreram 87 mortes no trânsito em 2025, um aumento de 26,09% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 69 óbitos.

Para a especialista em trânsito Ivanise Rotta, tanto as mortes como as internações são ocasionadas pelo não cumprimento da velocidade máxima por parte dos motoristas.

A última morte registrada no trânsito de Campo Grande, na semana passada, porém, foi causada pelo desrespeito à sinalização semafórica. Na sexta-feira, uma motociclista morreu após um motorista de ônibus do Consórcio Guaicurus furar o sinal vermelho no cruzamento das Ruas Brilhante e Argemiro Fialho.

A mulher, que estava em uma moto, foi atropelada e morreu ainda no local do acidente.

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Meio Ambiente

COP15 serviu para ampliar proteção a espécies do Pantanal

Conferência em Campo Grande debateu conservação de onças-pintadas, ariranha, pintado e a ave maçarico, todas encontradas no bioma sul-mato-grossense

31/03/2026 08h05

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado Felipe Machado/Correio do Estado

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Encerrada no domingo em Campo Grande, a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) serviu para colocar espécies presentes no Pantanal como centro de debates na ampliação da proteção e da conservação.

Ao final da conferência, as negociações, decisões adotadas e resultados são divulgados publicamente para que se tenha conhecimento do que foi discutido durante os seis dias de evento. No dia 29, foi anunciado que 40 espécies, subespécies e populações foram incluídas ou reclassificadas nos anexos 1 e 2 da convenção como resultados dos debates realizados na Capital sul-mato-grossense.

Em conversa com o Correio do Estado, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, citou como exemplo a ariranha (de nome científico Pteronura brasiliensis), a maior espécie de lontra do mundo e um predador de topo no Pantanal, que passou por sérios riscos de extinção nos últimos anos e que ainda enfrenta ameaça.

“Quando essa espécie entra no anexo 1, todos os países onde essa espécie ocorre, obrigatoriamente, têm que adotar medidas de proteção muito restritas. O Brasil já tem lista de espécies ameaçadas, mas tem outros países que não têm. Então, obrigatoriamente, a ariranha ganha proteção em todos os países onde ela ocorre”, explica.

“No anexo 2, que a ariranha também entrou, visa a cooperação entre países. Os países têm que cooperar. Então, são assinados os acordos de ação concertada onde cada país deve cuidar das ações no seu território necessárias a garantir a proteção daquela espécie no momento em que ela passa por seu território”, completa Capobianco.

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado

Em nota divulgada ontem citando os resultados principais da conferência, o ministério detalha que a proposta de incluir a ariranha nos dois anexos foi realizada pela França, com Peru, Bolívia, Panamá, Equador, Paraguai, União Europeia, Senegal e Venezuela. De forma óbvia, o Brasil apoiou a proposição francesa.

Ademais, o peixe surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans), conhecido apenas como pintado, também participou dos debates. No final, ele foi incluído no anexo 2, depois de uma proposta que partiu do Brasil e que deve contribuir com a conservação nos outros países onde a espécie é encontrada, como na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai.

“O pintado é um peixe de muito interesse para a segurança alimentar, turismo e alimentação. É uma espécie que fomenta uma atividade econômica muito importante. O Brasil faz toda a lição de casa para proteger essa espécie. Só que a Argentina, o Uruguai e o Paraguai não fazem essa lição de casa. A gente pode perder essa espécie mesmo com o Brasil fazendo tudo possível para proteger essa espécie. Esse é o sentido da convenção”, afirma o presidente da COP15.

O pintado está, assim como a ariranha, presente no Pantanal sul-mato-grossense, principalmente na Bacia do Alto Paraguai, principal bacia que banha o bioma.

As aves maçarico-de-bico-torto (Numenius phaeopus hudsonicus) e maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica) foram incluídos no anexo 1, enquanto o caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis) foi adicionado no anexo 2. Todas essas espécies também são vistas no Pantanal de Mato Grosso do Sul, com alta capacidade de migrar para outros países.

ONÇA-PINTADA

Uma das marcas registradas do Pantanal não poderia ficar de fora das discussões durante a COP15. Mesmo que não inclusa ou reclassificada em um dos anexos finais da conferência, Capobianco destacou os debates sobre o maior felino das américas.
“Aconteceram várias reuniões para tratar sobre onças. E nessas reuniões, se discutiu quais são as melhores práticas”, afirma.

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