Sábado, 18 de Novembro de 2017

Bando espalha pânico em prédio público e leva até armas de PMs

15 JUN 2010Por 06h:37
Vânya santos

Quatro assaltantes renderam cerca de 100 pessoas que estavam na Central de Atendimento ao Cidadão (Prático), no Bairro Aero Rancho. Eles roubaram duas armas e um rádio de comunicação de policiais militares que faziam a segurança do local. Os bandidos fugiram com R$ 1.119 que estavam nos caixas da Conta Fácil e Pague Express.

Conforme a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 15h de ontem, quando quatro bandidos armados entraram no Prático, localizado na Avenida Marechal Deodoro, e fizeram um idoso de refém para que um dos policiais pudesse entregar sua pistola calibre ponto 40. Em seguida, o outro PM foi rendido com uma arma na cintura e obrigado a entregar um revólver calibre 38 e o rádio de comunicação utilizado pela polícia.

Depois que os PMs foram rendidos, os bandidos, que usavam máscara cirúrgica, foram até uma agência do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que existe no prédio, e ordenaram que os funcionários abrissem um cofre, que fica de frente para a entrada, porém, ele só armazena documentos. Os servidores, que pedem a retirada do cofre, reclamam que ele fica exposto ao público e desperta interesse dos assaltantes.

Ao sair da agência do Detran, o grupo foi até o caixa da Conta Fácil, de onde levou R$ 179 e da Pague Express R$ 940. Na saída, eles renderam outro cliente, que foi liberado quando o bando fugiu em dois carros, conduzidos por comparsas. Testemunhas identificaram um dos carros:  um Gol cinza.
Os policiais justificaram que não reagiram ao assalto para preservar a vida das pessoas que estavam no prédio, dentre elas, crianças e idosos. Polícias Civil e Militar, além da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) fizeram rondas na região, mas até o fechamento desta edição nenhum suspeito foi preso.

Refém
Adriano Prates de Oliveira, 24 anos, que estava no prédio acompanhado do patrão para pagar algumas contas, foi feito refém na saída do assalto. “Eu estava em pé, quando um deles segurou no meu braço e disse ‘não olha para a minha cara’. Quando chegou ao carro eles queriam que eu entrasse, mas eu falei que não e saí correndo”, descreveu.

A vítima contou que durante o roubo as pessoas se desesperaram. Uns gritavam e choravam, enquanto outros rezavam, mas o grupo pedia calma. “Eles falavam que não iam fazer nada com as pessoas e que só queriam o dinheiro”, relatou Adriano.

Já a dona de casa Maria, 49 anos, que estava no Prático com duas filhas e um neto de apenas um ano, disse que quando percebeu que se tratava de um assalto tentou sair do prédio com a criança, mas foi impedida por um dos bandidos. “Ele apontou a arma para o bebê e falou que ninguém ia sair, então eu voltei e no desespero pensei até em abrir a janela e jogar meu neto”, desabafou.

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