Terça, 21 de Novembro de 2017

Bandas de ontem e de hoje

23 ABR 2010Por 01h:17
Do Amor – O conceito sonoro desta banda carioca, formada, entre outros, por músicos que acompanham atualmente Caetano Veloso, é muito bom: indie rock servindo de base para elementos da guitarrada, cumbia, MPB e samba. Pena que o lado positivo do projeto fique somente no conceito. As composições são fracas e os arranjos burocráticos. Por ser formada por bons músicos, há possibilidade de a banda encontrar melhores resultados no futuro. Por enquanto, somente boas intenções e, como diz o dito popular, “de boas intenções...”.

MoMo Project – O músico carioca Marcelo Frota viveu em várias partes do mundo e ouviu sons distintos em cada lugar. No entanto, é o folk americano que lhe serve de base para as criações atuais. Adotou a denominação MoMo Project em CD e show, mesmo assim, é a personalidade do artista que aparece em todas as canções. Os arranjos climáticos são os destaques. O ponto fraco são as letras redundantes. Em um primeiro momento, MoMo Project até desperta certa simpatia, porém, Marcelo precisará de muito mais para se impor na cena alternativa e receber  atenção.

Sexo Explícito – Com dois álbuns lançados, “Combustível para o fogo” (1989) e “O disco dos mistérios ou 3 diabos e ½ ou sexplícito visita o Sítio do Picapau Amarelo ou Tributo a H. Romeu Pinto” (1991), a banda mineira apresentava som personalizado que se nutria de pós-punk, música de carnaval, MPB e um clima anárquico, principalmente pelos refrões e a presença do vocalista Rubinho Troll. O guitarrista John Ulhoa, atualmente no Pato Fu, foi um dos principais compositores da banda. Na época, o sucesso comercial não existiu, ao contrário das boas críticas. Revistas hoje, pelo Youtube, as performances do Sexo Explícito são bons momentos de música pop. Em tempo: Rubinho Troll está lançado o primeiro CD solo: anarquia sonora no ar. 

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